CAMPO ABERTO | Joana Colussi MILHO DOS EUA QUASE A CAMINHO DO BRASIL

 
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    Frigoríficos brasileiros de aves e suínos já estão com negociações praticamente fechadas com exportadores americanos de milho. As indústrias estão apenas esperando a avaliação da Comissão Técnica Nacional de Biossegurança (CTNBio) para fechar os contratos de compra. A expectativa é de que autorização possa ser anunciada na próxima reunião, em 1º de setembro.
    – Há um esforço grande para que isso se concretize, permitindo um fluxo que supra a carência do produto no mercado interno – destaca Francisco Turra, presidente da Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA).
    Ao ver a movimentação de grandes empresas agilizando as negociações com os americanos, pequenas e médias indústrias gaúchas também começam a se mobilizar nesta semana.
    – Vamos reunir cinco ou seis empresas para tratar dos trâmites necessários à importação – adianta Nestor Freiberger, presidente da Associação Gaúcha de Avicultura (Asgav).
    A entidade calcula que a saca do milho americano chegará ao Brasil por um custo em torno de R$ 40. Hoje, as indústrias gaúchas de aves e suínos estão trazendo o cereal do Paraná e de Mato Grosso por cerca de R$ 50 a saca.
    – A baixa na taxa de câmbio favorece a importação do produto com um preço competitivo – destaca Freiberger.
    Mesmo com a colheita da safrinha no Centro-Oeste quase no fim, as indústrias reclamam que o preço do cereal baixou pouco. Para tentar aliviar os custos do setor, e garantir o abastecimento da principal matéria-prima da ração animal, o governo federal anunciou no começo de agosto a isenção da tarifa de importação de 1,5 milhão de toneladas de milho americano.
    Se a operação envolvendo o produto transgênico for liberada pela CTNBio em setembro, as indústrias brasileiras poderão aproveitar o período da colheita nos Estados Unidos. Com o clima colaborando com as lavouras americanas, a previsão é de que a safra deste ano seja recorde.

  • IDENTIDADE PRESERVADA

    Mesmo com pouco estoque por conta da quebra de 70% na safra de uva neste ano, a vinícola Guatambu, de Dom Pedrito, não irá recorrer à produção de terceiros. A utilização somente de uvas de seus próprios parreirais é estratégica para garantir a qualidade dos produtos.
    – Só trabalhamos com uvas que cultivamos. Temos identidade, rastreabilidade e produção sustentável – destaca Gabriela Hermann Pötter, enóloga e sócia-proprietária.
    Se o La Niña se confirmar, com pouca chuva na primavera, a propriedade espera colher 130 toneladas na próxima safra. O volume repete ciclos passados e trará fôlego para a elaboração de vinhos da marca, que reduziu as ações de marketing neste ano por conta da baixa produção. Mesmo pequena em volume, a safra possibilitou a elaboração de uma linha ultra premium: Lendas do Pampa.

  • CARNE SUSTENTÁVEL

    A partir desta semana, a rede McDonald’s disponilizará em lojas do país hambúrgueres produzidos a partir de critérios socioambientais desenvolvidos dentro de um novo modo de produção bovina. Há 20 anos, a rede interrompeu a compra de carne da Amazônia para não vincular seu nome ao desmatamento. Inicialmente, serão compradas 250 toneladas de carne oriunda de pecuária sustentável.
    – Pretendemos ampliar o projeto para outras regiões do país – adianta o diretor de sustentabilidade do McDonald’s, Leonardo Lima.

  • NO RADAR

    ESTÁ PREVISTA para hoje a votação de projeto de lei que inclui alimentos orgânicos na merenda escolar de Porto Alegre. A proposta estabelece percentuais para a compra de produtos cultivados sem agroquímicos.

  • TRADICIONALMENTE ASSOCIADA A UTENSÍLIOS DE COZINHA, A TRAMONTINA PARTICIPARÁ PELA PRIMEIRA VEZ DA EXPOINTER. A MARCA LEVARÁ À FEIRA VEÍCULOS UTILITÁRIOS MOVIDOS A COMBUSTÃO. UM DOS MODELOS SERÁ USADO PARA TRANSPORTAR AUTORIDADES NO PARQUE. NO PORTFÓLIO, ESTÃO TAMBÉM CORTADORES DE GRAMA DIRIGÍVEIS.

  • O governo federal decidiu realocar R$ 48 milhões do seguro rural da safra de 2016/2017, inicialmente destinados às culturas de inverno para o grupo de grãos de verão.

  • TRABALHO RECONHECIDO

    Produtores gaúchos que trabalham e contribuem para desenvolver o agronegócio gaúcho serão agraciados com o prêmio Gente do Campo, durante a 39ª Expointer. A premiação, concedida por Zero Hora e pela Federação da Agricultura do Rio Grande do Sul (Farsul), chega à terceira edição neste ano. Você pode conferir os escolhidos ao lado. Os troféus serão entregues em cerimônia que será realizada no dia 27 de agosto, na Casa da Farsul no parque Assis Brasil, em Esteio. Na próxima terça-feira, no caderno Campo e Lavoura, a reportagem contará as histórias dos cinco agraciados.
    OS PREMIADOS
    JOVEM
    – Laurence Duarte, Santo Ângelo
    EMPREENDEDORISMO
    – Aldo Machado dos Santos, São Gabriel
    TECNOLOGIA
    – Raul Randon, Caxias do Sul
    PRODUTOR DO ANO
    -Ivonei Librelotto, Boa Vista das Missões
    REVELAÇÃO
    – Luís Fernando Cavalheiro Pires

  • Fonte : Zero Hora

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