CAMPO ABERTO | Gisele Loeblein NOVA CONFIGURAÇÃO PARA A KEPLER WEBER

 

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    Genuinamente gaúcha e com fatia considerável de 55% do mercado de armazenagem, a Kepler Weber, indústria de silos, ganhou na última semana nova configuração. A americana AGCO confirmou ter chegado a acordo para adquirir 35% das ações que pertenciam à Caixa de Previdência dos Funcionários do Banco do Brasil e ao BB. Mais do que isso, afirmou, em nota, a intenção de lançar oferta pública para aquisição de todas as ações ordinárias (com direito a voto). O preço oferecido foi de R$ 22 por ação, o que aumentaria o valor da Kepler Weber em R$ 578,9 milhões em relação ao fechamento da quinta-feira, quando negócio foi anunciado, após o encerramento do pregão.
    Com a empresa gaúcha, a AGCO ficaria com dois terços do mercado brasileiro de armazenagem.
    Ao comentar, em nota, o negócio, o presidente e CEO da AGCO, Martin Richenhagen, disse que “a aquisição da Kepler Weber aumentaria significativamente nossa posição de mercado no setor de manuseio e armazenagem de grãos da América do Sul”. Também dona da GSI, de equipamentos de armazenagem e secadores de grãos, a multinacional vê as duas como complementares e fala, por meio de Richenhagen, “em sinergias de marketing significativas e uma posição de liderança no mercado sul-americano”.
    O negócio expõe ainda uma tendência de concentração no setor. No ano passado, a alemã Bayer comprou a americana Monsanto. Seguiu a trilha de outras junções do ramo: a Syngenta foi adquirida pela ChemChina e houve a fusão da Dupont com a Dow AgroSciences.
    – Olhando do ponto de vista do produtor, cada vez que você concentra, é evidente que diminui a concorrência e o poder de barganha – pondera Flávio Roberto de França Junior, consultor em agronegócio.
    A movimentação feita pela AGCO mostra ainda a estratégia de verticalização. Com a Kepler Weber, a multinacional, dona das marcas Massey Ferguson e Valtra, de máquinas agrícolas, passa a ter no portfólio a solução completa, do trator ao silo.
    – Nos Estados Unidos, a verticalização já é uma coisa concreta – acrescenta o consultor em agronegócio Carlos Cogo.

  • SOB MEDIDA

    Os produtores de soja estão comemorando cada gota de chuva que cai sobre as lavouras do Estado. Como fevereiro é o mês em que ocorre o enchimento de grão, as precipitações são mais do que bem-vindas. É agora que se definirá o tamanho da produção.
    – Nesta fase, a demanda é de cinco a seis milímetros de água por dia – explica Cláudio Dóro, assistente técnico regional de produção vegetal da Emater.
    Na região de Passo Fundo (foto), a chuva já chegou a 55% do volume médio para o mês. O técnico da Emater diz que se o clima continuar colaborando, o Estado poderá ter produtividade recorde:
    – O clima está bem equilibrado, atendendo a todas as necessidades hídricas da planta.
    Segundo o consultor climático Glauco Freitas, os próximos 15 dias deverão ter ciclo de temperaturas altas e umidade, com pancadas de chuva bem distribuídas e alguns pontos de forte intensidade.

  • DISTÂNCIA POSSÍVEL NA EDUCAÇÃO

    Sobre a polêmica envolvendo o ensino a distância no curso de Medicina Veterinária, abordada na coluna de ontem, Melita Hickel, coordenadora do núcleo regional da Associação Brasileira de Educação A Distância, contrapõe:
    – Não devemos colocar a educação a distância como a vilã da má formação.
    Ela diz que é preciso “conhecer o projeto pedagógico de cada curso antes de fazer generalizações”.
    Entidades de classe dos médicos veterinários são contrárias à graduação nessa modalidade, que chegou a ser anunciada em um centro universitário catarinense, mas depois foi cancelada.

  • E TINHA SOJA GUARDADA…

    Os números da exportação gaúcha do agronegócio no primeiro mês do ano confirmam que sobrou estoque de soja da safra passada. Usualmente mês de menor movimentação, janeiro teve alta de 42% em volume e de 39,1% na receita nos embarques totais em relação ao mesmo mês do ano passado, segundo a Fundação de Economia e Estatística (FEE). No complexo soja, a quantidade negociada foi 164% superior.
    O grão também aparece como destaque nos números do porto de Rio Grande. Foram 610,81 mil toneladas do complexo soja, alta de 264%.

  • NO RADAR

    A FRENTE PARLAMENTAR do Agronegócio tem novo presidente a partir de hoje: o deputado Nilson Leitão (PSDB-MT). Entre os desafios do setor, ele cita superar o famoso custo Brasil, acelerar os processos de licenciamento ambiental e aprovar nova legislação para o trabalho rural.
    TEM NOVIDADE NO FREIO DE OURO. NA CREDENCIADORA DE ARARANGUÁ (SC), SERÃO TESTADAS NOVAS REGRAS PARA OS EXAMES DE ADMISSÃO DOS ANIMAIS, QUE PASSARÃO AGORA POR AVALIAÇÃO CLÍNICA PRÉVIA.

    Fonte : Zero Hora

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