CAMPO ABERTO – Indústria pedirá mais recursos para o Moderfrota

A indústria de máquinas agrícolas está em estado de atenção com a possibilidade de acabarem os recursos do Moderfrota. Representantes do setor vão a Brasília para solicitar suplementação. Claudio Bier, presidente do Sindicato das Indústrias de Máquinas e Implementos Agrícolas do Estado (Simers) planeja bater na sede dos ministérios em 3 de fevereiro para tratar do tema. As reuniões foram solicitadas aos titulares das pastas.

O setor quer evitar o que ocorreu no ano passado, quando o dinheiro da principal linha de crédito para investimento do agronegócio terminou 60 dias antes de o Plano Safra encerrar, o que colaborou para o tombo nas vendas de máquinas agrícolas no segundo semestre. Agora, a possibilidade de prazo maior sem verba, este ano, pode fazer estragar os planos de crescimento do setor em 2020.

A Secretaria de Política Agrícola do Ministério da Agricultura reconhece que o dinheiro está no final.

– O Moderfrota já tem acesso limitado. O bom sinal é que os agricultores estão investindo porque aumentamos o recurso – afirma Eduardo Sampaio, secretário de Política Agrícola.

Os recursos liberados ao produtor de junho a dezembro de 2019 podem não demonstrar a falta de dinheiro: R$ 4,4 bilhões. O valor corresponde a 45% do total de R$ 9,69 bilhões anunciados pelo governo no atual Plano Safra. Mas o balanço das vendas de janeiro e a comercialização nas feiras neste início de ano no sul do país devem elevar significativamente os valores: Show Rural Coopavel, de 3 a 7 de fevereiro, em Cascavel (PR), e Expodireto Cotrijal, de 2 a 6 de março, em Não-Me-Toque.

Além de terem ficado dois meses sem o Moderfrota disponível em 2019, os produtores tiveram de pagar juros acima dos níveis históricos, que antes era o equivalente à metade da taxa Selic. Por isso, Bier começará a negociar as condições de financiamento do programa para o próximo ciclo:

– Vamos tentar reduzir o juro para o próximo Plano Safra que está sendo preparado.

Luiz Carlos Gomes de Moraes, presidente da Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea), cobra políticas de longo prazo.

– Não dá para um setor tão relevante na balança comercial e na economia ficar todo ano ver se terá recursos suficientes. A falta de recurso afeta planejamento, produção, emprego e indústria como um todo – afirma Moraes.

karen.viscardi@zerohora.com.br

KAREN VISCARDI – INTERINA

Fonte : Zero Hora

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