CAMPO ABERTO | Joana Colussi PREÇO MENOR NA HORADE FORMAR LAVOURAS

 
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    Dois meses após a saca de soja ter alcançado a marca histórica de R$ 100 nos principais portos brasileiros, o preço da commodity retornou à casa dos R$ 80 no mercado interno. Pressionada pela perspectiva de uma safra cheia nos Estados Unidos, a cotação do grão na Bolsa de Chicago voltou a ser negociada nas últimas semanas abaixo de US$ 10 o bushel (medida americana equivalente a 27,2 quilos). Para completar o movimento de baixa, o real vem valorizando-se frente ao dólar. Ontem, a moeda americana foi cotada a R$ 3,27 no câmbio brasileiro.
    Os preços da soja encerraram o mês de julho com queda de quase 10%, apontam indicadores do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea). Segundo a instituição, o movimento ocorre em meio ao menor interesse de venda por parte dos sojicultores brasileiros – justamente por conta da baixa nas cotações. Ontem, o preço da saca de 60 quilos pago ao produtor na região de Passo Fundo era de R$ 77. No porto de Rio Grande, o grão era comercializado a R$ 81 – quase 20% a menos do que no começo de junho, quando contratos do grão chegaram a bater a barreira dos três dígitos.
    Segundo a consultoria Safras & Mercado, restam menos de 15% do volume de soja colhido neste ano no Brasil para ser comercializado.
    – Boa parte da safra foi muito bem vendida pelos produtores. Essa baixa agora influencia mais os contratos futuros, em vendas antecipadas que já estão ocorrendo – explica Luiz Fernando Roque, consultor da Safras & Mercado.
    Se a cotação da commodity não é tão animadora para travar o preço em contratos de venda futura, por outro lado a redução do câmbio é favorável para a formação das lavouras da próxima safra – já que boa parte dos insumos é cotada em dólar.
    A implantação das lavouras de soja começará em meados de setembro no Rio Grande do Sul.

  • AO GOSTO DOS GRINGOS

    As vinícolas e cachaçarias brasileiras não deixarão a Olimpíada passar em branco. Para aproveitar a presença de turistas vindos de todas as parte do mundo durante os Jogos, empresas levarão seus produtos para os locais onde os gringos irão circular neste mês.
    O Instituto Brasileiro do Vinho (Ibravin) promoverá ações como degustações e capacitação de garçons em restaurantes da cidade-sede. Tudo para reforçar a presença dos rótulos verde-amarelos entre os visitantes de diversas nacionalidades.
    – Trabalhamos com duas frentes: qualificar o serviço para potencializar a venda e promover o vinho brasileiro para dar maior visibilidade perante o mundo que estará no Rio de Janeiro agora em agosto – antecipa o presidente do Ibravin, Dirceu Scottá.
    A cachaçaria gaúcha Weber Haus fechou parceria com a Dufry Duty Free para expor seus produtos durante a Olimpíada. No período dos Jogos, as cachaças elaboradas artesanalmente em Ivoti estarão disponíveis nas oito lojas da rede localizadas nos embarques e desembarques internacionais dos aeroportos do Galeão, no Rio de Janeiro, e de Guarulhos, em São Paulo.

  • PARA ALIMENTAR A PISCICULTURA GAÚCHA

    A pedido da Associação Nacional dos Municípios Sedes de Usinas Hidroelétricas, o governo estadual irá revisar e discutir ajustes na legislação para possibilitar o uso de águas de barragens para a piscicultura com tanques-redes. Com 16 barragens (10 estaduais e seis federais), o Rio Grande do Sul não conta com lei própria que permita a criação dos peixes nesses locais. A legislação federal permite a exploração de 1% da área federal de barragens. Conforme a Secretaria de Desenvolvimento Rural, existem 96 mil hectares de lâmina d’água em barragens no Estado. Se houvesse equivalência com legislação federal, por exemplo, o Rio Grande do Sul poderia ter a exploração de 960 tanques-rede, alcançando produção de 28,8 mil toneladas de pescados.
    – Isso significa dobrar a produção atual, beneficiando milhares de famílias de piscicultores – destaca o secretário de Desenvolvimento Rural, Tarcisio Minetto, prevendo avanços na legislação até o final do ano.
    Os ajustes nos aspectos legais de licenciamento serão propostos por grupo de trabalho formado ontem, incluindo governo estadual, universidades, técnicos e municípios.

  • COTA DE 64 MIL TONELADAS AOS EUA

    O Brasil entrará na cota dos países da América Central para venda de carne bovina in natura aos Estados Unidos – hoje de 64 mil toneladas por ano com tarifa de 4% a 10%. Acima dessa quantidade, sem limite de volume, o produto brasileiro terá de pagar taxa de 24,6% para entrar no mercado americano.
    A formalização do acordo bilateral entre Brasil e Estados Unidos ocorreu ontem, em cerimônia no Palácio do Planalto, em Brasília. Conforme a Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carne (Abiec), frigoríficos de 14 Estados, incluindo o Rio Grande do Sul, estarão habilitados a exportar carne in natura. A entidade estima que os embarques possam ter início ainda em setembro.

  • CENSO AGROPECUÁRIO EM 2017

    Cancelado neste ano devido a cortes orçamentários, o censo agropecuário deverá ser realizado em 2017. O presidente do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), Paulo Rabello de Castro, garantiu que o órgão começará os preparativos para que recenseadores possam ir a campo no próximo ano e ter os primeiros resultados divulgados em 2018.
    Apenas para a primeira fase, são necessários R$ 266 milhões. No total, o o censo agropecuário consome mais de R$ 1 bilhão. A realização do levantamento censitário a cada 10 anos está previsto em lei, por isso deve ser cumprido, lembrou Castro.

  • Fonte : Zero Hora

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