CAMPO ABERTO | Joana Colussi MARFRIG E SILVA BUSCAM HABILITAÇÃO AOS EUA

 

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    Dois meses após a conclusão do acordo bilateral de comércio de carne bovina in natura (fresca e congelada) entre Brasil e Estados Unidos, duas plantas gaúchas estão com pedidos protocolados no Ministério da Agricultura para vender aos americanos. O Frigorífico Silva, de Santa Maria, e o Marfrig, em São Gabriel, já encaminharam a solicitação à superintendência do ministério no Rio Grande do Sul.
    Para comprar a carne brasileira, o mercado americano exige que as plantas sejam inspecionadas por fiscais do Ministério da Agricultura – diferentemente do processo para outros países, que permitem ténicos credenciados. No Estado, o ministério tem apenas três funcionários habilitados a executar a vistoria aos EUA.
    – Recebidos os primeiros pedidos, agora encaminharemos uma supervisão para verificar se os estabelecimentos atendem aos requisitos exigidos – explica Luciane Correia Ribeiro, auditora fiscal federal agropecuária.
    Depois disso, completa Luciane, os pedidos serão remetidos para habilitação em Brasília. Como essas plantas não foram visitadas pela missão americana que esteve no Brasil no ano passado, os trâmites serão um pouco mais longo, na comparação com as plantas que receberam os técnicos. Por se tratar de um processo novo, o Ministério da Agricultura não tem estimativa de quanto tempo será necessário para que ocorram os primeiros embarques.
    Até agora, plantas do Marfrig, do Minerva e da JBS em Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e São Paulo foram autorizadas oficialmente a vender carne bovina in natura aos Estados Unidos.
    Exportador para mais de 40 países, o Frigorífico Silva está na expectativa da autorização:
    – O mercado americano é muito exigente, certamente vai agregar valor aos nossos produtos – aponta Gabriel Silva, diretor comercial do frigorífico gaúcho.
    Procurada, a Marfrig não confirmou se as plantas de Bagé e Alegrete irão protocolar pedidos.

  • FACULDADE DAS FLORES

    O Ministério da Educação aprovou um curso para formar especialistas em floricultura. A primeira Faculdade das Flores do Brasil será implantada na cidade de Holambra, no interior de São Paulo. A formação será voltada à produção de sementes, hortaliças e frutos. A faculdade trabalhará em parceria com os agricultores locais e com empresas. O município paulista é um dos maiores produtores de flores do país. O Brasil é o terceiro maior produtor e segundo maior exportador mundial do setor.

  • MUDANÇA NECESSÁRIA

    Palestrante do 31º Congresso Nacional de Milho e Sorgo, realizado no Rio Grande do Sul após 24 anos, o representante da Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO) no Brasil, Alan Jorge Bojanic, defendeu a transição da agricultura brasileira para modelo mais sustentável:
    – Não vamos conseguir alimentar a população do futuro com as práticas atuais. Temos de mudar os sistemas produtivos – disse o boliviano, ao participar do evento em Bento Gonçalves.
    Bojanic referiu-se aos 56 milhões de hectares degradados no Brasil, tanto de agricultura quanto pecuária, e à necessidade do uso mais eficiente da água e da menor emissão de gases de efeito estufa.
    – São ameaças que precisamos enfrentar, para nos adaptarmos às mudanças climáticas – explicou, citando o sistema de plantio direto e a integração lavoura, pecuária e floresta como práticas a serem estimuladas.
    Pelas estimativas da FAO, até 2024 o Brasil se tornará o maior produtor mundial de grãos e carnes, superando o volume dos Estados Unidos.
    – Mudar modelos produtivos não é fácil. Não será de maneira automática. Mas é preciso começar – resumiu.
    Com a participação de 400 pessoas, o Congresso Nacional de Milho e Sorgo será realizado até quinta-feira.

  • DIA DE CAMPO INFANTIL

    Em estações montadas na lavoura, no modelo tradicional dos dias de campo, a Sementes Lazarotto inovou neste ano. Antes de receber os agricultores na atividade marcada para amanhã, em Entre-Ijuís, na região Noroeste, serão os pequenos que irão percorrer a propriedade. Com o projeto Minha Semente para o Mundo, a empresa pretende mostrar às crianças que o futuro pode ser construído no meio rural.
    – A ideia é mostrar o campo como algo interessante às crianças – diz Suélen Lazarotto, responsável pelo projeto.
    Os participantes serão alunos da rede municipal de ensino das 2ª, 3ª e 4ª séries do Ensino Fundamental.

    Fonte : Zero Hora

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