CAMPO ABERTO | Gisele Loeblein MUDANÇAS A MEIO CAMINHO DO PORTO

 
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    Projeto de melhoria da logística do porto de Rio Grande está a meio caminho. As propostas construídas pela Federação da Agricultura do Estado (Farsul) ao longo de nove meses receberam aval de Federação das Indústrias do RS(Fiergs), Fecomércio, operadores e usuários.
    Foram apresentadas há quase um ano, em fevereiro, de 2015, e incluíam itens como ampliação do calado, compra e instalação de sistema de tráfego de embarcações (VTMIS, na sigla em inglês) e implementação de hidrovias, com mais de R$ 300 milhões em recursos previstos.
    Superintendente do porto, Janir Branco, esteve nesta semana em Brasília, onde encontrou-se com Helder Barbalho, ministro-chefe da Secretaria de Portos. Por enquanto, dois itens avançaram.
    A dragagem de manutenção aguarda apenas a ordem para o início de serviço. A previsão é de que comece em abril, com prazo de execução de 10 meses.
    O contrato foi assinado em julho do ano passado e o consórcio selecionado está fazendo estudos no local. Conforme Branco, serão investidos, exclusivamente pelo governo federal – sem necessidade de contrapartida do Estado – R$ 368 milhões. Os recursos serão para a retirada de 18,7 milhões de metros cúbicos de sedimentos.
    – O governo federal está tratando a dragagem como prioridade – afirma o superintendente do porto.
    Iniciada na gestão passada, a revitalização segue sendo executada. Branco reconhece, no entanto, que o VTMIS, orçado em R$ 25 milhões, terá de esperar. O sistema permite a operação do porto mesmo em condições adversas de tempo – atualmente, o controle é feito de forma visual, pelos práticos.
    A ampliação do calado, de 42 pés para 47 pés permitiria aumentar em 50% a capacidade de embarque, mas também não deverá ser contemplada neste primeiro momento.
    – Conversei hoje (ontem) com a ministra Kátia Abreu e disse que houve grande frustração com relação ao VTMIS. A ideia não será abandonada – garante Carlos Sperotto, presidente da Farsul.
    Branco diz que a possibilidade de usar recursos do porto não é descartada. Mas seria para o segundo semestre.

  • NO RADAR

    A BRF acaba de concretizar a compra da Golden Foods Siam, exportadora de derivados de frango da Tailândia e uma das líderes do mercado de aves naquele país. O negócio de US$ 360 milhões inclui ativos da na Tailândia e na Europa. A BRF vem intensificando a presença no Sudeste Asiático.

  • O TRIGO FICARÁ DIFERENTE?

    Quando reunir as associadas hoje para assembleia de rotina, a Federação das Cooperativas Agropecuárias do Estado (Fecoagro) colocará à mesa a proposta que vem divulgando para que o Rio Grande do Sul repense o modelo de produção do trigo.
    A ideia da entidade é de que, em algumas regiões, deixe-se de cultivar a variedade pão, dando lugar ao tipo voltado para a exportação. De menor valor, esse trigo teria, no entanto, maior garantia de venda no mercado. E seria uma alternativa para driblar a frustração com os resultados obtidos quando há impacto do tempo, como nos últimos dois anos. Além de reduzir a quantidade, o excesso de chuva também provocou danos à qualidade que impediram a utilização do cereal pelos moinhos.
    – Temos tido uma receptividade muito positiva para a proposta – conta Paulo Pires, presidente da Fecoagro-RS.

  • O BRASIL PODERÁ EXPORTAR OVOS NEGOCIADOS PARA MAIS UM MERCADO. A ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE PROTEÍNA ANIMAL COMUNICOU QUE O MERCADO DE HONG KONG ABRIU ESPAÇO PARA O PRODUTO BRASILEIRO, APÓS NEGOCIAÇÃO QUE SE INTENSIFICOU NOS ÚLTIMOS DOIS MESES DO ANO PASSADO.

  • PRONTOS PARA A PISTA

    Os animais que participam do rematão da 32ª Feovelha, em Pinheiro Machado, na Campanha, começaram a chegar ontem ao Parque Charrua. Foi o primeiro dia de uma das mais tradicionais feiras de ovinos do Estado da temporada.
    O leilão neste ano terá em pista 4,1 mil animais. O número é inferior ao do ano passado, quando cerca de 6 mil animais foram ofertados. Para o presidente do Sindicato Rural de Pinheiro Machado, Rossano Lazzarotto, uma combinação de fatores explica essa diminuição:
    – Está havendo maior retenção de matrizes e o rebanho do Estado teve redução. Há ainda o abigeato e a ação de predadores, como o javali.
    Isso não deve, no entanto, afetar os resultados em pista. Pelo contrário. A grande procura pela carne promete elevar as médias. A expectativa, segundo Lazzarotto, é de preços entre 5% e 10% em relação ao ano passado, quando foram negociados 4.067 animais, somando um total de R$ 766,73 mil, e com média por exemplar de R$ 188.
    Para a exposição, que ocorre simultaneamente aos leilões, foram inscritos 98 animais de galpão e 115 trios de rústicos. A Feovelha vai até o próximo domingo.

  • COSULATI EM BUSCA DO SIF

    Parte da negociação que tenta dar sobrevida ao frigorífico de aves da Cosulati, em Morro Redondo, na Zona Sul, a retomada do Sistema de Inspeção Federal (SIF) foi tratada em reunião entre dirigentes da cooperativa e integrantes do Serviço de Inspeção de Produtos de Origem Animal (SFA) da superintendência estadual do Ministério da Agricultura.
    Chefe do SFA, Leonardo Werlang Isolan diz que o processo de solicitação, desde o último dia 18, é online. A resposta sobre um pedido poderia sair em 30 dias. O processo inclui avaliação técnica no local, com a decisão final sendo tomada em Brasília. Na prática, permite a exportação.
    A Cosulati já deu entrada no pedido para adesão ao Sistema Brasileiro de Inspeção de Produtos de Origem Animal, para venda no país. Atualmente, a unidade de aves está sob fiscalização estadual e, por isso, a produção só pode ser negociada no Estado.
    Sobre a parceria a ser firmada com empresa, não há novidades. A planta está parada desde quinta-feira.

  • FRUTAS À MESA

    A Emater fez um balanço parcial das perdas na produção de frutas da Serra. O prejuízo financeiro é estimado em R$ 444,66 milhões nas oito culturas monitoradas.
    Diante da restrição de oferta, houve aumento médio de 25% no preço geral das frutas.
    – Outra consequência será o abastecimento do mercado com frutas provenientes de outras regiões ou países – completa o agrônomo da Emater Enio Ângelo Todeschini.

  • PERDAS ESTIMADAS*

    KIWI
    Queda de 67% na produtividade.
    UVA

    Redução de 56% na produtividade. O impacto financeiro é de R$ 380 milhões.
    CAQUI
    A produtividade deve cair 71%.
    *na comparação com as médias históricas

  • Fonte : Zero Hora

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