CAMPO ABERTO | Gisele Loeblein DEFENSIVO AGRÍCOLA NO DIVÃ DA ANVISA

 
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    Com o fim da consulta pública, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) estima que, dentro de 120 dias, possa chegar à uma conclusão sobre se irá ou não barrar a venda de herbicidas à base de paraquat no Brasil. A decisão, qualquer que seja, trará reflexos à agricultura brasileira.
    O Rio Grande do Sul vive uma situação diferente daquela do resto do país no que diz respeito ao uso desse defensivo. A comercialização já é proibida, por legislação estadual, que veta o registro de produtos que não sejam utilizados no país de origem. O cadastro estadual é feito pela Fepam. No momento, no entanto, por força de ações judiciais movidas por empresas fabricantes do produto, a venda de itens à base de paraquat está liberada.
    Uma eventual restrição nacional poderia fazer o Rio Grande do Sul voltar à posição original, que é de proibição. E, nesta situação, o produto não entraria nem mesmo de forma ilegal – diante do impedimento local, produtores e revendas compravam o herbicida de outros Estados para uso aqui.
    A polêmica toda envolvendo o defensivo agrícola está na toxicidade e nos efeitos que lhe são atribuídos. No caso da Anvisa, o que estaria fazendo o órgão avaliar a manutenção ou não da venda é a relação feita entre uso do produto e ocorrência do Mal de Parkinson.
    Utilizado no combate de ervas daninhas em diferentes culturas, entre as quais a da soja, o produto é tido pelos produtores como ferramenta importante para o manejo. Como a questão está longe de ser consenso, uma consulta pública sobre o tema foi aberta. Até, e principalmente, após a decisão final, o assunto continuará alimentando acaloradas discussões.

  • DESEMBOLSO MAIOR NA CEIA

    Parte do prato principal das ceias de Natal e de Ano Novo, aves e suínos são produtos muito disputados nesta época.
    As vendas começam mesmo a esquentar a partir de 10 de dezembro, segundo a Associação Gaúcha de Supermercados (Agas), mas itens como chester e lombo suíno já estão distribuídos nos supermercados.
    Como a procura cresce, os preços também costumam ficar mais salgados. E, neste ano, poderão subir acima da média, que costuma ser de 5%. A alta no custo de produção chegou a 30% em alguns itens. Milho e farelo de soja, por exemplo, usados na alimentação dos animais, tiveram aumento significativo, o que deve pesar no preço final do produto, podendo ficar cerca de 10% mais caro, estima a Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA).
    – Há uma demanda mais forte por aves e suínos e dezembro. Neste ano, será um pouco mais acentuada pela escassez de carne bovina – avalia Francisco Turra, presidente da ABPA.
    Aves mais nobres tiveram aumento de 5%, segundo o presidente da Agas, Antônio Cesa Longo. As mais baratas ficaram subiram entre 8% e 9%, em função da demanda.
    – É um aumento dentro do esperado, da inflação – completa Longo.

  • NO RADAR

    SERÁ que sai? Atendendo a pedido do Banco do Brasil, a Justiça suspendeu audiência com credores da Promilk, marcada para ontem. Nova data foi fixada: 8 de dezembro. A empresa está em recuperação judicial e tem BB e produtores de leite cerca de 4 mil, com dívida de R$ 18 milhões entre os que tem valores por receber.

  • LISTA AINDAPODE CRESCER

    A notícia, que já é boa, pode ficar ainda melhor. A China deu ontem sinal verde para exportação a sete frigoríficos brasileiros – três de carne bovina, dois de aves e dois de suínos.
    A aposta é de que esse número possa aumentar ainda mais, porque há uma lista de 30 indústrias aptas a atender às exigências do país asiático segundo a Associação Brasileira de Proteína Animal. Estão nesta relação frigoríficos localizados no Rio Grande do Sul – que não estavam contemplados nas unidades cujo anúncio de liberação veio ontem.
    Conforme o Ministério da Agricultura, a estimativa é de que cada estabelecimento credenciado exporte de US$ 18 milhões a US$ 20 milhões por ano.

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    CORRENDO CONTRA O RELÓGIO, JÁ QUE O PROJETO TRAMITA EM REGIME DE URGÊNCIA, A CÂMARA QUER DEBATER A REGULAMENTAÇÃO DE COMPRA DE TERRAS POR ESTRANGEIROS. AUDIÊNCIA PÚBLICA FOI MARCADA PARA O DIA 15 DE DEZEMBRO. SEGUNDO ODEPUTADO HEITOR SCHUCH (PSB), QUE FEZ A SOLICITAÇÃO, A PROPOSTA PÕE EM RISCO A SOBERANIA NACIONAL E INFLACIONA O PREÇO DA TERRA.

  • Fonte : Zero Hora

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