CAMPO ABERTO | Gisele Loeblein FUTURO DO FRIGORÍFICO DA COSULATI EM JOGO

 
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    Reunião marcada para hoje pode selar o futuro da unidade de aves da cooperativa Cosulati, em Morro Redondo, zona sul do Estado. É desse encontro, com uma das empresas interessadas no ativo, que pode sair o anúncio da parceria capaz de manter as portas do frigorífico abertas. Integrantes da companhia conhecerão de perto a planta e sentarão à mesa para negociar. O nome dos potenciais parceiros, por enquanto, não é revelado um seria do Vale do Caí e, outro, do Taquari.
    A cooperativa vinha afirmando que paralisaria as atividades a partir de hoje, porque os estoques de animais disponíveis terminariam ontem. Se confirmada a continuidade dos abates, por meio de uma associação, os 180 trabalhadores do segmento estão dispostos a aceitar acordo para férias coletivas, como antecipou a coluna.
    – Está bem avançada a discussão. A manutenção das atividades não depende do último frango abatido. A data para a parada não é estanque – diz Darci Rocha, vice-presidente do Sindicato dos Trabalhadores na Indústria da Alimentação de Pelotas e diretor da Confederação Nacional dos Trabalhadores na Alimentação e Afins.
    A cooperativa já encaminhou adesão ao Sistema Brasileiro de Inspeção de Produtos de Origem Animal e busca ainda a retomada do Serviço de Inspeção Federal (SIF), que permitiria a exportação do produto, o que querem as empresas interessadas.
    Com capacidade para abater 25 mil aves por dia, o frigorífico da Cosulati reduziu esse número para menos de 15 mil animais por dia devido às dificuldades financeiras, decorrentes da alta nos custos de produção e da necessidade de elevado capital de giro.
    Considerada estratégica pela localização, próxima ao porto de Rio Grande, a cooperativa tem também no seu portfolio unidade de processamento de leite, em Capão do Leão – de onde vem 83% do faturamento total –, e fábrica de ração em Canguçu. As negociações vêm sendo monitoradas de perto pelo Sistema Ocergs.

  • NO RITMO DO MAR

    Na próxima semana, o Rio Grande do Sul dará início a um dos mais tradicionais eventos do Litoral, a Cavalgada do Mar. Para esta edição, é importante que os criadores lembrem de nova exigência. Além do exame de anemia infecciosa e da vacinação contra a influenza, agora será necessário o teste para o mormo.
    Como o prazo para a entrega do exame é de até cinco dias, melhor não deixar para a última hora. Coincidência ou não, da semana passada para cá, a Clínica Hípica, em Porto Alegre, única no Estado autorizada a fazer o exame, percebeu aumento na procura. A média diária, que costuma ser de 800 testes pulou para 1,7 mil.
    Responsável técnico da cavalgada, o médico veterinário Henrique dos Reis Noronha não projeta redução da participação no evento por conta da nova exigência. No ano passado, vários desfiles farroupilhas foram cancelados no Estado.
    – Na hora da cavalgada, os animais recebem um lacre, colocado na pata dianteira, que é uma garantia de que aquele cavalo apresentou todos os documentos necessários – explica Noronha.
    Como a inscrição é feita no local da partida, em Torres, o número exato de participantes só será conhecido dia 29, na concentração – a abertura oficial é dia 30. A estimativa é de que cerca de 500 cavaleiros participem.

  • À FRANCESA

    A multinacional Lactalis está fazendo mudanças na lógica de produção das unidades localizadas no Estado. A marca francesa assumiu no ano passado as operações de laticínios da BRF no país. Nesta semana, anunciou o investimento de R$ 3 milhões para transformar a unidade de Fazenda Vilanova, no Vale do Taquari, no maior centro de distribuição da empresa no Brasil.
    Com isso, o processamento de leite deixará de ser feito no local, sendo transferido para a unidade Teutônia. Os 130 trabalhadores da planta de Fazenda Vilanova estão sendo desligados, o que trouxe apreensão à região. Conforme Guilherme Portella, diretor de Assuntos Regulatórios e Relações Institucionais da Lactalis, isso se deve à mudança de CNPJ. O objetivo, garante, é recontratar:
    – Oferecemos a permanência no centro ou em outras unidades. A expectativa é de que mais de 50% dos trabalhadores sejam mantidos.

  • PARA PROTEGER A IMAGEM BRASILEIRA

    A indústria de aves e suínos quer barrar a ação de fraudadores que vêm atuando dentro e fora do Brasil, colocando em risco a imagem do produto no mercado externo. Conforme denúncias recebidas pela Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA) e repassadas à Polícia Federal (PF), os casos vão de clonagem de sites a embalagens falsificadas.
    Uma única indústria tem 408 denúncias de uso indevido da marca. Dirigentes da ABPA entregaram dossiê à PF, que abriu inquérito.
    – Nosso objetivo é proteger a marca, o produto. Problemas nesses itens falsificados podem prejudicar a imagem do Brasil – ressalta Francisco Turra, presidente da ABPA.
    As primeiras reclamações chegaram à entidade há três anos. De lá para cá, a situação teria piorado, segundo Turra. O Brasil é hoje o maior exportador de carne mundial de carne de frango.

  • NO RADAR

    O FUNDO de Desenvolvimento e Defesa Sanitária Animal (Fundesa) reforçou a recomendação para que produtores de aves do Estado mantenham os cuidados com a biossegurança e restrinjam o acesso às granjas. A precaução se deve à notícia de nova cepa do vírus da gripe aviária detectada nos Estados Unidos.

  • COMEÇAM HOJE, EM SANTANA DO LIVRAMENTO, NA FRONTEIRA, A 6ª EXPOSIÇÃO NACIONAL DA RAÇA TEXEL E A 18ª MERCOTEXEL. SÃO 120 OVINOS INSCRITOS PARA A EXPOSIÇÃO E 54 CADASTRADOS PARA OS REMATES. OS EVENTOS SEGUEM ATÉ O DOMINGO.

  • Longe dos campos gaúchos, mas à mesa de todos os brasileiros, o café poderá ter produção de até 51,9 milhões de sacas no país, conforme o primeiro levantamento de safra para a cultura apresentado ontem pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). Minas Gerais continua sendo o Estado com a maior área dedicada à variedade arábica no país.

  • Fonte : Zero Hora

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