CAMPO ABERTO | Gisele Loeblein HORA DE RENOVAÇÃO DA FILANTROPIA DA EMATER

 

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    Com o certificado de entidade beneficente de assistência social perto de expirar, no próximo dia 11 de março, a Emater vive agora a expectativa pela renovação do documento por mais três anos. A solicitação já foi feita e a documentação necessária, encaminhada. Diariamente, os diretores acessam o processo em busca da resposta.
    – Cumprimos todos os ritos determinados pelo Ministério do Desenvolvimento Social e Agrário (MDSA), com a devida comprovação das nossas ações filantrópicas. Estamos muito confiantes de que não haverá dificuldade – conta Lino Moura, diretor técnico e presidente em exercício da Emater.
    Foram pedidas explicações para a entidade de questões como, por exemplo, o fato de haver mais técnicos do que assistentes sociais – são 16 – em ação.
    O ministério confirmou que o pedido de certificação da Emater foi protocolado e está, no momento, sob análise da área técnica responsável. Segundo decreto de maio de 2014, o benefício concedido a entidades que tenham receita bruta anual superior a R$ 1 milhão tem o prazo de três anos. Para as com renda igual ou inferior a R$ 1 milhão, o período é cinco anos.
    O benefício isenta a necessidade da contribuição patronal que, se tivesse de ser desembolsada, representaria, no caso da Emater R$ 40 milhões ao ano.
    Moura garante que não existe plano B, tamanha é a confiança de que o MDSA irá conceder o certificado por mais três anos. Havendo necessidade, é claro, irá mobilizar novamente toda a sociedade gaúcha. Em 2015, uma onda de manifestações foi registrada a favor da Emater, que conta atualmente com 2.230 funcionários e é sinônimo de assistência ao produtor rural do Estado.
    O certificado que está por vencer foi concedido em junho de 2015, e compreendia o período de 12 de março de 2014 a 11 de março deste ano. Na época em que foi emitido, o MDSA chegou a propor que se trabalhasse na elaboração de um conceito de assistência social no campo. Técnicos chegaram a visitar o Rio Grande do Sul, mas não houve evolução.
    Paralelo ao pedido de renovação, há busca pela criação de uma câmara de conciliação da administração federal, coordenada pela Advocacia-Geral da União (AGU), para tratar dos passivos referentes à contribuição patronal – 20% sobre o valor total da folha. Já houve duas negativas, mas o departamento jurídico segue perseguindo essa alternativa.
    – Hoje (ontem), fiz novo pedido para que avaliem, de fato, o paciente. Da câmara, podem sair todas as definições – diz Rodrigo Dalcin, advogado da Emater.

  • SANTA IRRIGAÇÃO

    A abertura oficial está marcada para o próximo sábado, mas na propriedade de Valdinei Donato, em São Nicolau, a colheita do milho já começou (foto acima). A Fazenda da Lagoa dará a largada aos trabalhos da atual safra que, segundo projeção da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), pode chegar a 5,17 milhões de toneladas.
    Donato tem 700 hectares cultivados com o grão, todos irrigados, e outros 2,2 mil onde planta soja. Por isso, faz uma boa projeção: espera obter mais de 200 sacas por hectare, ampliando o rendimento do ano passado, de 196 sacas. Do total, 70% é para milho comercial e, o restante, para a produção de sementes.
    – No mês de novembro, tivemos de acionar a irrigação complementar – conta, sobre o período em que a chuva não marcou presença na região.
    A ausência de precipitação, aliás, deve provocar perdas em áreas de sequeiro, observa o presidente da Associação dos Produtores de Milho (Apromilho-RS), Cláudio de Jesus:
    – Nas áreas sem irrigação, onde já há colheita, temos quebra, sim. Em algumas regiões, de 15%. Nos locais com pivôs, no entanto, os produtores devem colher mais do que no ano passado.

  • POR MAIS ARROZ NO PRATO

    É com o objetivo de abrir o apetite do gaúcho que o Programa de Valorização do Arroz (Provarroz) do Instituto Rio Grandense do Arroz (Irga) vem trabalhando. Lançado na abertura oficial da colheita de 2016, o projeto desembarcou na Capital. Desde a semana passada, no refeitório do Hospital São Lucas da PUCRS foram colocados cartazes que mostram os benefícios do consumo desse cereal (foto). A projeção do Irga é de espalhar 400 displays em restaurantes do Estado, com informações como a de que o arroz não contém glúten e auxilia no tratamento do diabetes.
    A iniciativa começou com visitas de nutricionistas a escolas e depois a universidades e tem como objetivo ampliar o consumo. Estudo da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura mostra que em 20 anos, de 1986 a 2006, houve decréscimo de 17,1% do consumo no Brasil.
    – Futuramente, a ideia é estampar a campanha também em guardanapos – acrescenta Camila Pilownic, coordenadora do Provarroz.


    As exportações brasileiras de arroz recuaram 27,4% em 2016, somando
    697,9 mil
    toneladas. Para a Abiarroz, o resultado tem forte influência da quebra de safra e consequente elevação do preço da matéria-prima.

  • ALTERNATIVA COM CUSTOS MENORES

    Já há algum tempo a Federação das Cooperativas Agropecuárias do Estado (Fecoagro-RS) vem batendo na tecla de que é preciso diversificar a produção de trigo, sem apostar todas as fichas em uma única variedade. Pois agora a entidade, ao lado da Embrapa Trigo, apresentou os resultados do primeiro ano de pesquisas realizadas em áreas da Coopibi, em Ibiraiaras, da Copatrigo, em São Luiz Gonzaga, e da Cotricampo, em Campo Novo.
    A boa notícia é que houve redução de custos nos experimentos, que vai de 8,98% a 18,7%. Os parceiros da proposta deverão voltar a se reunir em fevereiro para discutir quais serão os próximos passos.

  • NO RADAR

    FOI publicada ontem circular do BNDES com as normas para a renegociação de financiamentos do PSI. O recurso vale para contas vencidas ou vincendas, que poderão ser repactuadas em até 10 anos, com juro TJLP mais 5,2% ao ano. A Farsul recomenda cautela na hora de decidir se há necessidade ou não de refinanciar.


    SAIU O PREÇO DE REFERÊNCIA PROJETADO PARA O LITRO DE LEITE NESTE MÊS. SEGUNDO DADOS DO CONSELEITE, O VALOR É DE R$ 0,9367, 0,91% A MENOS DO QUE O CONSOLIDADO EM DEZEMBRO DE 2016 (R$ 0,9453). A REDUÇÃO TERIA SIDO PUXADA PELA QUEDA DE 6,59% NO LEITE EM PÓ.

  • Fonte : Zero Hora

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