CAMPO ABERTO | Joana Colussi ALIMENTOS ORGÂNICOS PASSARÃO POR ANÁLISE

 
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    E m projeto-piloto, o Rio Grande do Sul deve começar no segundo semestre um programa de análise da produção orgânica. Inicialmente, a iniciativa encabeçada pelo Ministério da Agricultura, com apoio de instituições de extensão rural e de universidades, irá fazer avaliações de resíduos químicos em produtos de origem animal. Para 2017, o programa será estendido para todo o país, incluindo também itens de origem vegetal.
    – O mercado de orgânicos está crescendo muito, com volume de produção cada vez maior. A intenção é ampliar as estratégias para controle e garantia da qualidade dos alimentos – detalha o agrônomo José Cléber Dias de Souza, fiscal agropecuário do Ministério da Agricultura no Estado.
    Hoje, existem três formas de registro e controle da produção orgânica no país. A legislação, atualizada em 2011, prevê a certificação de terceira parte (certificadora credenciada pelo Inmetro), certificação participativa (associação constituída) e organismo de controle social (agricultores familiares que fazem a venda direta para o consumidor). O Rio Grande do Sul tem 1.831 unidades de produção orgânica credenciadas, das quais 805 por certificação de terceira parte.
    – Em todas as modalidades, a produção tem acompanhamento sistemático. O que buscamos são instrumentos que previnam eventuais problemas – resume Souza.
    As análises de produtos orgânicos são feitas hoje somente mediante denúncias ou suspeitas de irregularidades.
    – Existe uma responsabilidade civil na produção orgânica, e o próprio processo acaba se encarregando de excluir pessoas de má-fé ou com falta de conhecimento das boas práticas – destaca o agrônomo Ari Uriartt, responsável pelas áreas de agroecologia e de produção orgânica da Emater.
    Para Uriartt, a eliminação de riscos é uma forma de ampliar a garantia da qualidade da produção orgânica reduzindo, assim, brechas para aproveitadores.

  • CAVALOS DOS SONHOS

    Leilão inédito na raça crioula irá permitir a criação de um cavalo considerado ideal pelo comprador. Organizado pela leiloeira Trajano Silva, o remate Sueños irá ofertar 32 embriões de éguas e 14 coberturas de garanhões com genética comprovada.
    A novidade do evento, dia 24 de agosto no parque Assis Brasil, é a possibilidade de os compradores escolherem o ventre que desejam, optando também pela cobertura que gostariam para criar o cavalo desejado.
    De acordo com o diretor da Trajano Silva, Gonçalo Silva, cruzamentos inéditos na raça deverão surgir. O projeto foi construído durante dois anos, em conjunto com criadores e médicos veterinários especialistas em genética. O leilão contará também com animais e compradores de fora do Brasil.

  • NO RADAR

    O GOVERNADOR José Ivo Sartori embarca hoje à Argentina em busca de acordos bilaterais entre setores produtivos. O país vizinho é o maior parceiro comercial do do Estado no Mercosul, incluindo produtos do agronegócio, como grãos e máquinas agrícolas.

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    A INTERDIÇÃO DO JOCKEY CLUB DO RIO GRANDE DO SUL NA SEMANA PASSADA, POR SUSPEITA DE MORMO, NÃO ALTEROU AS CORRIDAS COM ANIMAIS QUE JÁ ESTAVAM NO LOCAL. A MEDIDA, ADOTADA PELA SECRETARIA DA AGRICULTURA POR QUESTÕES DE SEGURANÇA, IMPEDE APENAS A ENTRADA E SAÍDA DE EQUINOS, MAS NÃO AS ATIVIDADES JÁ PROGRAMADAS. O ESTABELECIMENTO ABRIGA HOJE CERCA DE 680 CAVALOS DA RAÇA PURO SANGUE INGLÊS.

  • GRIFE CAMPEIRA NAS CIDADES

    Inspirada no campo, ao fabricar botas de couro voltadas à lida diária, a marca gaúcha Malacara ultrapassou a porteira das fazendas e caiu no gosto do público urbano. Criada há 10 anos em Farroupilha, na Serra, a empresa participará pelo oitavo ano da Expointer.
    – É a nossa principal vitrine. É lá que fazemos os lançamentos da coleção – destaca Francis Barbosa, um dos três sócios proprietários da Malacara, que neste ano construiu loja própria dentro do parque Assis Brasil, em Esteio.
    Com 300 metros quadrados, a nova estrutura está sendo finalizada (foto) para abrir ao público na próxima semana. A ideia, segundo Barbosa, é aproveitar o espaço em outros eventos realizados no parque ao longo do ano.
    Embora a marca ainda remeta ao campo, artigos de couro voltados ao meio urbano passaram a representar fatia importante das vendas da empresa – especialmente as botas e bolsas femininas. A marca tem hoje duas lojas próprias, uma em Gramado e outra no bairro Moinhos de Vento, em Porto Alegre.
    – Ampliamos um pouco o foco, mas não perdemos a nossa identidade – garante o empresário.
    Ao lado da Malacara, outras grifes também levarão seus produtos à Expointer 2016 em estruturas totalmente remodeladas. A feira agropecuária começa no próximo dia 27.

  • Fonte : Zero Hora

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