CAMPO ABERTO | Joana Colussi NOVO MODELO DE SEGURO RURAL

 
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    O governo federal mudou as regras do projeto experimental de negociação coletiva para o seguro rural da soja. A alteração pretende ampliar o número de produtores contemplados, de 6 mil no ano passado para 8 mil em 2016. Nesse modelo, entidades organizam listas de produtores e negociam preços e condições de apólices em nome dos representados. Assim, cada grupo abre concorrência entre as seguradoras pelo menor custo.
    O orçamento do modelo experimental passou de R$ 30 milhões no ano passado para R$ 32 milhões em 2016. Antes, o valor era distribuído por 12 listas de produtores e, cada lista, tinha um limite de até R$ 2,5 milhões de subvenção a receber caso fechasse o contrato. Agora, serão 40 listas com até 200 produtores. O limite da subvenção, no entanto, caiu para R$ 800 mil por grupo.
    Publicadas no Diário Oficial ontem, as novas regras já estão valendo.

  • POR VONTADE PRÓPRIA, MINISTRA NÃO DEVE SAIR

    De volta a Brasília ontem, a ministra Kátia Abreu deu sinais de que não abandonará facilmente o governo Dilma Rousseff pelo menos não por vontade própria. Em seu Twitter, a ministra voltou a se posicionar contrária ao processo de impeachment aberto no Congresso. Nas publicações, escreveu que continuará confiando na presidente petista.
    “Acredito na honestidade da presidente Dilma. Até que provem o contrário. Pedalada não é argumento”, disse Kátia, referindo-se às pedaladas fiscais adotadas pela gestão de Dilma, que consistiam em atrasos de repasses federais para bancos públicos. Pelo microblog, escreveu ainda que continuará trabalhando e que o Brasil não pode parar. Sobre as investigações da Operação Lava-Jato, a ministra disse confiar no trabalho da Justiça. “Tudo será esclarecido e os culpados punidos”, escreveu.
    As publicações foram feitas após crescerem os rumores nos últimos dias de que Kátia poderia deixar o ministério, por pressões de lideranças do agronegócio e do próprio partido ao qual é filiada – PMDB, que promete desembarcar do governo até o final do mês. Em outras declarações, a ministra já afirmou que não concorda com a saída do partido da base aliada.
    Sem forte identidade com PMDB, Kátia não teria grandes problemas em deixar o partido – caso a legenda decida pelo rompimento com a gestão Dilma e entregue os cargos. O nó mais difícil de ser desatado para continuar no governo será o do setor agropecuário. Até agora, a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) não pediu que a líder, que presidia a entidade, deixe o cargo. Mas entidades como Aprosoja, Associação Brasileira do Agronegócio (Abag) e Sociedade Rural Brasileira (SRB) já manifestaram descontentamento com a postura da ministra.
    Ontem, em nota divulgada após encontro da diretoria na Expoagro Afubra, a Federação da Agricultura do Estado (Farsul) também evitou posicionar-se contra ou a favor do impeachment de Dilma.
    – Não queremos ser indutores de um processo, mas também não aceitamos posições que tragam desequilíbrio ao país – disse o presidente da entidade, Carlos Sperotto, que deve manter contato com a ministra ainda hoje.

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    VENDAS DO MÊS EM TRÊS DIAS
    Para boa parte das 150 agroindústrias que expõem seus produtos na Expoagro Afubra, em Rio Pardo, as vendas durante três dias irão representar o faturamento de todo o mês, ou até mais. Em 2015, o pavilhão da agricultura familiar alcançou R$ 547 mil em negócios nos segmentos de alimentos, artesanato, plantas e flores. Neste ano, com expositores de 80 municípios gaúchos, a expectativa é crescer pelo menos 10%.
    Conforme Jocimar Rabaioli, assessor de política agrícola e agroindústria da Federação dos Trabalhadores na Agricultura do Estado (Fetag), a aposta de alta é atribuída ao número de visitantes da feira, que cresce a cada ano, e à fidelização dos clientes que já compraram em edições passadas.
    – Mais importante do que as vendas, é a oportunidade que o expositor tem de mostrar sua marca e de conquistar novos mercados – destaca Rabaioli.
    Ontem, após a cerimônia de abertura da feira, o governador José Ivo Sartori visitou os estandes das agroindústrias (foto), acompanhado de secretários estaduais e representantes do setor.

  • ADESÃO DE 1,3% NA FUMICULTURA

    Em um universo de 78 mil produtores vinculados à Associação dos Fumicultores do Brasil (Afubra), apenas mil preencheram o Cadastro Ambiental Rural (CAR) – percentual de 1,3%. O número foi divulgado ontem durante audiência pública, realizada na Expoagro, pela subcomissão criada pela Assembleia Legislativa para tratar das dificuldades de implantação do CAR no Estado, presidida pelo deputado Elton Weber (PSB). Em Santa Catarina, por exemplo, o percentual de preenchimento passa de 70%.
    – Não há tempo hábil para conclusão até o fim do prazo (5 de maio). O governo instituiu obrigatoriedade, mas não deu condições aos produtores, especialmente aos pequenos – critica Marco Antonio Dornelles, coordenador-geral da 16ª Expoagro.

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    O DIA DO VINHO 2016 SERÁ LANÇADO HOJE, EM PORTO ALEGRE, COM UMA DAS ATRAÇÕES DO CIRCUITO BRASILEIRO DE DEGUSTAÇÃO, PROMOVIDO PELO IBRAVIN. SERÃO DUAS SEMANAS DE CELEBRAÇÃO 20 DE MAIO A 5 DE JUNHO. UMA DAS NOVIDADES É A PARTICIPAÇÃO DE VILA FLORES, DÉCIMO MUNICÍPIO DA SERRA A ENTRAR NA INICIATIVA QUE ABRANGE POLOS DO SETOR NO RS E EM SP.

  • Fonte : Zero Hora

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