CAMPO ABERTO | Gisele Loeblein EMENDAS PARA A PROPOSTA DO LEITE

 

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    Vencida a polêmica em torno da apresentação de projeto único com regras para produção, venda e transporte do leite, o texto que deverá ser apreciado pelos deputados em dezembro tranca a pauta a partir do dia 15 terá novidades. Quatro emendas foram apresentadas pelo deputado Vilmar Zanchin (PMDB).
    A modificação mais importante contemplada pela proposta, na avaliação do parlamentar, é a que altera o artigo 14 e propõe um sistema eletrônico de rastreamento, obrigatório, a ser adotado em “todo o processo de coleta, transporte e armazenagem, bem como indústrias de processamento”.
    Todo o veículo para movimentação de leite precisaria ter sensores para controle de entrada, armazenagem e retirada do produto. Na proposta original, a previsão era a necessidade de um documento de trânsito para o transporte do leite cru.
    A introdução do sistema eletrônico seria gradual, em três anos, a partir da data da publicação da lei. E quanto ao custo?
    – Essa é a questão que carece ainda de regulamentação. As empresas devem ter muito interesse em um produto de qualidade. O objetivo é discutir e levantar a importância do controle efetivo – pondera Zanchin, que diz que construiu as emendas a partir de sugestões recebidas de produtores e técnicos ligados à área.
    Também foi solicitada a exclusão do artigo 17, que fala sobre a regulamentação do transporte de leite cru em latões ou tarros em temperatura ambiente.
    Conforme avaliação de um técnico, autorizar o transporte nesses recipientes nos dias de hoje é algo ultrapassado.
    – Se a lei bota uma brecha dessas, não tem como ter um leite bom – entende Mário Bertani, ex-prefeito de Espumoso, produtor rural e uma das pessoas que fez sugestões para o projeto.
    Secretário da Agricultura, Ernani Polo diz que, como várias entidades “participaram de forma aberta da construção do projeto”, se imaginava que ele estivesse “bem arrendondado”.
    – Se as mudanças vierem para melhorar, não vejo problemas – garante, sobre as emendas.

  • TRUNFO PARA 2016

    É com a aposta em lançamentos que a Pla quer seguir colhendo bons resultados no próximo ano, na contramão do mercado. Dois novos modelos, um para o pequeno produtor e outro para o de áreas extensas, estão em teste. Um poderá ser apresentado na Show Rural Coopavel, no Paraná, de 1º a 8 de fevereiro. Será uma oportunidade e tanto: grandes players – e concorrentes – sinalizaram que não irão ao evento.
    – Em fevereiro e março já se tem um termômetro das vendas do ano. Em 2016, queremos focar muito no produtor do Sul – afirma Renato Silva, diretor comercial e de marketing da Pla do Brasil.
    Os detalhes das novas máquinas são mantidos em segredo. Mas a coluna teve acesso à silhueta do modelo para os pequenos produtores (foto). Diante de gigantes do setor, a marca quer seguir galgando seu espaço. A meta é chegar a 6% de participação de mercado em 2016. Neste ano, produziu 98 máquinas.
    A exportação também terá papel importante: Romênia, Argentina e Bolívia estão no radar. A ponta de preocupação vem das incertezas das linhas do Finame/BNDES, que respondem por 80% dos financiamentos da marca.

  • NO RADAR

    Com a publicação do plano de recuperação judicial, os credores da Giovelli Cia Ltda. têm agora 30 dias para avaliar o documento. Depois disso, uma assembleia geral deverá ser convocada. A indústria de óleos vegetais tem sede em Guarani das Missões e teve pedido de recuperação aceito em agosto deste ano.

  • AINDA A TAL ESCADINHA

    Mais de dois anos depois da aprovação do Código Florestal, a chamada escadinha – escala criada para determinar a necessidade de recomposição de áreas de preservação permanente em propriedades rurais – ainda é motivo de impasse. Quatro ações diretas de inconstitucionalidade tramitam no Supremo Tribunal Federal (STF) e questionam a validade das medidas apresentadas.
    Na prática, produtores reclamam que estariam sendo cobrados pelo Ministério Público para o cumprimento de regras anteriores ao Código, com exigência de distância diferente.
    – Conversamos com o MP, porque a promotoria não está aceitando o código, com a escala da escadinha. Também devemos ter uma reunião com a Secretaria do Ambiente – explica Guilherme Velten Junior, assessor de meio ambiente da Federação dos Trabalhadores na Agricultura do Estado (Fetag-RS).
    O promotor Daniel Martini, coordenador do Centro Operacional do Meio Ambiente do MP, diz que a postura do órgão é de cautela e que a orientação é para não sejam assinados Termos de Ajustamento de Conduta (TAC) consolidando a escadinha. O entendimento é de que as novas regras representam uma regressão à proteção anterior, que “era maior”:
    – A postura do MP é de não consolidar o retrocesso, porque daqui a pouco poderá se ter uma decisão das ações de inconstitucionalidade.
    Martini ressalta que o TAC não é imposto e, sim, negociado entre as duas partes. E garante que o MP não está autuando produtores.
    Em Brasília, durante audiência no Ministério do Meio Ambiente, o presidente da Frente Parlamentar da Agricultura Familiar, deputado Heitor Schuch (PSB), recebeu a sinalização de que a pasta irá editar resolução assegurando que a consolidação de Áreas de Preservação Permanente (APPs) e reserva legal se aplicam, também, aos biomas Mata Atlântica e Pampa.

  • ARROZ NA BALANÇA

    Depois do grande atraso causado pelo excesso de chuva, que motivou a prorrogação do prazo do plantio de arroz para as cultivares do grupo 4, o avanço da área cultivada no Estado, que chegou a 78,18%, conforme dados do Instituto Rio Grandense do Arroz (Irga), dá um pouco de fôlego.
    De qualquer forma, em reunião amanhã em em Brasília, Irga e Federação das Associações de Arrozeiros irão colocar em pauta a necessidade ou não de nova ampliação do período.
    – O Ministério da Agricultura está pronto para nos ajudar, se houver necessidade – garante Maurício Fischer, diretor técnico do Irga.
    Henrique Dornelles, presidente da Federarroz, diz que há a possibilidade de se solicitar nova janela para a cultivar 424 RI.

  • Fonte : Zero Hora

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