CAMPO ABERTO | Gisele Loeblein – CONCEITO PARA DAR SEGURANÇA À EMATER

 
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    A vinda de técnicos do Ministério do Desenvolvimento Social (MDS) ao Rio Grande do Sul traz expectativa de avanço na elaboração do conceito de assistência social no meio rural. Embora soe burocrático, o mecanismo é a esperança de resolver em definitivo o impasse acerca da filantropia da Emater, volta e meia ameaçada pela cassação do certificado de entidade beneficente social.
    Ontem, a equipe conheceu sede, regionais e três propriedades assistidas pela entidade. Hoje, o grupo tem programada visita à propriedade em Lajeado, no Vale do Taquari.
    – Nunca o ministério tinha aberto essa possibilidade – reconhece Clair Kuhn, presidente da Emater.
    Antes desse momento, técnicos já haviam se reunido em Brasília. Ainda não existe um prazo definido de quando o conceito de assistência social no campo sai. O dirigente da Emater estima que possa ser ainda em 2016. A filantropia, que garante isenção do recolhimento de tributos, vale até 2017.
    – O que o ministério quer agora é entender a atividade, para então criar um regulamento que sirva não só para a Emater, mas para todo o país – observa Rodrigo Dalcin, advogado da Emater.
    Ele acrescenta que uma resolução feita de forma clara deixaria mais fácil a atividade burocrática da certificação.
    Sem a filantropia, o funcionamento da entidade, que atende 226 mil famílias em 494 municípios do Estado, tornaria-se inviável.
    Em tempo: também ontem, o presidente da Emater esteve na Comissão da Agricultura da Assembleia, onde foi questionado por parlamentares sobre redução do número de trabalhadores – foram 214 pessoas entre programa de desligamento incentivado e demissões –, reflexo de ajustes feitos diante do corte no orçamento. Com diminuição de custos e vagas, a entidade afirma ter chegado à economia de R$ 40 milhões por ano.

  • NA MALA, NÃO PODE

    Bacalhau é bom à mesa, mas na mala, não pode. Para não ficar sujeito a contratempos como o do deputado Mário Jardel (PSD), que foi barrado com produtos não permitidos no retorno à Capital da criticada viagem à Europa, é sempre bom lembrar que há itens proibidos na bagagem de viajantes.
    Há produtos de origem animal ou vegetal que não podem ser trazidos de fora. Coordenadora dos produtos de origem animal do Sistema de Vigilância Agropecuária Internacional no Estado, a fiscal federal agropecuária Consuelo Paixão Côrtes recomenda que as pessoas sempre verifiquem a lista de itens não permitidos no site do Ministério da Agricultura.
    – Nos voos vindos de Portugal, as pessoas têm muito bacalhau, queijos, pata negra e pescados. Nos de Argentina e Uruguai, o doce de leite – conta Consuelo.
    A fiscalização nos aeroportos brasileiros é feita por amostragem. Os produtos apreendidos são recolhidos e destruídos na hora. Não há pagamento de multa no Brasil. No aeroporto Salgado Filho, só em setembro, 170 passageiros tiveram produtos retidos, somando quase 750 quilos apreendidos e destruídos. Na bagagem de Jardel havia bacalhau, queijo, nozes e conservas de pescado.

  • NO RADAR

    O GAÚCHO Caio Rocha (PMDB), titular da Secretaria Nacional do Produtor Rural e Cooperativismo, está interinamente como secretário da Infraestrutura e Fomento da Pesca. É herança do extinto Ministério da Pesca, agora no guarda-chuva do Ministério da Agricultura.

  • HOMENAGEM A0 SANTO FORTE

    O subsecretário do Parque de Exposições Assis Brasil, Sérgio Bandoca Foscarini, está decidido a erguer uma capela para 30 pessoas no local, próximo à praça central. O motivo? Quer agradecer a São Pedro pela temporada de tempo seco, como há muito não se via, na última Expointer.
    Bandoca está dando os primeiros passos para a construção, que precisa passar por licitação. O subsecretário garante, no entanto, que a obra sai, nem que “tenha de pagar do próprio bolso”.
    A chuvarada registrada pouco antes da Expointer alagou o parque e trouxe preocupação para o período da feira, que acabou ficando a seco.

  • SERVIÇOS E SISTEMAS DE INSPEÇÃO DE ALIMENTOS SERÃO DEBATIDOS NO 2º SEMINÁRIO DE SEGURANÇA ALIMENTAR, PROMOVIDO HOJE NA SEDE DO MINISTÉRIO PÚBLICO ESTADUAL. LEVANTAMENTO MOSTRA QUE MENOS DA METADE DOS MUNICÍPIOS DO ESTADO TEM SERVIÇO DE INSPEÇÃO MUNICIPAL (SIM).

  • PREJUÍZO QUE SE ESPALHA

    A cada nova semana e a cada novo problema climático, aumentam os prejuízos na produção do Estado. Levantamento da Emater mostra que, em Santa Maria, as perdas nas plantações de alface chegam a 80%, resultado da chuva forte da última semana. Em Linha Nova, no Vale do Caí, a combinação de chuva, vento e granizo prejudicou o desenvolvimento da couve-flor e do brócolis.
    O excesso de umidade também traz dificuldades para as lavouras de trigo – 20% da área foi colhida até o momento e outros 42% estão maduros e prontos para colher. Nesse caso, a qualidade do cereal tem sido um problema, com a produção, por vezes, sequer chegando a atingir o PH necessário para ser classificada como trigo. O rendimento por hectare tem variado entre 1,8 mil quilos e 2 mil quilos.

  • Fonte : Zero Hora

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