CAMPO ABERTO | Gisele Loeblein PLANO SAFRA DEPENDE DO COFRE

 
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    Os números que a Emater divulga hoje sobre a atual safra de verão trarão um retrato mais aproximado do tamanho da colheita do Estado. A soja deve crescer em volume e o milho, em produtividade, em relação à estimativa inicial apresentada em outra feira, a Expointer.
    Com o ciclo se aproximando do final, o produtor começa a mirar a próxima safra. E o crédito colocado à disposição para os financiamentos ganha peso de protagonista em um cenário de custos em alta.
    O secretário nacional de Política Agrícola, André Nassar, afirmou que o Ministério da Agricultura está trabalhando “de forma adiantada” para costurar o Plano Safra 2016/2017. Na matemática, precisa incluir os cortes no orçamento federal.
    Se optar por ampliar os R$ 187,7 bilhões do período passado, terá de aumentar o juro. Para manter o percentual, não poderá abrir mais a carteira. E a culpa não é do mensageiro Nassar, que foi a face do governo federal na cerimônia de abertura da feira (foto abaixo) diante das ausências da presidente Dilma Rousseff e da ministra da Agricultura, Kátia Abreu.
    Com as contas cada vez mais apertadas e a dificuldade para o pagamento do funcionalismo público, o governo do Rio Grande do Sul também não dá garantias sobre a manutenção da quantia do Plano Safra estadual, que no ano passado somou R$ 2,8 bilhões.
    – Dependerá da conjuntura – resumiu o governador José Ivo Sartori, ao ser questionado sobre o assunto, durante a abertura da Expodireto-Cotrijal.
    Apesar do peso que tem na economia gaúcha – 44% do PIB virá da área agrícola, segundo o governador – o setor não passará incólume à turbulência econômica e política do momento.

  • SÓ NÃO PEGA NA LAVOURA

    A reunião da subcomissão de Telefonia, Internet e Serviços no Meio Rural da Assembleia, realizada em Não-Me-Toque, teve transmissão ao vivo pela internet. Do outro lado do mundo, era possível acompanhar o debate.
    – Não sei se a cinco quilômetros daqui estão podendo assistir. Há vários lugares da região que não têm sinal – lamentou o presidente da comissão, deputado Elton Weber (PSB).
    A observação é feita com base nos relatos de produtores sobre as dificuldades de comunicação no campo. Nos próximos 40 dias, a comissão irá realizar, em parceria com a Anatel e o Ministério Público, mais quatro audiências em outros locais. O relatório será levado à bancada gaúcha. Uma das propostas é para que se mude o marco legal.

  • NO RADAR

    AINDA precisando passar a tesoura nos gastos, a Emater abrirá em breve a terceira etapa do Programa de Desligamento Incentivado. A direção não fala ainda qual a meta, ou seja, quantas vagas serão diminuídas com essa nova fase.

  • FISCAIS FEDERAIS AGROPECUÁRIOS APROVEITARAM A PRESENÇA DE UM REPRESENTANTE DO MINISTÉRIO NA EXPODIRETO E REFORÇARAM O PEDIDO PARA QUE A PASTA REVEJA A DECISÃO DE INDICAÇÃO POLÍTICA PARA O CARGO DA SUPERINTENDÊNCIA DO ÓRGÃO NO ESTADO. ENTREGARAM A LISTA COM OS TRÊS FUNCIONÁRIOS DE CARREIRA INDICADOS PELA CATEGORIA.

  • FLUXO DIFERENTE

    A partir de hoje, o fluxo de liberação das outorgas de água promete ganhar ritmo diferente no Estado. Aproveitando a cerimônia de abertura da Expodireto-Cotrijal, o governador José Ivo Sartori assinou um decreto que traz regras específicas para a autorização de uso desse importante recurso.
    O documento vem sendo elaborado e debatido ao longo de mais de seis meses por técnicos das secretarias do Ambiente e da Agricultura e de entidades ligadas ao setor produtivo.
    – O texto organiza e deixa claras as regras para empreendimentos de irrigação e trata da outorga e segurança das barragens – explica Maria Patricia Möllmann, secretária-adjunta do Ambiente.
    A proposta prevê a dispensa da outorga para pequenos produtores – com açudes de até 3 milhões de metros cúbicos e barragens de até 500 mil metros cúbicos.
    A avaliação dos casos diferenciados ficará por conta dos comitês de bacias hidrográficas. Para que as novas regras possam funcionar, o segundo módulo do Sistema de Outorga de Água (Siout) deve entrar em operação a partir de quinta-feira, dia 10.
    Na foto, uma miniatura de um sistema de irrigação exposto na feira.

  • RECLAMAÇÃO DE 10 ENTRE 10 PRODUTORES, o processo de licenciamento ambiental no Rio Grande do Sul também está sob avaliação. Na quinta-feira, o Conselho Estadual do Meio Ambiente avalia proposta para mudanças nas regras atuais. A meta é chegar ao final do ano com tempo médio de espera de 140 dias.

  • NA CASA DO BILHÃO

    As cooperativas do Rio Grande do Sul não irão se retrair diante da crise. Pelo contrário. Os investimentos do setor irão somar R$ 1,7 bilhão. É o que aponta o levantamento feito pelo Sistema Ocergs/Sescoop-RS. Como o mapeamento foi feito com base na resposta enviada por 56% das associadas, Vergilio Perius, presidente da entidade, estima que o montante seja ainda maior, chegando perto dos R$ 2 bilhões.
    – Essa feira (Expodireto) representa o que é o cooperativismo do Rio Grande do Sul – afirmou.
    A maior quantia de investimentos vem das cooperativas do agronegócio, com cerca de R$ 700 milhões em aporte – dos quais R$ 314 milhões apenas das agroindústrias, como antecipou ontem a coluna.

  • Fonte : Zero Hora

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