CAMPO ABERTO | Gisele Loeblein – NOVO MODELO PARA RASTREAR O REBANHO DO ESTADO

 
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    O Rio Grande do Sul quer aproveitar a janela de tempo que existe até a vinda de missão da União Europeia, em fevereiro do próximo ano, para avançar na criação de um modelo de rastreabilidade do rebanho bovinho. Grupo formado pela Associação Brasileira de Indústrias Exportadoras de Carne (Abiec) e pela Federação da Agricultura do Estado (Farsul), que se reúne hoje com técnicos da Secretaria da Agricultura para tratar do tema, já sabe o que quer.
    A ideia é usar a Plataforma de Gestão Agropecuária (PGA), do Ministério da Agricultura, como referência e rastrear apenas animais para abate, cuja carne é destinada à exportação. O suporte da PGA, desenvolvido em parceria com Abiec e Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) controla toda movimentação de animais no país por meio da emissão da guia de trânsito eletrônica.
    – Vamos oferecer novas alternativas de identificação para a UE avaliar. Mas não podem ser compulsórias. Gado de cria, por exemplo, não interessa rastrear – explica Gedeão Pereira, vice-presidente da Farsul.
    Projeto apresentado no governo anterior enfrentou resistência por conta da obrigatoriedade e acabou sendo retirado da pauta.
    Avançar na rastreabilidade é também um dos pedidos feitos pelo frigorífico Marfrig para garantir a manutenção plena das atividades na unidade de Alegrete. A unidade de carne bovina teve suspensão anunciada, manteve as portas abertas com produção e vagas reduzidas e agora retoma os abates em carga total, com mais de 300 trabalhadores sendo contratados.
    Hoje, das mais de 400 mil propriedades do Estado, pouco mais de 170 têm o rebanho rastreado.
    – É um número ínfimo – reconhece Gedeão.
    O que as entidades querem é se antecipar na elaboração de uma proposta gaúcha, para ser debatida com o ministério e apresentada a tempo de receber aval dos técnicos europeus que virão ao Brasil.

  • A área semeada com soja no Brasil chegou a 65,6% do total a ser cultivado no ciclo 2015/2016, segundo a consultoria Safras & Mercado. MS tem o maior percentual, 95%. O Rio Grande do Sul somou 32%, abaixo dos 52% da média dos últimos cinco anos.

  • NO RADAR

    LONGE de ser uma piada, a exportação de jumentos à China, demanda apresentada por empresário durante visita da ministra Kátia Abreu ao país asiático, poderia render receita de US$ 3 bilhões ao ano para o Brasil. Os chineses abatem cerca de 1,5 milhão de jumentos por ano, parte produzida lá e, outra, na Índia.

  • METENDO A COLHER

    Vai ser preciso adoçar os ânimos para fazer o projeto de lei que trata da profissionalização da apicultura no país avançar.
    O texto apresentado na Câmara é de autoria do deputado gaúcho Danrlei de Deus Hinterholtz (PSD) e vem causando polêmica em meio a entidades que representam produtores de mel.
    O motivo está em um dos itens apresentados no documento, que exige formação específica para habilitação à atividade.
    – Não somos contra a profissionalização, mas sim, a forma como foi colocada. Terminará colocando produtores na clandestinidade – avalia Aldo Machado, presidente da Federação Apícola do Rio Grande do Sul, que nesta semana aproveitará o lançamento da Frente Parlamentar do setor para conversar pessoalmente com o deputado sobre o assunto.
    Estimativas do setor dão uma ideia do por quê. Mais de 50% dos apicultores do Estado não têm sequer o Ensino Fundamental e menos de 5% têm Ensino Superior completo.
    Outro problema, segundo Machado, é que existe apenas um único curso de graduação específico para a apicultura no país.
    É da modalidade à distância, oferecido por uma universidade de Ribeirão Preto (SP).
    No Brasil, existem mais de 300 mil produtores de mel. No Rio Grande do Sul, são pelo menos 32 mil, segundo a federação apícola e 43 mil, de acordo com o IBGE.
    As críticas ao projeto que tramita na Câmara tiveram eco na Comissão da Agricultura da Assembleia Legislativa. Após manifestação contrária do deputado Altemir Tortelli (PT), um convite foi enviado a Danrlei para que ele venha tratar do tema com os parlamentares.
    O deputado federal disse que, em função de agenda prévia e compromissos em Brasília, o encontro na Assembleia do RS não será possível neste ano. Ele garante, no entanto, estar disposto a fazer ajustes na proposta, se for necessário.
    – Coloquei esse projeto a partir da sugestão de apicultores. É para termos uma discussão sobre o assunto. Nesse momento, está na Comissão de Agricultura da Câmara, e haverá audiências públicas. Não quero inviabilizar ninguém, apenas garantir que o consumidor possa escolher o mel que está comprando – justifica Danrlei.

  • MUDANÇAS NAS CADEIRAS

    Três projetos de lei apresentados pelo Executivo na última semana propõem alterações nas composições dos conselhos deliberativos de três fundos estaduais: do leite (Fundoleite), da erva-mate (Fundomate) e dos ovinos (Fundovinos).
    O secretário da Agricultura, Ernani Polo, diz que as modificações sugeridas decorrem da necessidade de ajustes em virtude da extinção de algumas pastas. No caso do Fundoleite, a Agricultura passará a ter, se o projeto for aprovado, seis integrantes no conselho – hoje tem quatro.
    – São os dois que eram da antiga Ciência e Tecnologia – diz Polo.

  • A FEDERAÇÃO BRASILEIRA DAS ASSOCIAÇÕES DE CRIADORES DE ANIMAIS DE RAÇA (FEBRAC) ELEGE A NOVA DIRETORIA NO PRÓXIMO DIA 7. O ATUAL PRESIDENTE, EDUARDO FINCO, VAI EM BUSCA DE SEU TERCEIRO MANDATO À FRENTE DA ENTIDADE.

  • GRANJAS COM NOVAS REGRAS

    Foi a partir de sugestões de produtores do Estado que o Ministério da Agricultura decidiu modificar as regras para aviários. O novo texto deve sair até janeiro de 2016, segundo previsão de Guilherme Marques, diretor do Departamento de Saúde Animal da pasta, que esteve em Porto Alegre na sexta, quando deu a boa notícia.
    Entre as alterações, está a suspensão da exigência de piso de alvenaria na ampliação ou construção de granjas e a mudança na análise de risco para registro de matrizeiros para que não haja impacto às granjas de corte já instaladas nas proximidades.
    As sugestões foram compiladas pela Subcomissão de Aves e Avoseiros da Assembleia, depois de ouvir depoimentos em quatro audiências públicas no RS.
    – Esperávamos mais, mas demos um passo importante – afirma o relator da subcomissão, deputado Elton Weber (PSB).

  • Fonte : Zero Hora

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