CAMPO ABERTO | Gisele Loeblein FATIA DE MERCADO ALIMENTA RETOMADA

 
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    Para tornar perene a retomada a pleno vapor das operações do frigorífico em Alegrete e garantir as vagas que estão sendo recriadas , a Marfrig ainda quer acertar questões pontuais com o governo do Estado. Nesta semana, as duas partes sentam para tratar de ações a médio e longo prazo que permitam ir além da euforia deste momento.
    Câmbio favorável à exportação combinado com a reabertura de mercados como China e Arábia Saudita motivaram a decisão de contratar pelo menos 330 trabalhadores. As unidades da marca em Alegrete e Bagé são as únicas do Estado credenciadas para atender o gigante apetite chinês.
    A ideia é poder começar a operar com toda a capacidade a partir de hoje. Na última semana, segundo o Sindicato dos Trabalhadores na Indústria da Alimentação, mais de 200 pessoas já haviam sido recrutadas.
    – Isso é bom porque mexe com o mercado. Estão visando a exportação. Vão pegar uma fatia de mercado que vai agregar valor, coisa que não se tinha antes – avalia Pedro Piffero, presidente do Sindicato Rural de Alegrete.
    No final de 2014, a Marfrig anunciou a suspensão das atividades da planta, com capacidade de abate diário de até 700 cabeças. Alegava escassez de matéria-prima, tese que sempre foi rebatida pelos produtores da região. Iniciou-se longa negociação, que terminou em fevereiro, quando um acordo foi costurado. O frigorífico manteria as portas abertas porém com operação e número de trabalhadores reduzido – de 621 para 300. Os dias de abates passaram a ser intercalados com os de desossa. A empresa era a segunda maior empregadora do município da Fronteira Oeste e gerava R$ 4 milhões ao ano em arrecadação de ICMS.
    Agora, ao dar um voto de confiança ao mercado, como afirma um executivo da marca, poderá chegar a 700 vagas, número superior ao de antes da crise. E irá retomar os abates diários.
    – Isso beneficia não só Alegrete, mas o Estado inteiro. Não imaginamos que irão fazer uma contratação desse porte agora e depois recuar – avalia Marcos Rosse, presidente Sindicato dos Trabalhadores na Indústria da Alimentação de Alegrete.
    Anteriormente na pauta de reivindicações da Marfrig, a saída de gado em pé – leia-se envio de terneiros para o abate em São Paulo, em unidade da JBS, sem frigorífico no Estado – segue como preocupação.

  • COMBUSTÍVEL PARA ACELERAR

    Essa é uma mistura que poderá dar um novo gás à produção de biodiesel no país. Projeto de lei aprovado no Senado que determina a elevação do percentual adicionado ao diesel dos atuais 7% para 10%, com aumento gradual de 1% ao ano, passará agora pela avaliação da Câmara. A estimativa é de que em 2017 já se tenha o chamado biodiesel B8.
    O prazo exato será conhecido quando a lei for aprovada pelos deputados e sancionada pela presidente Dilma Rousseff.
    A partir daí, a Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea) terá um ano para fazer testes de performance e de emissão de gases. Para as indústrias do setor, o mais importante neste momento é ter um cronograma, uma briga antiga e que torna possível o planejamento.
    Além disso, recente regulamentação do Conselho Nacional de Política Energética (CNPE) potencializa o acesso a um segundo mercado. O documento autoriza a utilização de 20% pelos frotistas e 30% pelos agricultores e indústrias. Isso possibilitaria produção extra de 1,6 bilhão de litros por ano.
    – Dá mais esperança, mais fôlego. Mas não é o momento para novas fábricas. É preciso investir em matérias-primas – alerta Erasmo Carlos Battistella, presidente da Associação de Produtores de Biodiesel do Brasil (Aprobio) e diretor-presidente da BSBios.
    Hoje, a ociosidade da indústria fica em torno de 30% e 35%, patamar considerado elevado por Battistella.

  • A FRENTE PARLAMENTAR EM DEFESA DA PESQUISA AGROPECUÁRIA DESEMBARCA HOJE EM PELOTAS, ONDE SERÁ REALIZADA UMA AUDIÊNCIA PÚBLICA SOBRE O TEMA. O EVENTO SERÁ NO AUDITÓRIO DA EMBRAPA CLIMA TEMPERADO, A PARTIR DAS 13H30MIN.

  • IMPERADOR PARA GRINGO VER (E COMPRAR)

    Com o mercado interno parado, as vendas externas ganham peso ainda maior no segmento de máquinas e implementos. É por isso que a gaúcha Stara, de Não-Me-Toque, colocou seu produto na vitrine da Agritechnica, feira realizada em Hannover, na Alemanha.
    A empresa tem ido ao evento nos últimos cinco anos, de olho em destinos como o Leste Europeu e África – hoje, as exportações representam 12% nos negócios, com vendas para 35 países.
    – O mercado externo não é em um dia, em uma visita que se conquista. É um trabalho de formiguinha – entende Gilson Trennepohl, presidente da Stara.
    Neste ano, o pulverizador Imperador, aquele que ficou conhecido por causa da dancinha de vídeo publicado no YouTube, foi a estrela no evento (foto).
    No Brasil, a exemplo do que tem ocorrido com todo o setor, o cenário anda complicado.
    – Estamos em recessão – diz Gilson.

  • A estabilidade no mercado e os ajustes no fluxo são as razões apontadas para a queda de receita nas exportações de carne suína, que chega a 21%, somando US$ 1,06 bilhão nos 10 primeiros meses do ano, conforme dados da Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA). Os volumes embarcados cresceram 5,3% no mesmo período. Na comparação de outubro deste ano com outubro em 2014, houve leve recuo em volume (0,7%) e 41,4% em faturamento.

  • HABILITEM-SE

    A partir de hoje, a Cotrijui abre o prazo de um mês para a habilitação de seus credores. A cooperativa com sede em Ijuí está em liquidação com continuidade de negócios desde setembro do ano passado – válida por um ano, a liquidação foi prorrogada por mais um e está para as cooperativas assim como a recuperação judicial está para as empresas. A dívida acumulada ao longo de anos soma R$ 1,3 bilhão.
    Ao realizar um chamamento, o objetivo é cruzar as informações que a Cotrijui e os credores têm.
    – Queremos fazer uma relação de aproximação com o credor – afirma Vanderlei Fragoso, liquidante da cooperativa.
    O movimento abre também uma oportunidade para a negociação. Com cerca de 6 mil associados atuantes, a Cotrijui é uma das principais cooperativas do Estado. Tem capacidade de armazenagem de 1 milhão de toneladas.

  • NO RADAR

    COM A CONFIRMAÇÃO de mais nove diagnósticos, subiu para 26 o número de animais com mormo no Rio Grande do Sul. Os casos mais recentes foram em Cruz Alta, onde oito equinos tiveram a doença confirmada, e em Rio Pardo.

    Fonte : Zero Hora

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