CAMPO ABERTO | Joana Colussi NA TERRA DO ARROZ, SOJA É PROTAGONISTA

 

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    Berço nacional da lavoura arrozeira, Cachoeira do Sul lidera pela primeira vez o ranking estadual do Produto Interno Bruto (PIB) agropecuário graças ao protagonismo da soja. Com a segunda maior área cultivada com a oleaginosa, muito próximo de desbancar Tupanciretã na próxima safra, o município viu o valor adicionado bruto da produção primária aumentar 45% em pouco mais de 10 anos.
    – No começo dos anos 2000, Cachoeira do Sul ocupava a sexta posição no ranking estadual do PIB agro. Desde então, o crescimento da soja foi significativo, até chegar a liderança – destaca Guilherme Risco, pesquisador da Fundação de Economia e Estatística (FEE), que divulgou ontem o PIB dos municípios em 2014.
    Nesse ano, dado mais recente, Cachoeira do Sul tinha 1,6% de participação no PIB agropecuário. Em 2002, o percentual era de 1,1%.
    – O crescimento da soja nos últimos anos foi muito grande, principalmente na conversão de campos de pecuária. E ainda tem muita área para expandir no município – afirma Paulo Afonso Schwab, presidente do Sindicato Rural de Cachoeira do Sul.
    Pela intenção de plantio, a previsão é de que a soja ocupe 145 mil hectares no município na safra 2016/2017. O arroz, em torno de 40 mil hectares.
    – O potencial hídrico da região, com o Rio Jacuí, pode ser aproveitado para irrigação, aumentando a produtividade das lavouras de soja – diz Schwab.
    Entre os 10 municípios que lideram o ranking do PIB agropecuário gaúcho, a soja ganhou espaço nos últimos anos em grande parte deles. Destaque também para Dom Pedrito e Canguçu, que triplicou e quadruplicou a participação do produto em uma década, respectivamente. Entre as 497 cidades do Estado, a agropecuária é a principal atividade em 111.

  • RANKING DO PIB AGRO

    1º Cachoeira do Sul
    2º Uruguaiana
    3º Alegrete
    4º Tupanciretã
    5º Itaqui
    6º Dom Pedrito
    7º Santa Vitória do Palmar
    8º Palmeira das Missões
    9º São Borja
    10º Canguçu
    MODELO AO NORDESTE
    Em um grupo do WhatsApp de governadores brasileiros, Wellington Dias, do Piauí, ouviu falar de um condomínio leiteiro no interior do Rio Grande do Sul. Em férias com a família em Gramado, nesta semana, o governador nordestino interrompeu o descanso para conhecer a experiência no Vale do Taquari. Construído pela Dália Alimentos, da Cooperativa dos Suinocultores de Encantado (Cosuel), o projeto envolve quatro condomínios com ordenha robotizada em Arroio do Meio (foto), Nova Bréscia, Roca Sales e Candelária – esse último será inaugurado em fevereiro de 2017.
    – O modelo une pequenos produtores, em busca de mais produtividade e qualidade de vida – explica Gilberto Piccinini, presidente do Conselho de Administração da Dália Alimentos.
    Na visita ao condomínio de Arroio do Meio, o governador do Piauí conheceu a estrutura que abriga 191 animais, três robôs e cinco funcionários. A produção envolve 13 famílias. A produtividade tem sido de 3 mil litros por dia. No total, os empreendimentos receberam R$ 20 milhões, financiados pela Financiadora de Estudos e Projetos (Finep).
    No mesmo modelo de produção associativista, a Dália Alimentos está investindo em unidades avícolas em nove municípios do Vale do Taquari.

  • SALADA ORGÂNICA NO CARDÁPIO

    Uma das maiores redes de fast food do mundo, o McDonald’s passará a oferecer saladas compostas por vegetais orgânicos em alguns dos restaurantes no Brasil. A novidade chegará aos poucos para os consumidores, a partir do primeiro trimestre de 2017, começando pela capital paulista.
    À medida que os fornecedores conseguirem ampliar a produção, a rede aumentará a distribuição dos produtos nos restaurantes de todo o país. A empresa será a primeira no segmento de serviço rápido de alimentação a adotar a iniciativa, segundo a Arcos Dorados, operadora do McDonald’s na América Latina.
    A salada orgânica faz parte de um grupo de iniciativas da marca no Brasil, que já anunciou, por exemplo, a compra de carne verificada e proveniente de regiões com práticas sustentáveis.

  • REFORÇO AO ALERTA DE GRIPE AVIÁRIA

    O surgimento de novos casos de influenza aviária na Europa e no Japão reforçou a necessidade de cuidados por parte dos produtores brasileiros de aves. A disseminação da doença motivou novo alerta do Ministério da Agricultura, reforçado pelo Fundo de Desenvolvimento e Defesa Sanitária Animal do Estado (Fundesa).
    O controle de trânsito nas granjas é algo que o produtor nunca deve descuidar. Limpeza das instalações, troca de roupas para ingresso nas áreas de produção e manutenção de telas antipássaros em boas condições são ações fundamentais.

  • NO RADAR

    A PARALISAÇÃO de repasses do Fundomate ao Ibramate motivou reunião hoje na Secretária Estadual da Fazenda. A entidade alega que os recursos deixaram de ser pagos há um ano.

    O preço mínimo da uva industrial na safra 2016/2017 foi reajustado em 17,95%, ficando em R$ 0,92 por quilo nas regiões Sul, Sudeste e Nordeste, a partir de 1º de janeiro.

    SANCIONADO PELO GOVERNADOR JOSÉ IVO SARTORI ONTEM, O NOVO MARCO LEGAL PARA FLORESTAS PLANTADAS NO ESTADO PRECISARÁ AGORA DE DECRETOS DE REGULAMENTAÇÃO PARA SER COLOCADO EM PRÁTICA. O SECRETÁRIO ESTADUAL DA AGRICULTURA, ERNANI POLO, ESTIMA PARA OS PRIMEIROS MESES DO ANO A PUBLICAÇÃO DAS REGULAMENTAÇÕES.

  • Fonte : Zero Hora

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