CAMPO ABERTO | Joana Colussi Colaborou Ana Demoliner LEITE COMPEN$ADO EM VERSÃO NACIONAL

 

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    Depois de 11 etapas no Rio Grande do Sul, em três anos e meio, a Operação Leite Compen$ado poderá ganhar versão nacional. A atuação do Ministério Público (MP) no combate à adulteração do produto deverá ser estendida para outros Estados brasileiros, possivelmente em 2017.
    – Os problemas verificados até agora não são privilégio do leite gaúcho – afirma o promotor Alcindo Luz Bastos da Silva Filho, da Promotoria de Justiça Especializada de Defesa do Consumidor.
    A sugestão de nacionalizar o trabalho é do procurador-geral de Justiça do Estado, Marcelo Dornelles, que coordena o grupo nacional de combate às organizações criminosas no âmbito dos ministérios públicos do Brasil. Em nova reunião, em dezembro, no Nordeste, o assunto tende a avançar.
    – A segurança alimentar é uma frente de trabalho cada vez mais forte, não somente em relação ao leite, mas outros produtos também – disse o promotor, que participou ontem do 2º Fórum Itinerante do Leite, realizado na Universidade Federal de Santa Maria (UFSM).
    Mais de 450 pessoas, entre autoridades, lideranças do setor lácteo, acadêmicos, empresários e agricultores participaram do evento, que discutiu maneiras de elevar a competitividade do setor lácteo. Com mais de 60% da produção vendida para fora do Estado, o leite gaúcho teve a imagem abalada no mercado nacional nos últimos anos com as sucessivas descobertas de fraudes.
    A proposta de nacionalizar a Operação Leite Compen$ado seria uma forma de apertar a fiscalização também em outras grandes regiões produtoras – como Minas Gerais, Goiás e Paraná –, e não deixar o papel de vilão apenas no colo da produção leiteira gaúcha.
    A CPI para investigar a atuação da Funai e do Incra será reinstalada hoje, em Brasília. A comissão deverá ser presidida novamente pelo deputado Alceu Moreira (PMDB). Em agosto, após 11 meses de trabalho, a CPI foi encerrada sem a votação do relatório final. Os integrantes, a maioria da bancada ruralista, queriam a continuidade da comissão.

  • LUZES DE RETOMADA NO CAMPO

    A modalidade investimento nas contratações de crédito rural da agricultura empresarial cresceu 19,1% na safra 2016/2017, na comparação com o mesmo período do ano passado. Entre julho e setembro, foram acessados R$ 5,6 bilhões, contra R$ 4,7 bilhões nos mesmos meses de 2015. Os números foram divulgados ontem pela Secretaria de Política Agrícola do Ministério da Agricultura.
    Sinalizando retomada dos investimentos no campo, o Programa de Modernização da Frota de Tratores Agrícolas e Implementos Associados e Colheitadeiras (Moderfrota) foi uma das linhas que mais cresceram, saltando de R$ 997 milhões na safra passada para R$ 2,3 bilhões agora – aumento de 127% no período. O acesso ao Programa Nacional de Apoio ao Médio Produtor Rural (Pronamp), também voltado à investimento, cresceu 62% entre e julho e setembro, chegando a R$ 331 milhões.
    Até agora, no total, os agricultores brasileiros contrataram cerca de R$ 33,4 bilhões do crédito rural da agricultura empresarial – incluindo custeio, comercialização e investimento. O desembolso representa 18% dos R$ 183,9 bilhões programados para o ciclo agrícola.

  • BOA HORA PARA PEDIR

    Ao encerrar o discurso na abertura do 39º Congresso Mundial da Vinha e do Vinho, em Bento Gonçalves, ontem, o ministro da Agricultura, Blairo Maggi, deu um aviso aos participantes:
    – O momento atual é bom para pedir, já que o governo precisa muito do Congresso e do povo brasileiro.
    O “conselho” foi seguido por boa parte das entidades que participam do encontro, que não perderam tempo para fazer seus pedidos à Maggi. O principal é a aprovação da lei que inclui as vinícolas no Simples Nacional. O projeto, que facilita o acesso ao crédito e diminui a tributação para as micro e pequenas empresas, já passou pela Câmara dos Deputados. O temor agora é que seja vetado pela Presidência da República:
    – Vou falar com o presidente Temer sobre a necessidade desse projeto – prometeu Maggi.
    O ministro anunciou que o vinho faz parte de estudo do governo que identificará as cadeias produtivas com potencial de crescer nas exportações. A meta é aumentar de 6,9% para 10% a participação do Brasil no mercado mundial agropecuário, em cinco anos.
    – Ocupamos menos de 1% do mercado mundial de vinho. Precisamos intervir nisso – disse Maggi.
    Pela primeira vez realizado no Brasil, o congresso mundial segue até sexta-feira. Promovido pela Organização Internacional da Vinha e do Vinho (OIV), o encontro tem mais de 400 participantes de 30 países.
    – É preciso aumentar a cultura do vinho e desonerar a tributação do setor – disse Dirceu Scottá, presidente do Instituto Brasileiro do Vinho (Ibravin).

  • NO RADAR

    O TÁ NA MESA, da Federasul, estará em festa amanhã. Além de comemorar o aniversário de 89 anos da entidade, será entregue o prêmio Vencedores do Agronegócio. No mesmo dia, haverá palestra com Francisco Turra, presidente da Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA).

  • BOATOS DE ARROZ CONTAMINADO

    Em virtude de informações publicadas em redes sociais e distribuídas em grupos de mensagens no WhatsApp, o Ministério da Agricultura esclareceu, por meio de nota, que a informação sobre contaminação da safra de arroz referente ao mês de outubro não é verídica.
    Segundo a Associação Brasileira da Indústria do Arroz (Abiarroz), trata-se de um conteúdo fantasioso, sem qualquer relação com a realidade da produção. Se alguém receber alertas de contaminação, recomenda-se entrar em contato com o Ministério da Agricultura pelo telefone 0800 704 1995.
    VETERINÁRIOS DE CUBA INSPECIONAM FRIGORÍFICOS DE AVES E SUÍNOS NO BRASIL PARA RENOVAR HABILITAÇÕES E AUTORIZAR EXPORTAÇÃO DE NOVAS PLANTAS. DEZ AUDITORES PASSARÃO POR 10 ESTADOS, INCLUINDO O RIO GRANDE DO SUL. ONTEM, ESTAVA PREVISTA A CHEGADA DE TÉCNICOS DA REPÚBLICA DOMINICANA PARA AVALIAR ABATEDOUROS DE CARNE DE FRANGO IN NATURA.

  • Fonte : Zero Hora

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