CAMPO ABERTO | Gisele Loeblein DEFINIÇÃO ADIADA PARA A PRÓXIMA SEMANA

 
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    A esperada resposta da parceria para manter o frigorífico de aves da Cosulati funcionando ainda não veio. Mas a confiança de que o negócio possa dar certo é tanta que a cooperativa cogita que não seja mais necessário dar férias coletivas aos 180 trablhadores da unidade localizada em Morro Redondo, na zona sul do Estado. A hipótese era considerada e tinha o aval do Sindicato dos Trabalhadores na Alimentação, com a condição de que se mantivessem os empregos.
    Representante da empresa interessada no negócio – o nome vem sendo mantido em sigilo – esteve ontem em Morro Redondo, conheceu a planta e conversou com alguns dos 71 produtores integrados que fornecem animais à cooperativa. Vai preparar um dossiê, que será apresentado à diretoria. A definição é esperada, agora, para a próxima segunda-feira.
    – Não iremos dar férias porque, provavelmente, reiniciaremos o abate na semana que vem – diz Raul Amaral, secretário-executivo da cooperativa.
    Isso seria possível com o envio de matéria-prima por parte da potencial parceira. Desde ontem, a atividade no frigorífico está parada. Os funcionários estão com folgas, que deverão ser posteriormente compensadas.
    – Já é um grande avanço – reconhece Darci Rocha, vice-presidente do Sindicato dos Trabalhadores na Indústria da Alimentação de Pelotas e diretor da Confederação Nacional dos Trabalhadores na Alimentação e Afins, em relação à situação atual, na comparação com a perspectiva inicial de fechamento do frigorífico e demissão dos funcionários.
    Para consolidar a parceria estudada, ganhou ainda mais importância a retomada do Serviço de Inspeção Federal (SIF), que permite a exportação da produção. Com a inspeção estadual, os itens industrializados na planta só podem ser negociados no Rio Grande do Sul. Seria um desperdício, dada a posição mais que estratégica da Cosulati, próxima do porto de Rio Grande.

    A PARCERIA QUE RESULTOU NA ELABORAÇÃO DO CENSO DO LEITE DO ESTADO IRÁ SE REPETIR. EMATER E INSTITUTO GAÚCHO DO LEITE (IGL) IRÃO MAPEAR OS SISTEMAS DE PRODUÇÃO. ESSA AÇÃO SERÁ DESENVOLVIDA DE FORMA SIMULTÂNEA AO PROJETO DE INTERIORIZAÇÃO DAS CÂMARAS TEMÁTICAS DO IGL, A SER TOCADO NESTE PRIMEIRO SEMESTRE. A IDEIA É TER ENTRE SEIS E OITO CÂMARAS REGIONAIS.

  • SEMENTE PLANTADA NA CAPITAL

    Com pouco mais de um mês de funcionamento, o espaço de orgânicos dentro da Ceasa, em Porto Alegre, está despertando o interesse de consumidores e varejistas. São 14 empresas que ocupam a área junto ao pavilhão das flores.
    Nas terças e quintas, a ideia é que as compras sejam direcionadas para os revendedores. Nas segundas, quartas, sextas e sábados, também para o público em geral. Mas como a proposta é divulgar a iniciativa ao máximo possível, consumidores são bem-vindos todos os dias, no horário comercial, e aos sábados, pela manhã, explica Ailton Machado, diretor-técnico e operacional da Ceasa:
    – O dia de melhor movimento tem sido o sábado de manhã.
    Com banca no espaço, Dirce Maria Orth, produtora de Harmonia, garante que a receptividade ao projeto foi boa:
    – É possível fazer a ligação entre o produtor e o consumidor. É uma sementinha que foi plantada.
    Entre os consumidores, a maior procura é por frutas, verduras e legumes. Parcerias permitem ainda a venda de chás e temperos, entre outros itens.

  • DO FORMATO DA SAFRA

    Para fazer frente ao crescimento da produção, as cooperativas agropecuárias do Rio Grande do Sul estão abrindo o caixa e investindo para aumentar a capacidade de recebimento. Somados todos aportes feitos pelo segmento, o valor chega a R$ 444,11 milhões. Desse total, foram R$ 210 milhões só em estruturas de conservação e modernização de armazéns.
    Conforme Paulo Pires, presidente da Federação das Cooperativas Agropecuárias (Fecoagro-RS), a proposta é que fiquem aptas a receber o grão produzido na safra de verão e de inverno. Há expectativa de que as cooperativas ampliem o percentual em relação ao ano passado, quando 40% da soja, por exemplo, foi guardada pelas cooperativas.
    Esse avanço se refletiu também no desempenho financeiro do segmento. Nas 37 associadas à Fecoagro que informaram resultados, o faturamento cresceu 20,5% em 2015, totalizando R$ 18,47 bilhões. Para 2016, o avanço deve ficar na casa dos 10%.
    – Houve crescimento real, mas a variação cambial ajudou muito – avalia Pires.
    Ainda existem cooperativas em liquidação voluntária – caso, por exemplo, da Cotrijui e Cotrimaio – , mas a avaliação da entidade é de que os problemas financeiros, nesses casos, remetem a questões enfrentadas no passado.
    Além das apostas feitas em estruturas destinadas aos grãos, há ainda os investimentos em cooperativas de outros segmentos, como da área do leite.

  • ACESSO À TERRA NO ESTADO

    Superintendente no Estado do Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA), Marcos Regelin diz que o crédito fundiário não ficou parado no Rio Grande do Sul. Ele usa dados da pasta para sustentar seu argumento. Em 2015, foram 156 propostas, somando 1.516 hectares financiados, com investimento superior a R$ 10 milhões.
    A crítica de que o programa não vinha andando foi feita pelo presidente da Federação dos Trablhadores do RS (Fetag-RS), Carlos Joel da Silva.
    O dirigente reclamou da demora para a regulamentação de decreto de agosto de 2015, que altera as regras do crédito.
    – A resolução está em vigor. O teto da renda anual e o do patrimônio foi ampliado. A compra de terra entre herdeiros também é possível – diz Regelin.
    Ainda faltam as normas para a ampliação do valor do imóvel a ser financiado – hoje R$ 80 mil. Um dos pontos que o governo debate é a inadimplência – a do RS é uma das mais baixas, mas ainda assim chega a 25%.

  • Mesmo com o ritmo atual, avanço de quase 500 mil hectares no mês, o RS teria dificuldades em concluir o Cadastro Ambiental Rural. Dados de dezembro do Serviço Florestal Brasileiro indicam área cadastrada de 1,8 milhão de hectares, só 8,94% do total. No Brasil, o percentual de área cadastrada chegava a 64,86%.

  • NO RADAR

    FICOU EM R$ 3 o valor do quilo da uva pago aos produtores na 31ª Festa da Uva, em Caxias do Sul. O preço foi definido em reunião e fica bem acima do mínimo determinado pelo Ministério da Agricultura, R$ 0,78, e do pago na edição anterior, R$ 1,60. Entre 200 a 220 toneladas devem ser adquiridas para distribuição na festa.

  • Fonte : Zero Hora

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