CAMPO ABERTO | Joana Colussi

 

  • HORA DE APERTAR OS GASTOS DA SAFRA

    java.lang.StringIndexOutOfBoundsException: String index out of range: -1

    Mesmo com clima de incerteza e queda de preços, os produtores gaúchos continuarão apostando na soja como principal cultura de verão com maior cautela nos investimentos. No 1º levantamento da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) para a safra de verão, divulgado ontem, a oleaginosa aparece com uma área 4% superior a 2013, ocupando mais de 5 milhões de hectares no Rio Grande do Sul. Parte da expansão se dará em cima das lavouras de milho, que terão 90 mil hectares a menos.
    – Estamos prevendo um patamar produtivo muito bom, apostando nas condições climáticas trazidas pelo El Niño, que costuma favorecer as lavouras de verão – avalia Glauto Lisboa Melo, superintende regional da Conab no Estado.
    O receio vem da queda de 35% das cotações internacionais da commodity nos últimos meses, pressionada por estimativas de safras cheias nos Estados Unidos e na Argentina. No mercado interno, em um ano, o preço da saca de soja recuou 20%.
    Apesar do cenário instável, a soja ainda é apontada de longe como a melhor opção, em comparação com culturas concorrentes (milho, feijão e pastagens). A safra brasileira do grão, conforme a Conab, poderá chegar a 92,4 milhões de toneladas. A ordem é de aperto nos gastos, sem comprometer a produtividade. Bem calculados, investimentos em fertilizantes ou defensivos devem ser mantidos pelos agricultores. O freio de mão ficará puxado para compras de máquinas ou equipamentos agrícolas que podem ser postergadas.
    – A safra está sendo preparada com tecnologia para quebrar recordes de produtividade – garante Jorge Rodrigues, presidente da comissão de grãos da Federação da Agricultura no Estado (Farsul).
    Para o bem da economia gaúcha, a torcida é de que o maior rendimento por hectare e clima favorável compensem os preços menores previstos para a próxima safra.

  • GENÉTICA CASEIRA

    Com o mercado do boi gordo valorizado por preços firmes, os remates de primavera do Estado seguem mantendo boas médias de negócios. Apostando nesse bom momento da pecuária, e na genética caseira, a Cabanha Catanduva colocará em pista no domingo 46 touros e 55 fêmeas da raça angus. O remate será realizado no parque Assis Brasil, em Esteio.
    – Nos orgulhamos de apresentar material genético genuinamente nacional e vitorioso em pista – destaca a diretora da cabanha, Fabiana Gomes, em referência a animais que foram campeões em feiras e exposições durante o ano.
    O remate contará ainda com exemplares de propriedades convidadas, como a Cabanha da Maya, de Bagé. As médias dos touros nos remates da temporada de primavera têm ficado em torno de R$ 8 mil. No ano passado, os machos fecharam com média de R$ 7,7 mil, segundo o Sindicato dos Leiloeiros Rurais do Estado (Sindiler-RS).

  • NOVOS LEILÕES DO PEPRO

    O Ministério da Agricultura confirmou para este mês novos leilões de Prêmio Equalizador Pago ao Produtor (Pepro) de trigo, milho e arroz. No próximo dia 16, serão ofertadas 160 mil toneladas de trigo. Estão previstos mais dois leilões para a cultura, ainda sem datas marcadas. No dia 23, serão ofertados estoques de milho e arroz.
    Os volumes e preços dos grãos serão definidos em editais da Conab. As operações garantem ao produtor a diferença entre o valor de mercado e o mínimo estabelecido pelo governo federal para a cultura.

  • NO RADAR

    A partir da próxima semana, o caderno Campo e Lavoura passará a circular sempre às terças-feiras, e não mais às segundas.

  • OVOS RUMO AO MERCADO EUROPEU

    Além de aumentar em 9% o consumo de ovos no país neste ano, chegando 185 unidades por habitante, o Brasil almeja abrir mercados externos à proteína animal. Hoje, apenas 1% da produção brasileira de 34 bilhões de ovos é exportada. A expectativa é depositada no programa nacional de controle de resíduos e contaminantes em ovos, em elaboração há dois anos pelo Ministério da Agricultura. A norma possibilitará acesso ao mercado europeu.
    – Esperamos que o programa seja finalizado até o fim do ano para então buscar esses mercados – afirma José Eduardo dos Santos, diretor-executivo da Associação Gaúcha de Avicultura (Asgav).
    Com uma produção de 2,5 bilhões de ovos por ano, o Rio Grande do Sul é o quarto Estado no ranking nacional. No Dia Mundial do Ovo, comemorado hoje, serão realizadas ações promocionais e distribuídos 12 mil ovos para três instituições beneficentes de Porto Alegre. As atividades são coordenadas pelo projeto Ovos RS, voltado também a programas de inspeção e qualidade do produto. ALVARÉLIO KUROSSU, BD

Fonte: Zero Hora

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado.