CAMPO ABERTO | Joana Colussi MEDIDAS DE CONTROLEAO TABACO NA MESA

 

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    A menos de um mês da 7ª Conferência das Partes para o Controle do Tabaco (COP7), que será realizada na Índia em novembro, entidades ligadas à cadeia produtiva e à saúde e organizações não governamentais se reúnem hoje em Brasília. Na última reunião com a comissão do governo brasileiro responsável por articular medidas antitabagismo, a Conicq, serão expostos posicionamentos em relação aos temas que serão tratados na conferência mundial.
    Realizada a cada dois anos, a COP é responsável pela implementação da Convenção-Quadro, tratado internacional da Organização Mundial da Saúde (OMS), ratificado por centenas de países em 2005. Desde então, a conferência tem sido responsável por medidas como a obrigatoriedade da inserção de imagens de advertência nas embalagens de cigarro, restrições para fumar em locais fechados e proibição da utilização de crédito público da agricultura familiar na produção de fumo.
    Neste ano, um dos assuntos discutidos será a possibilidade de retirar o produto dos tratados da Organização Mundial do Comércio (OMC). A medida preocupa representantes do setor, já que mais de 85% do tabaco produzido no Brasil é exportado.
    – A maioria das exportações ocorre dentro de acordos bilaterais. Retirar o tabaco da OMC seria uma medida totalmente contraditória – argumenta Iro Schünke, presidente do Sindicato Interestadual da Indústria do Tabaco (SindiTabaco).
    Hoje, o fumo é o quarto produto agrícola em volume exportado pelo Brasil. No Rio Grande do Sul, onde mais de 50% das indústrias estão instaladas, o fumo é o segundo principal item da pauta de exportação – atrás apenas da soja. A dependência da cultura é um dos principais desafios do setor, que ainda encontra dificuldades para diversificar a produção – compromisso assumido pelos países que assinaram o tratado.
    – Já avançamos bastante. Mas quando se fala em diversificar, é preciso pensar também em logística e mercado, para que se tenha rentabilidade – destaca Benício Werner, presidente da Associação dos Fumicultores do Brasil (Afubra).
    Das 158 mil famílias produtoras de tabaco no Brasil, 73 mil estão no Rio Grande do Sul. Amanhã, representantes do setor irão se reunir também com o ministro da Saúde, Ricardo Barros.
    – Queremos saber qual será o posicionamento do Brasil na COP7 – completa Schünke.

  • LEITE IMPORTADO AFETA MERCADO

    A instrução normativa que desde 2013 autoriza os laticínios do Nordeste a reconstituir leite em pó para a produção de leite longa vida (UHT) poderá ser revista pelo governo federal para tentar equilibrar o preço do produto. Uma das possibilidades, segundo a senadora Ana Amélia (PP-RS), é de que a operação seja permitida apenas com a compra de leite no mercado interno.
    – Esse leite está sendo comercializado em outros Estados, inclusive no Sul, o que é proibido – disse a senadora, após audiência pública no Senado que tratou sobre as dificuldades enfrentadas pelo setor lácteo.
    Na audiência, realizada na sexta-feira, indústrias e produtores gaúchos reforçaram a necessidade de buscar medidas que ajudem a corrigir distorções no mercado, especialmente em relação à compra de leite uruguaio. De janeiro a agosto, o volume trazido do país vizinho aumentou 80%, na comparação com igual período de 2015, segundo o Sindicato da Indústria de Laticínios e Produtos Derivados (Sindilat).
    Quanto à isso, a alternativa seria estabelecer cotas com a iniciativa privada, já que o governo não pode intervir nas relações comerciais do Mercosul.

  • PISTA LIMPA CELEBRADA

    Em tempos de crise na economia brasileira, pista limpa em remates tem sido motivo de comemoração entre os pecuaristas nesta temporada – marcada por médias inferiores às do ano passado. No sábado, o 17º Remate Anual da Fazenda Santa Tereza, realizado em Camaquã (foto), comercializou todos os 189 animais ofertados. O faturamento total foi de R$ 1,53 milhão.
    Os reprodutores braford alcançaram a maior média nas batidas de martelo, de R$ 13,8 mil. O animal mais caro do remate foi o touro TE J2458, vendido por R$ 35,2 mil à Cabanha Charqueada, de Vale Verde.
    Ontem, a 26ª edição do leilão da Cabanha Catanduva, realizado em Glorinha, também vendeu todos os exemplares ofertados. Os 121 animais das raças angus, brangus e braford somaram R$ 964 mil em negócios. A média geral alcançada pelos machos foi de R$ 10,73 mil.
    – Certamente, este é um ano muito mais difícil para a pecuária, não somente pelas médias inferiores dos animais vendidos, mas também pelo aumento dos custos de produção, que não foram acompanhados pelo preço de venda – destaca Fábio Gomes, diretor da cabanha, que trabalha com seleção genética há mais de 30 anos.

  • PLANTIO ATRASADO

    O clima seco e a umidade do solo abaixo do ideal para a germinação do milho estão atrasando a conclusão da semeadura da cultura no Rio Grande do Sul. Até semana passada, segundo levantamento da Emater, a área cultivada no Estado era de 56%.
    Produtores aguardam o retorno da chuva nos próximos dias para retomar o plantio, paralisado em algumas regiões devido às condições climáticas.

    Fonte : Zero Hora

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