CAMPO ABERTO | Gisele Loeblein HORA DA CONVERSACOM A MARFRIG

 
  •  

    Para garantir que a retomada do frigorífico bovino da Marfrig em Alegrete não seja apenas fogo de palha, representantes da empresa, de produtores e dos trabalhadores, além do prefeito do município da Fronteira Oeste, reúnem-se hoje com o governador José Ivo Sartori. Querem debater questões capazes de garantir a sustentabilidade da atividade no Estado. Um dos assuntos que estará à mesa e vem sendo discutido pelo setor é o da necessidade de avanço da rastreabilidade do rebanho bovino no Rio Grande do Sul.
    Diferentes propostas foram apresentadas ao longo dos anos. A mais recente tentativa ocorreu no governo passado, quando a ideia era tornar a ferramenta compulsória. A obrigatoriedade enfrentou resistência de parte do setor e fez o projeto não vingar.
    – É um caminho a avançar, e tem de ser de uma maneira que o produtor vá aderindo, e que quem está fora se sinta estimulado a entrar – afirma o secretário da Agricultura, Ernani Polo.
    Segundo o titular da pasta, algumas reuniões foram realizadas com a Federação da Agricultura do Estado (Farsul). Na próxima semana, um novo encontro deverá ocorrer, desta vez com a participação da equipe técnica da secretaria.
    Nas negociações anteriores da Marfrig, a rastreabilidade havia aparecido na lista de desejos, que incluía ainda redução do ICMS cobrado para a importação. A Secretaria da Agricultura afirma que não existem itens tributários nos temas a serem debatidos hoje – até porque, na atual condição financeira do Estado, essa seria uma condição impossível de atender.
    Com dois frigoríficos da empresa – Alegrete e Bagé – entre os únicos do Estado habilitados a exportar carne bovina à China, a Marfrig tem uma vantagem que quer explorar. Mudou de ideia e decidiu apostar novamente na planta que, no início deste ano, teve o número de postos de trabalho reduzidos, mas agora voltará gradualmente a operar com força total, podendo chegar a 700 vagas.
    E é no mercado externo que a rastreabilidade do rebanho é um item importante a ser observado. Se o assunto evoluir, promete trazer ganhos para todo o setor.

  • RESPOSTA ASSEGURADA

    Deve sair nos próximos dias a resposta do Ministério da Fazenda às sugestões apresentadas pela Federação da Agricultura do Estado (Farsul) para equacionar as contas do seguro rural. Faltam recursos para dar cobertura às lavouras na atual safra – segundo a entidade, seriam necessários mais R$ 404 milhões para se chegar a igual número de beneficiários do ano passado. O assunto, aliás, será novamente debatido hoje, em reunião da Frente Parlamentar Agropecuária, em Brasília. Mais de uma sugestão para resolver o problema foi feita a João Rabelo Júnior, secretário-adjunto de Política Econômica da Fazenda. Uma delas, talvez a com menor chance de ser adotada, é a suplementação orçamentária. Há um pedido para que o vencimento seja junto com a última parcela de custeio, em 2016. O objetivo é ganhar tempo em busca de uma solução estrutural para as deficiências no seguro rural no Brasil. As demais propostas feitas, por enquanto, não estão sendo divulgadas.

  • O momento vivido pelo setor de leite no Estado estará em discussão amanhã e sábado no 7º Encontro Anual da Associação das Pequenas Indústrias de Laticínios (Apil). A entidade representa produtores que respondem por 70% da produção de queijo do rs. O evento ocorre em Gravataí.

  • AGRICULTURA OCTOGENÁRIA

    Uma homenagem a ex-secretários e a funcionários jubilados – mulheres com 30 anos de serviço e homens com 35 anos de trabalho – marcou a comemoração dos 80 anos da Secretaria da Agricultura do Estado.

    Ao todo, 17 ex-secretários, entre os quais Caio Rocha, Odacir Klein, João Carlos Machado e Luiz Fernando Mainardi, foram convidados a participar do evento organizado na Casa do Gaúcho, no Parque da Harmonia, em Porto Alegre.

    Os trabalhos desenvolvidos pelo Fundo de Desenvolvimento e Defesa Sanitária Animal (Fundesa) e ainda pelos técnicos da secretaria na busca pela certificação de zona livre de peste suína clássica, também receberam distinção especial.

  • NO RADAR

    TERMINA amanhã o suspense sobre se o governo federal aceitará ou não as sugestões feitas pela Subcomissão de Aves e Avoseiros da Assembleia para flexibilizar determinações das Instruções Normativas 56 e 59. O diretor do Departamento de Saúde Animal do Ministério da Agricultura, Guilherme Marques, vem a Capital dar o veredito.

  • GOSTINHO BOM

    Em tempos de economia retraída, os bons resultados merecem um brinde. De espumante! A bebida produzida a partir da uva nacional tem tido a preferência à mesa. No último trimestre do ano, a projeção é de que as vendas cresçam até 15% na comparação com igual período do ano passado, segundo o Instituto Brasileiro do Vinho (Ibravin). E o melhor de tudo é que nem mesmo a grande procura por causa das festas deve fazer o preço aumentar.
    – O varejo já fez as compras no final de outubro, em grandes volumes – explica Diego Bertolini, gerente de promoção do Ibravin.
    Embora a maior parte dos importadores ainda não tenha repassado a diferença cambial, o efeito psicológico da alta do dólar, somado ao fortalecimento da imagem do vinho nacional, fez os consumidores buscarem mais os produtos feitos no país.
    No acumulado do ano, a venda de espumantes cresceu 20,44%.

  • Fonte : Zero Hora

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *