CAMPO ABERTO | Gisele Loeblein – DEPOIS DO CONSENSO, AGORA É HORA DA PRESSA

 

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    Será única e em regime de urgência a proposta de lei para regulamentar venda e transporte de leite no Rio Grande do Sul. Depois de idas e vindas e de polêmica sobre o formato se um ou dois projetos , entidades do setor e Secretaria da Agricultura chegaram a um acordo ontem. Ao suprimir trechos do texto original e acrescentar sugestões feitas, chegou-se a um modelo que, em tese, agradou a todas as partes.
    – O documento será agora encaminhado à Casa Civil na terça-feira (hoje e segunda o funcionalismo público tem feriado). E solicitaremos remessa em regime de urgência – explica o deputado Gabriel Souza (PMDB), escalado para a conciliação.
    É que já existe um projeto de lei na Comissão de Constituição e Justiça da Assembleia Legislativa, apresentado por parlamentares. Tratava apenas do transporte (Transleite). O acerto era para que o Executivo apresentasse o Prolácteos, mas o texto veio com um formato que incluiu todas as etapas do processo, o que acabou gerando críticas por parte de entidades, como o Instituto Gaúcho do Leite (IGL), e até do presidente da Assembleia, Edson Brum (PMDB).
    – O IGL sempre teve a ideia de fazer o projeto andar rapidamente. A unificação feita agora foi feliz, contempla todas as vertentes, do transporte à comercialização – afirma Ardêmio Heineck, diretor-executivo da entidade.
    Uma das sugestões foi para que a lei determine quem aprova o aproveitamento condicional do leite – casos, por exemplo, em que não pode ser utilizado para uma finalidade, mas serve para outra.
    – Os projetos iniciais já eram bons, mas uma questão que preocupava a indústria é que não havia penalização monetária para os transportadores – pondera Darlan Palharini, secretário-executivo do Sindicato das Indústrias de Laticínios e Derivados (Sindilat-RS).
    Isso mudou, o transportador passa a ter de ser cadastrado, atender exigências e fica sujeito a punições em casos de irregularidades.
    Por sugestão do Ministério Público, a indústria também ganhará responsabilidade extra: quando o transportador tiver carga rejeitada e não quiser dar destino a esse leite, a empresa terá de comunicar à promotoria.
    Tão importante quanto acelerar a aprovação será fazer com que a lei vigore com força na prática. O consumidor, o bom produtor e a indústria correta agradecem.

  • POR MAIS DO QUE ARROZ NO PRATO

    Teve arroz, mas outros ingredientes também foram colocados à mesa da embaixadora de Cuba no Brasil, Marielena Ruiz Capote, que ontem esteve no Rio Grande do Sul. Ela teve uma agenda intensa, com reuniões na Secretaria da Agricultura, na Federação da Agricultura do Estado (Farsul) e com o governador José Ivo Sartori.
    – A ideia é ampliar a parceria nas vendas e buscar um termo de cooperação técnica para a troca de tecnologias – diz Ernani Polo, secretário da Agricultura.
    Ao secretário, Marielena disse que, antes, os cubanos tinham uma relação com o Brasil pelas novelas e que, hoje, têm também pela qualidade do arroz. Criou-se grupo de trabalho para alinhar objetivos comuns aos países.
    O almoço foi na Farsul, onde representantes de diferentes entidades ligadas à produção estavam presentes.
    – Cuba se abriu, isso é uma realidade – pondera Carlos Sperotto, presidente da Farsul.
    Além do arroz, o dirigente diz que outros produtos também entraram na conversa com a embaixadora.

  • PARA PREVENIR A FRUSTRAÇÃO

    Diante do quadro de frustração que se consolida com o avanço da colheita de trigo no Rio Grande do Sul – chegou a 40% da área total nesta semana, segundo levantamento da Emater –, ganha força a percepção de que, no próximo ano, os produtores deverão encolher ainda mais o espaço dedicado à cultura no inverno.
    Buscando alternativas que garantam rentabilidade ao produtor, a Federação das Cooperativas Agropecuárias do Estado (Fecoagro) está propondo discussão sobre a possibilidade de investir, em alguns locais do Estado, em um trigo voltado à exportação.
    – Será que, em algumas regiões não poderíamos trabalhar com as obtentoras para se ter um trigo com bom teor de proteína, focado na exportação? – questiona Paulo Pires, presidente da Fecoagro.
    Hoje, a produção de trigo gaúcha está focada na variedade tipo pão. O problema é que, com as intempéries, a qualidade do produto cai, e o cereal não consegue chegar aos parâmetros exigidos pela indústria. É o que está acontecendo nesta safra. O baixo PH faz com que sequer seja classificado como trigo e diminui o valor de venda.
    O entendimento do presidente da Fecoagro é de que a exportação ajuda a regular os preços. A proposta deve suscitar polêmica. Ao produzir um trigo com menor exigência, o agricultor teria de manter em mente que receberia menos, mas “teria um mercado”, afirma Pires.
    Há ainda uma outra questão. O Brasil não é autossuficiente, e precisa importar, anualmente, em torno de 6 milhões toneladas para atender à demanda interna.

  • TEM troca-troca na Secretaria da Agricultura do Estado. Deve sair nos próximos dias a nomeação de Antônio Carlos de Quadros Ferreira Neto para a diretoria do Departamento de Defesa Agropecuária. O atual titular, Fernando Groff, passará a dar assessoria especial à área técnica da pasta.

  • O LEILÃO DE ARROZ DA CONAB MARCADO PARA O PRÓXIMO DIA 5 TEM COMO FINALIDADE O ENVIO DE MIL TONELADAS DO PRODUTO PARA A PALESTINA. QUEM VENDER, TERÁ ATÉ 15 DE DEZEMBRO PARA ENTREGA NO PORTO DE RIO GRANDE.

  • ALTERNATIVAAO FIM DO PSI

    Com a confirmação do término do Programa de Sustentação do Investimento (PSI) – a data para encaminhar proposta aos bancos acaba hoje –, o Ministério da Agricultura trabalha para encontrar alternativa ao produtor. As linhas de financiamento são uma das bases do Plano Safra, anunciado a cada ciclo pelo governo federal.
    No bastidores da pasta, o que se sabe é que a ministra Kátia Abreu tenta fazer com que as condições do crédito existentes para o PSI sejam transferidas à linha do Moderfrota, única ferramenta de crédito que restou para investimentos em máquinas e implementos agrícolas.

  • As exportações de mel tiveram recuo de 21,87% em receita, somando US$63,15 milhões nos primeiros nove meses do ano, segundo dados da Abemel. Só em setembro, a queda foi de 31,67%. Ainda assim, 2015 deve encerrar como o segundo melhor ano, só atrás de 2014.
    "A demarcação na força bruta não vai acontecer porque não queremos a barbárie instalada no país." KÁTIA ABREU – Ministra da Agricultura, no Twitter, ao comentar a demarcação de terras indígenas

  • Fonte : Zero Hora

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