CAMPO ABERTO | Joana Colussi NOVEMBRO DECISIVO PARA A LARGADA DA SOJA

 
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    Grande parte dos mais de 5 milhões de hectares que serão cultivados com soja no Rio Grande do Sul na safra 2015/2016 deverá ser plantada agora em novembro. As condições climáticas do mês serão fundamentais para o desenvolvimento da planta no período do verão.
    – É o nosso mês base de rendimento. Uma boa germinação agora garante quase 50% da colheita – aponta Décio Teixeira, presidente da Associação dos Produtores de Soja do Estado (Aprosoja-RS).
    Agricultores da região Noroeste aproveitaram a trégua da chuva no feriadão para adiantar os trabalhos na lavoura. Conforme a Emater, até semana passada cerca de 130 mil hectares, pouco mais de 3% do total, já havia sido semeado no Estado. A partir de agora, e à medida que o tempo colaborar, a movimentação de plantadeiras nas lavouras irá se intensificar em praticamente todas as regiões produtoras de soja.
    – Precisamos que chova de forma espaçada, para que dê tempo do produtor entrar na lavoura e, ao mesmo tempo, não falte água para as plantas – completa Teixeira.
    A preocupação dos produtores, no ano em que o fenômeno El Niño já mostrou forte intensidade, é com o aumento de doenças fúngicas e com a proliferação de insetos – características resultantes da combinação de umidade e calor. Quanto maior a incidência de pragas e doenças nas lavouras, aumenta a necessidade de aplicação de defensivos agrícolas – fazendo subir os custos de produção.
    Se a tendência histórica se repetir, o El Niño não deverá trazer problemas à safra de soja, pelo contrário, pois em anos de fenômeno a produção costuma ser cheia. Mas, em se tratando de previsões climáticas, nada pode ser dado como certo.

  • PARA CONTER A RESISTÊNCIA

    A Bayer CropScience inaugura amanhã, em São Paulo, laboratórios de monitoramento de resistência a fungicidas, herbicidas e inseticidas e de tecnologia de aplicação. No mesmo dia, a multinacional irá apresentar o Centro de Expertise em Agricultura Tropical (Ceat).
    A inauguração faz parte dos investimentos da empresa alemã no Brasil, com foco no desenvolvimento de inovações e soluções tecnológicas para superar os desafios enfrentados pelos produtores rurais com a agricultura tropical. A resistência de plantas daninhas a produtos químicos é considerado um dos principais limitadores da biotecnologia no mundo, especialmente em países com alta incidência de doenças nas lavouras, como no Brasil.
    O evento será realizado no Centro de Pesquisa e Inovação da Bayer CropScience, em Paulínia (SP), com a presença do CEO global da companhia, Liam Condon, e do presidente da empresa para a América Latina, Eduardo Estrada.

  • PERDIGÃO DE VOLTA

    O presidente global da BRF, Pedro Faria, e o presidente do conselho de administração, Abilio Diniz, defenderam ontem a decisão da companhia de investir com força no relançamento da marca Perdigão. Durante evento da BRF em Nova York, Faria ressaltou a importância que a marca tem na estratégia da empresa, dizendo que ela é “um elefante na sala”.
    Em julho, a companhia relançou presunto, apresuntado e linguiça calabresa sob a marca Perdigão. No fim do ano, pernil, tender e lombo deverão voltar ao mercado. Faria garantiu que produtos clássicos da ceia de Natal, tanto da marca Perdigão quanto da Sadia, não sofrerão aumentos no período.
    A companhia havia retirado a marca Perdigão de alguns produtos por determinação do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade). Na última sexta-feira, as ações da empresa caíram quase 10%, com investidores decepcionados diante da divulgação de alguns números do terceiro trimestre.
    O percentual do rebanho leiteiro gaúcho atingido por diarreia viral bovina, doença que provoca problemas reprodutivos nos animais, chega atualmente a
    24%
    A informação é uma das conclusões de estudo feito por pesquisadores da Universidade Federal do Rio Grande do Sul, dentro de um acordo de cooperação técnica com Fundesa, Ministério da Agricultura e Secretaria da Agricultura.

  • NO RADAR

    NOVO VIGOR À LAVOURA A COLHEITA
    As lavouras de milho prometem trazer bons resultados a quem continua apostando na cultura no Rio Grande do Sul. Com menos produto disponível, diante da menor área plantada da história no Estado (780 mil hectares), produtores estão travando o preço de venda futura com valores acima do mercado.
    – Há contratos sendo fechados por mais de R$ 30 a saca – conta Nilton Friske, produtor em Tucunduva e Novo Machado, na região Noroeste.
    Beneficiadas pelas altas temperaturas e volumes de chuva, as plantas estão em bom desenvolvimento vegetativo – até mesmo em boa parte das áreas atingidas pela geada em setembro.
    – A lavoura se recuperou muito bem – comemora Friske.
    Se as condições climáticas continuarem ajudando, o produtor calcula colher uma média de 180 sacas por hectare, em 130 hectares de sequeiro.
    Das lavouras atingidas pela geada em setembro, cerca de 280 mil hectares, nem todas se recuperaram de maneira uniforme. De acordo com a Associação dos Produtores de Milho no Estado (Apromilho-RS), um terço está em ótimas condições, outro terço está razoável e o restante precisou ser replantado ou será ocupado por soja.
    – As expectativas para a safra de milho, de maneira geral, são positivas – confirma Claudio de Jesus, presidente da Apromilho-RS.
    A colheita do pêssego de Porto Alegre será aberta oficialmente hoje, no bairro Campo Novo. Os pomares da fruta ocupam 120 hectares da área rural da Capital. Prejudicada pelo excesso de chuva, a safra não deve passar de 400 toneladas, quase a metade do volume colhido em 2014.

    No radar

    ESTÃO ABERTAS vagas para inspetores técnicos da raça angus em seis Estados, incluindo o Rio Grande do Sul. Candidatos devem ter formação em Veterinária, Agronomia ou Zootecnia. Mais informações no site angus.org.br.

  • Fonte : Zero Hora

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