CAMPO ABERTO – Inovação premiada

Disponibilizar a produtores alternativa para controle biológico de pragas nas lavouras. Esse é o mote da solução criada pela BioIn, startup campeã do hackathon agro, maratona tecnológica (foto) realizada em Porto Alegre. A agtech validou ideia que visa oferecer aos agricultores o substrato necessário para produção de microvespas que ajudam a controlar ovos de lagartas no cultivo de grãos e na fruticultura.

– A microvespa (da espécie Trichogramma) precisa de ovos de hospedeiro para ser produzida. Podemos oferecer os ovos da mariposa, ou seja, o substrato para o produtor, e ele mesmo multiplicar o inseto na propriedade – explica Camila Vargas, CEO da BioIn.

Agora, a startup, incubada no Parque Científico e Tecnológico da UFRGS, validará a solução com os produtores. Ainda não há previsão de quando a inovação chegará ao mercado.

Na avaliação de Renan dos Santos, coordenador do escritório regional de inovação do AgroUp (programa do Serviço Nacional de Aprendizagem Rural), a solução reduz custos e é sustentável. À frente do hackaton estavam Federação da Agricultura do Estado (Farsul) e Senar-RS.

O Ministério da Agricultura considera positivos os resultados da análise do Plano Nacional de Controle de Resíduos e Contaminantes em Produtos de Origem Vegetal no período de 2015 a 2018. No total, 92% das amostras estão dentro do nível de conformidade, ou seja, os vegetais são seguros para consumo. O programa acompanha tanto resíduos de agrotóxicos quanto de contaminantes químicos e biológicos em produtos nacionais e importados.

R$ 7 milhões é o valor total de investimento do Fundo de Desenvolvimento e Defesa Sanitária Animal do Estado nos três primeiros trimestres de 2019. Este ano deve terminar como o período de maior investimento, conforme avaliação do presidente do fundo, Rogério Kerber.

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GISELE LOEBLEIN

Fonte : Zero Hora

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