CAMPO ABERTO | Gisele Loeblein DISPUTA ELEITORAL PODE PARAR NA JUSTIÇA

 

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    Com 13 mil profissionais em atividade, o Conselho Regional de Medicina Veterinária do Estado (CRMV-RS) se vê em meio a uma polêmica que pode levar à Justiça as eleições da entidade. Resolução do Comissão Nacional Eleitoral publicada no Diário Oficial da União determina a anulação do início da escolha. Todo um novo calendário ficaria estabelecido.
    Dizendo não ter sido notificado e questionando pontos referentes à decisão, Rodrigo Lorenzoni, presidente do CRMV-RS, afirma que manterá as datas previstas: 10 de fevereiro para a inscrição das chapas e 11 de abril para a eleição.
    E é aí que a questão pode acabar nos tribunais. O ponto de divisão está em um decreto presidencial, publicado em maio do ano passado, que altera a forma de condução do processo eleitoral.
    Pelo documento, o rito muda de figura, e a votação passa ser conduzida pelos conselhos eleitorais – estaduais, no caso de conselhos regionais, e nacional, no caso do conselho federal. O das regiões é composto por Sociedade de Medicina Veterinária, Sindicato dos Médicos Veterinários e Academia Estadual de Medicina Veterinária. O nacional, por Sociedade Brasileira de Medicina Veterinária, Federação Nacional dos Médicos Veterinários e Academia Brasileira de Medicina Veterinária.
    Lorenzoni afirma que, ao adotar o decreto, o conselho eleitoral “fere o princípio da anualidade, pelo qual os efeitos passam a valer após um ano” – portanto, maio de 2017.
    Vice-presidente da Sociedade Brasileira de Medicina Veterinária, Josélio Andrade Moura diz que o documento entra em vigor a partir de sua publicação. O objetivo dos novos prazos, argumenta, é dar concorrência à eleição:
    – O decreto em questão quer estimular as candidaturas. Determina que a eleição seja precedida de um calendário com seis meses de antecedência.
    O atual presidente do CRMV – no comando da entidade há dois mandatos e não concorrente à reeleição – tem outra percepção:
    – Esse movimento está cheio de irregularidades, não tem valor jurídico. Ainda não entendi a motivação disso.
    Por ora, o que se sabe é que, pelo CRMV, a eleição sai em abril. Pelo Conselho Nacional Eleitoral, em outubro. Resta saber quem vencerá essa queda de braço.

  • DETALHES DO ARROZ

    Às vésperas do início da colheita do arroz, manter preços que garantam rentabilidade, ampliar recursos para pré-custeio e não perder produtividade em razão da chuva no final de cultivo são desafios.
    – Há 70 dias, nossa preocupação era com a comercialização do próximo ano. Agora, estamos um pouco mais confortáveis, com expectativa de dólar superior a R$ 3,30, o que traz competitividade e reduz a concorrência da importação – detalha Henrique Dornelles, presidente da Federação das Associações de Arrozeiros do Rio Grande do Sul (Federarroz).
    A questão cambial, aliada a estoques mais baixos no Mercosul – especialmente da Argentina, castigada por chuvas torrenciais –, traz uma perspectiva positiva. Mas o excesso de umidade também preocupa por aqui.
    A produção pode chegar a até 8,4 milhões de toneladas, segundo o Instituto Rio Grandense do Arroz (Irga), mas ainda depende do clima.
    Para não ter prejuízos como em 2016, com perdas de 16%, a Federarroz busca assegurar linhas de pré-custeio e capital de giro.
    – Estamos trabalhando para garantir aporte maior, já que os recursos disponíveis por Financiamento para Estocagem de Produtos Agropecuários e Financiamento para Garantia de Preço ao Produtor são remanescentes da safra anterior – diz Dornelles.
    Após a Caixa Econômica Federal anunciar R$ 6 bilhões para custeio antecipado da safra 2017/2018, é aguardado o anúncio oficial do Banco do Brasil na abertura oficial da colheita do arroz, entre 16 e 18 de fevereiro, na Estação Experimental do Irga, em Cachoeirinha.

  • PRODUÇÃO COM O AVAL DOS CHEFS

    As feiras da temporada de ovinos deste ano apostam em uma receita para fazer os negócios crescerem. Renomados chefs de cozinha são convidados para preparar pratos à base da carne de cordeiro.
    Ao apelar para o estômago, os cozinheiros profissionais ajudam a divulgar a atividade. Nesta semana, a 38ª Feira de Ovinos de Verão e 29ª Lã e Carne – que ocorrem na sexta e no sábado – levarão a Dom Pedrito o chef Rodrigo Werner, titular do programa de televisão Truques de Cozinha.
    – A aposta é agregar valor à carne ovina. Se o produto é bem apresentado na vitrine do supermercado, tu vendes mais. Consumindo mais carne, tem mais mercado para a venda de nossos produtos – avalia Luiz Augusto Gonçalves de Gonçalves, presidente do Sindicato Rural de Dom Pedrito, sobre a estratégia.
    Na última semana, a Agrovino, de Bagé, convidou o chef Marcos Livi para palestra e preparação de jantar (foto), com nove pratos de cordeiro, incluindo a sobremesa.
    – O chef de cozinha é um fio condutor, para fazer chegar ao consumidor o trabalho que começou no campo, na pesquisa– afirma Livi, dos restaurantes Verissimo e Quintana.

  • RESPOSTAS AOS PEDIDOS PARA O TRIGO

    Ficou abaixo do solicitado e acima do último leilão o valor de partida para o prêmio nas negociações de trigo de Escoamento para a Produção (PEP) e Equalizador Pago ao Produtor (Pepro). Será de R$ 244 a tonelada – menos do que os R$ 266 sugeridos, mas acima dos R$ 208 praticados no último dia 4.
    Ontem, representantes de entidades estiveram reunidos com integrantes do Ministério da Agricultura, da Fazenda e também da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab).
    Quatro pedidos foram feitos, como informou a coluna. Veja o retorno recebido:
    1) manutenção dos leilões, com prêmio maior – parcialmente atendido;
    2) aquisições de trigo para estoques do governo – não devem sair agora, mas há uma sinalização de que irão ocorrer;
    3) prorrogação das primeiras parcelas de custeio, que começam a vencer na quinta-feira, dia 20 – a perspectiva é positiva;
    4) mudança nos critérios adotados (as taxas de armazenagem e transporte cobradas estariam inviabilizando a participação de cooperativas, e o pedido é para que sigam a tabela da Política de Garantia de Preços Mínimos) – será feito um estudo antes de um retorno sobre se é possível ou não.

    Fonte : Zero Hora

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