CAMPO ABERTO | Joana Colussi AO REDOR DO FOGO

 

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    A partir de janeiro, a chef churrasqueira Clarice Chwartzmann pegará a estrada para retratar a diversidade cultural que construiu a fama dos gaúchos como protagonistas na arte de preparar um bom churrasco. O projeto “Os gaúchos e o churrasco – uma jornada cultural ao redor do fogo” mostrará a transformação do prato ao longo dos anos, desde a forma rústica de preparo no campo até a alta gastronomia.
    – A cultura dos assados tem muitas influências dos nossos povos, dos cortes de cordeiro típicos da fronteira ao galeto da serra gaúcha – relata Clarice.
    Nas andanças que fará por cinco regiões gaúchas, a chef churrasqueira irá também mostrar técnicas de preparo da comida:
    – O mercado das carnes amadureceu e se sofisticou, não se resume mais à discussão de se é no espeto ou na grelha. Os churrasqueiros assumiram um novo lugar no cenário gastronômico.
    Nascida em Passo Fundo, Clarice vem se destacando como assadora de mão cheia em reduto dominado por homens. A incursão no mundo do churrasco resultará num livro e em exposição, a serem lançados na Expointer 2017.

  • POLÊMICA COM DADOS DO CAR

    No ar desde semana passada, a consulta pública a dados do Cadastro Ambiental (CAR) causou polêmica. Produtores ficaram surpresos ao ver o nome de suas fazendas expostas no sistema, com detalhes de localização e tamanho da propriedade. Após muita reclamação, endossada por dirigentes da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), as informações sigilosas foram suprimidas no sistema do Serviço Florestal Brasileiro, vinculado ao Ministério do Meio Ambiente.
    Em outubro, o Ministério Público Federal emitiu recomendação para que o órgão ambiental adotasse, no prazo de 120 dias, medidas que assegurassem a transparência das informações, seguindo a Lei de Acesso à Informação.

  • ENTREGUE PRÊMIO FOLHA VERDE

    Doze pessoas, instituições e empresas que se destacaram pelo trabalho realizado para o desenvolvimento da agropecuária foram homenageados ontem pela Assembleia Legislativa com o Prêmio Folha Verde. Promovida pela Comissão de Agricultura, Pecuária e Cooperativismo, presidida pelo deputado Adolfo Brito (PP), a premiação reuniu autoridades e representantes do setor primário no Teatro Dante Barone.
    A jornalista titular desta coluna, Gisele Loeblein, em licença-maternidade, foi a vencedora na categoria Mídia Agrícola. Todos os premiados em bit.ly/folhaverde.

  • PIOR DO QUE ANTES, MELHOR DO QUE HOJE

    Projeção para a agropecuária nos próximos 10 anos indica que o Brasil não repetirá a robusta taxa de crescimento apresentada na última década em relação à produção e às exportações. Em compensação, o desempenho do agronegócio de 2016 a 2026 será melhor do que a média mundial para produtos como soja, milho e carnes aumentando a participação do país no mercado global. A conclusão é do Outlook Fiesp 2026 Projeções para o Agronegócio Brasileiro, estudo divulgado ontem pela Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp).
    A participação brasileira nas exportações mundiais de soja, segundo o levantamento, chegará a 49% em 2026, com crescimento anual de 4,6%, acima da média de 2,7% dos demais países produtores. A projeção para o milho brasileiro, que passou a ser disputado no mercado internacional, é de crescimento anual de 8,8%, com a participação nas exportações mundiais indo a 23% ao final do período projetado. Para a safra 2025/2026, estima-se aumento de 21% no consumo interno do cereal, puxado pelo setor de proteína animal.
    A projeção de crescimento, baseada principalmente no aumento da demanda mundial por alimentos, representa uma luz no horizonte – depois de um 2016 difícil, marcado por problemas climáticos e turbulências nos fronts político e econômico do país.
    Embora muito dependente do mercado externo, e do câmbio, o agronegócio sentiu que não está blindado à instabilidade da economia brasileira. Com a crise, vieram as fortes quedas das vendas no segmento de insumos, a diminuição do consumo de alimentos básicos e, ainda, a escassez de crédito. Mesmo assim, o setor é o primeiro a recuperar a confiança e a ensaiar uma retomada. Que 2017 venha, logo.

  • STARA AGUARDA REGISTRO PARA ABERTURA DE CAPITAL

    A fabricante de máquinas e implementos agrícolas Stara, de Não-­Me-­Toque, aguarda para março o fim do processo de registro de companhia aberta na Comissão de Valores Mobiliários (CVM). Protocolado em outubro, pedido está sob análise do órgão que regula o mercado de capitais.
    – Até lá, esperamos que o setor respire um pouco melhor – disse o diretorpresidente da Stara, Gilson Trennepohl, referindo-se ao momento de retração vivido pelas indústrias de máquinas agrícolas no país.
    Empresário do segmento há mais de 30 anos, Trennepohl afirma que os últimos 12 meses foram um dos piores períodos enfrentadas desde então.
    – Essa crise não é dentro da porteira, é fora dela, afetando a confiança do produtor em investir – completa.
    A Stara estima fechar o ano com faturamento de R$ 550 milhões, praticamente o mesmo valor do ano passado e a metade em relação há dois anos.

    Fonte : Zero Hora

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