CAMPO ABERTO | Joana Colussi CUIDADO REDOBRADONOS JOGOS OLÍMPICOS

 

 
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    A previsão da vinda de 500 mil estrangeiros ao Brasil durante a Olimpíada fará o setor de aves e suínos reforçar os cuidados sanitários no período a exemplo do que ocorreu na Copa do Mundo de 2014. A ocorrência de focos de influenza aviária, principalmente em países asiáticos e africanos, fortalece o alerta para que indústrias brasileiras e criadores de animais fiquem atentos para afastar todos os riscos de contaminação.
    Em audiência ontem com o presidente interino Michel Temer, em Brasília, representantes do setor pediram reforço na vigilância em portos e aeroportos para impedir a entrada de alimentos ou produtos suspeitos.
    – Sabemos que muitos países têm problemas sanitários. No meio privado, iremos tomar as medidas necessárias para nos proteger, mas precisamos que o mesmo seja feito na fiscalização pública – disse Francisco Turra, presidente da Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA).
    Entre as recomedações feitas a indústrias e criadores de aves e suínos, está a proibição de visitas de estrangeiros procedentes de países com focos recentes de influenza aviária às instalações de produção. A entidade orienta que seja feita a máxima restrição possível à circulação de pessoas não ligadas às empresas.
    – Sabemos que muitos empresários podem unir o útil ao agradável, vindo assistir aos jogos e também tentar prospectar negócios – destaca Turra.
    O risco de contaminação, quando há trânsito de pessoas de diferentes origens, é de que elas sejam vetores da proliferação do vírus transmitido a animais.
    – A pessoa pode trazer o vírus na roupa, no calçado. Qualquer descuido é o suficiente para representar risco – alerta Rogério Kerber, diretor-executivo do Sindicato das Indústrias de Produtores de Suínos (Sips).
    O mesmo alerta vale para criadores brasileiros que irão circular por locais com muita aglomeração de estrangeiros durante os jogos. A recomendação é que não sejam usadas as mesmas roupas ou calçados no retorno a unidades de aves e suínos.

  • CONVERSA AO PÉ DO OUVIDO

    Em meio a mudas de tabaco preparadas para a próxima safra, o ministro da Agricultura, Blairo Maggi, disse aos fumicultores o que eles queriam ouvir: “vou defendê-los”. Após conhecer a produção no Vale do Rio Pardo, da lavoura ao processamento, Maggi prometeu propor a criação de uma comissão conjunta com o Ministério da Saúde – a fim de fazer com que diferentes interesses se comuniquem no período que antecederá a 7ª Conferência das Partes (COP7), em novembro, na Índia.
    Produtores da região e represenantes do setor relataram a preocupação quanto à posição do Brasil no encontro bianual que define as políticas mundias antitabagismo.
    – Faremos esse enfrentamento dentro do governo, abrindo espaço para o setor se manifestar. Produzir tabaco é legal, no Brasil e em qualquer lugar do mundo. Fumar ou não, é problema de cada um – disse Maggi.
    Na primeira visita à maior região produtora de fumo do Brasil, o ministro confirmou que na reunião do Conselho Monetário Nacional (CMN), no dia 28, deverá ser revertida a medida que aumentou a restrição ao acesso a crédito para investimento no Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf). Desde o começo do mês, produtores passaram a ter de comprovar 30% da receita gerada por meio de outras atividades, que não a fumicultura, para conseguir financiamento.
    Além da lavoura em Venâncio Aires, o ministro conheceu o processamento de tabaco na fábrica da Souza Cruz e a produção de cigarro na Philip Morris, ambas em Santa Cruz do Sul.

  • NORMA DE PESTE SUÍNA ATRASADA

    A publicação no Diário Oficial da União, ontem, do status de livre de peste suína clássica para 15 Estados e o Distrito Federal veio com atraso. A medida deveria ter sido tomada logo após a Organização Mundial de Saúde Animal (OIE) aprovar o pedido feito pelo governo brasileiro, em fevereiro e maio deste ano.
    Na prática, a norma irá regular o trânsito interno de animais e subprodutos entre os Estados brasileiros. No caso do Rio Grande do Sul e de Santa Catarina, que tinham o status diferenciado desde 2015, a medida não tem efeito, segundo o Sindicato das Indústrias de Produtores de Suínos (Sips).

  • EDUCAÇÃO EM HORTA CASEIRA

    Crianças do bairro Restinga, na zona Sul de Porto Alegre, terão oportunidade de aprender lições sobre sustentabilidade e alimentação natural durante oficina de horta caseira promovida pela empresa gaúcha Isla Sementes. Em parceria com a administradora e blogueira Laura Bier, a iniciativa será desenvolvida no Centro Infantil Renascer da Esperança, instituição que abriga mais de 350 crianças, de zero a 18 anos.
    Na ação, serão distribuídas sementes de alface, rúcula, tomate, couve, cenoura, beterraba e temperos. Um profissional dará orientações aos alunos, professores e funcionários.

  • DEPOIS DO ARROZ E DO TABACO, A VEZ DA MAÇÃ

    Os produtores gaúchos não podem reclamar de falta de atenção do ministro Blairo Maggi à terra natal, pelo menos não até agora. Desde que assumiu a Agricultura em Brasília, em maio, já esteve duas vezes no Rio Grande do Sul – em Cachoeira do Sul, onde conheceu lavoura de arroz, e no Vale do Rio Pardo, ontem. E a terceira viagem ao Estado já está programada: 10 de agosto, em Vacaria. A intenção é conhecer o cultivo de maçã no município com a maior produção do país. Durante a Expointer, Maggi está programando passar pelo menos três dias no parque Assis Brasil.

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    A medida que obriga produtores que contratam crédito de custeio a aderir ao seguro rural poderá ser derrubada na próxima reunião do Conselho Monetário Nacional (CMN), no dia 28. A obrigatoriedade está prevista em resolução do Banco Central no Manual de Crédito Rural e vale para financiamentos de até R$ 300 mil dentro do Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf).

  • Fonte : Zero Hora

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