CAMPO ABERTO | Gisele Loeblein RUMO DA CESA PASSA POR AÇÃO DO PISO

 

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    Seja qual for o caminho a ser trilhado pelo governo do Estado em relação à Companhia Estadual de Silos e Armazéns (Cesa), passa, necessariamente, pela negociação da ação referente ao piso salarial da categoria. A Justiça deu sentença na qual o valor a ser pago foi definido em R$ 227 milhões. O processo de negociação da quantia a ser desembolsada já começou. Na sexta-feira, o Sindicato dos Auxiliares de Administração de Armazéns Gerais (Sagers) foi chamado para uma conciliação.
    – O valor oferecido pela Cesa, de R$ 40 milhões, não aceitaremos. Sinalizamos disposição em negociar, vamos tentar que a companhia faça uma proposta – explica Lourival Pereira, presidente do Sagers.
    Ele acrescenta que a categoria é contrária à extinção da Cesa. O interesse é por “projeto de recuperação, com investimentos”.
    Carlos Kercher, presidente da companhia, ouvido anteriormente pelo juiz, diz que há interesse em um entendimento, mas os valores atuais “são impagáveis”.
    Sem ter mais a necessidade de plebiscito para fechar ou extinguir a companhia, o governo optou, por ora, em enxugar unidades. Atualmente, 18 estão operando. As cinco desativadas não interessam mais (Nova Prata, Santa Bárbara, Estação, Passo Fundo e Caxias do Sul) e estão no balcão de negociação.
    – Tivemos de desacelerar o processo de venda em função dessa ação, para não atropelar – afirma Kercher.
    Santa Rosa e Júlio de Castilhos, foram arrendadas. Nova Prata não teve interessados e a ideia, agora, é abrir edital para venda.
    O Sagers critica os arrendamentos porque estariam em “valores abaixo do mercado”.
    Encontrar um denominador comum é o grande desafio.

  • DISPUTA ACIRRADA

    A alternância de posições durante os quatro dias de competição marcou o Bocal de Ouro, seletiva que definiu 16 animais – oito machos e oito fêmeas – que irão para a grande final do Freio de Ouro, que ocorre em agosto, durante a Expointer. O resultado foi divulgado ontem, ao final da classificatória, em Esteio.
    A fêmea vencedora foi a égua Guria Bragada 181 da Vendramin, da Estância Vendramin, de Palmeira (PR), montada pelo ginete Antonieto Rosa. O cavalo Estilhaço do Caçador (foto), da cabanha Caçador, de Água Doce (SC), conduzida pelo ginete Daniel Teixeira, sagrou-se campeão entre os machos.
    O proprietário da Estância Vendramin, Aldo Vendramin já contabiliza quatro animais classificados para o Freio de Ouro. Sandoval Caramori, da cabanha Caçador, pela primeira vez competiu com um cavalo de sua criação.
    O vice-presidente de Eventos da Associação Brasileira de Criadores de Cavalos Crioulos (ABCCC), Luís Rodolfo Machado, destaca que as médias dos classificados ficou acima de 18 pontos, indicando o alto nível da disputa.
    Curiosidade: a fêmea Bocal de Prata – Hija de La Margarida da Matarazzo – é de propriedade do diretor de cinema e de televisão, Jayme Monjardim Matarazzo, que é um apaixonado por cavalos e há anos se dedica a criar a raça crioula.

  • SOJA SOB EMBARGO NA CAMPANHA

    Um dos desdobramentos da Operação Campereada, realizada pelo Ibama no ano passado, o embargo de lavouras de soja está causando polêmica entre os produtores da região da Campanha. O órgão localizou 200 polígonos (17 mil hectares), onde havia ocorrido a retirada da vegetação nativa. Nos 20 maiores (cerca de 5 mil hectares), equipes fizeram verificação a campo.
    Segundo o chefe do escritório de Bagé do Ibama, Rodrigo Dutra, a aplicação das sanções veio após a notificação e prazo de apresentação dos documentos.
    Há 13 áreas sob embargo, somando 3 mil hectares. A multa é de R$ 300 por hectare.
    – São locais que não tinham a autorização necessária para a supressão nem a reserva legal de 20% – explica Dutra.
    Para a Federação da Agricultura, o timing da execução foi ruim, pegou a colheita.
    – A extensão do embargo é maior do que se imagina. A lista dos produtores enquadrados é genérica. Empresas deixam de comprar dos agricultores por conta disso – diz Eduardo Condorelli, assessor da Farsul.

  • O CAMINHO PARA A LIBERAÇÃO

    -Segundo Rodrigo Dutra, do Ibama, para obter o desembargo definitivo, o produtor deve procurar a Secretaria do Meio Ambiente para a assinatura do termo de compromisso do Programa de Regularização Ambiental (PRA).
    – O agricultor pode solicitar, ainda, autorização para a colheita. “Por razões econômicas e ambientais, não é interesse da Ibama que a soja fique no campo”, diz Dutra.
    -Para a Farsul, o problema é que, para assinar o PRA, são exigidos os 20% de reserva legal. “Esse percentual está sob discussão legal”, diz Eduardo Condorelli, assessor da entidade.

  • NO RADAR

    CRIADORES DE devon no país têm encontro marcado para o próximo mês no Estado. De 6 a 8 de maio ocorre a 33ª convenção de criadores da raça essa é a quarta vez consecutiva que o local escolhido do evento é Gramado, na Serra. Informações pelo e-mail devon@terra.com.br ou pelo telefone (53) 3227-8556.

  • ADESÃO DE ATÉ 85%

    Embora espere chegar ao dia 5 de maio com entre 80% e 85% de registro no Cadastro Ambiental Rural (CAR), a ministra Izabella Teixeira afirmou que o governo estuda medidas a serem tomadas no caso de proprietários que não façam o registro:
    – A lei não fala de prazo para o cadastro. Fala em fazer em um ano, renovar no outro ano e em benefícios para quem cumpre o prazo. O cadastro continuará, e nós estamos em uma discussão jurídica envolvendo a Advocacia-Geral da União e os ministérios. Tão logo isso esteja claro, falaremos publicamente.

  • NO RADAR

    CRIADORES DE devon no país têm encontro marcado para o próximo mês no Estado. De 6 a 8 de maio ocorre a 33ª convenção de criadores da raça – essa é a quarta vez consecutiva que o local escolhido do evento é Gramado, na Serra.

    Informações pelo e-mail devon@terra.com.br ou pelo telefone (53) 3227-8556.

  • LICENÇA PARA REVISAR

    A revisão e a compilação de regras gerais para o licenciamento ambiental (em todas as atividades) no país voltou à mesa das discussões em Brasília. Das propostas existentes, duas ganham ritmo mais intenso. Uma é a que vem sendo capitaneada pelo Conselho Nacional do Meio Ambiente (Conama) e que será tema, hoje, de audiência pública realizada pelo Ministério Público Estadual, a partir das 13h30min. A outra via é um projeto de lei que tramita na Câmara – um substitutivo à proposta original, que é de 2004.
    – Foram mais de 15 projetos desde 2004 tratando do assunto. Tanto na Câmara quanto no Conama, a ideia é ter níveis diferentes de exigência, conforme o porte do empreendimento – diz Nilvo Silva, ex-presidente da Fepam e consultor ambiental que fez análise comparativa dos projetos.
    A principal divergência está na definição do que deve ser considerado empreendimento simples e o que se encaixaria como complexo.

  • Fonte : Zero Hora

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