CAMPO ABERTO | Joana Colussi EMPREGOS NO AGRO COM SALDO POSITIVO

 

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    Mesmo com perda de empregos formais nos últimos meses, o agronegócio continua com saldo positivo no acumulado do ano. Segundo dados divulgados pela Fundação de Economia e Estatística (FEE), entre janeiro e setembro, foram criados 1.275 postos de trabalho alta de 0,4% em relação ao estoque de empregos formais no último dia de 2015. O resultado é também um pouco superior ao verificado em igual período do ano passado.
    A melhora no terceiro trimestre do ano é atribuída a dois segmentos do agronegócio: “antes da porteira” e “dentro da porteira”. No primeiro, composto por atividades de fornecimento de insumos e equipamentos, houve criação de 692 postos formais de trabalho – alta de 1,7% no estoque de empregos em relação ao trimestre anterior. O destaque foi o setor de fabricação de máquinas agrícolas que, desde o primeiro trimestre de 2014, não apresentava saldo positivo e, agora, criou 481 postos de trabalho.
    – Além da melhora no mercado interno, a retomada das importações da Argentina também ajudou as indústrias de máquinas – analisa Vanclei Zanin, economista da FEE.
    Na comparação com o segundo trimestre do ano, o crescimento da produção brasileira de tratores, colheitadeiras e pulverizadores foi de 31%, segundo dados da Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea).
    No segmento “dentro da porteira”, formado por atividades características das propriedades, o resultado do terceiro trimestre também foi positivo. No período, foram criados 723 postos – alta de 0,9% no estoque. Já o segmento “depois da porteira”, composto predominantemente por atividades agroindustriais, foi o único com perda de vagas no terceiro trimestre, reduzindo 7.318 postos de trabalho – queda de 3,7% no estoque. Os desligamentos nas indústrias de tabaco puxaram os números para baixo nesse segmento.
    Para o último trimestre do ano, a expectativa é de uma possível retomada na criação de empregos no agronegócio.
    – O quarto trimestre tende a ser melhor do que o anterior, com o setor do tabaco e de máquinas agrícolas podendo contratar – estima Sérgio Leusin Junior, economista da FEE.

  • CERCO AO ATRAVESSADOR

    Na tentativa de afastar atravessadores do pavilhão dos produtores, onde apenas hortigranjeiros produzidos no Rio Grande do Sul podem ser vendidos, a Ceasa promete apertar o cerco à produção vinda de fora. No inverno, entressafra de pelo menos 15 produtos, estima-se que quase 70% das mercadorias comercializadas sejam trazidas de outros Estados.
    – Essa prática é antiga, mas de uns quatro anos para cá notamos crescimento. Produtos são buscados fora e vendidos como se fossem daqui – conta Ailton Machado, diretor-técnico e operacional da Ceasa.
    A atuação ilegal tentará ser barrada com a exigência, a cada seis meses, da Declaração de Produção e Intenção de Cultivo de 15 produtos alvo dos atravessadores, como tomate, abobrinha, pimentão, pepino, moranguinho, cebola e batata. Outros produtos deverão apresentar a declaração uma vez por ano. O documento poderá ser emitido por técnicos da Emater e das secretarias municipais da Agricultura. A inspeção será feita em junho, quando é possível averiguar o tamanho da produção.
    A venda de mercadorias de fora do Rio Grande do Sul no pavilhão dos produtores, o mais nobre da Ceasa, prejudica os agricultores que investem em estufas para ter o produto o ano todo e os atacadistas que atuam na Ceasa com autorização para vender hortigranjeiros de fora do Estado.
    – Além de ser fraude fiscal, pois o retorno do ICMS acaba indo para municípios que não produziram esses alimentos – segundo Machado.
    A BRF CONCLUIU A COMPRA DE AÇÕES DA COFCO MEAT, UMA DAS MAIORES INDÚSTRIAS DE CARNE SUÍNA DA CHINA. A TRANSAÇÃO, AVALIADA EM U$S 20 MILHÕES, REFORÇA A PRESENÇA DA BRF NA ÁSIA. A CARNE SUÍNA RESPONDE POR MAIS DE 60% DAS PROTEÍNAS ANIMAIS CONSUMIDAS NA CHINA.

  • NO RADAR

    Criadores de búfalos estarão reunidos em dia de campo amanhã em Alegrete, um dos maiores criatórios do Estado. Segundo a Associação Sulina de Criadores de Búfalos, os animais são alternativa em pequenas propriedades, próximas a cidades, para conter a infestação de capim anoni, uma praga nos campos.

  • BRASIL PROMETE NÃO RESTRINGIR TABACO

    O Brasil não apoiará práticas “discriminatórias” ao livre comércio de tabaco. E também não existe restrição a políticas nacionais de apoio à produção no país. Foi o que afirmou o secretário substituto de Política Agrícola do Ministério da Agricultura, Sávio Pereira, em nota.
    Pereira será o representante do ministério na delegação brasileira que participa da Conferência das Partes para a Convenção- Quadro para o Controle do Tabaco (COP7), que começa na segunda-feira, na Índia.

  • TEMPO FECHADO AO ARROZ

    A chuva de outubro reduziu a expectativa dos produtores de arroz de uma safra cheia. O plantio, que até a primeira quinzena do mês transcorria com velocidade acima da média histórica, estagnou na casa dos 60% no Estado.
    Pela terceira semana consecutiva, segundo o Instituto Rio Grandense do Arroz (Irga), a semeadura avançou em ritmo lento. Apesar de a chuva ter diminuído, algumas áreas continuam alagadas, o que dificulta os trabalhos no campo.
    Até agora, a área semeada equivale a 64,9% dos 1,09 milhão de hectares projetados para a safra. O atraso deve comprometer o plantio dentro do zoneamento, que termina na primeira quinzena de novembro. O excesso de chuva também provocou a não germinação de sementes em algumas lavouras.
    – Teremos parte da área plantada fora de época – estima Henrique Dornelles, presidente da Federação das Associações de Arrozeiros do Rio Grande do Sul (Federarroz),

    Inspirado na lei gaúcha de combate a fraudes de adulteração do leite, como as reveladas pela Operação Leite Compen$ado, o deputado federal Alceu Moreira (PMDB-RS) apresentou projeto de lei para punir quem mascarar a qualidade do produto em todo o país. O parlamentar quer unificar as regras em legislação nacional. As multas previstas variam de R$ 8,5 mil a R$ 350 mil, podendo dobrar em caso de reincidência.

    Fonte : Zero Hora

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