CAMPO ABERTO | Gisele Loeblein COM FORMATO DEFINIDO

 
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    A aposta na expansão da olivicultura no Estado traz a reboque a necessidade de regulamentar produção e venda de mudas. Hoje, não existem parâmetros legais, situação que a Comissão de Sementes e Mudas do Rio Grande do Sul e a câmara setorial estão tentando mudar.
    Grupo de técnicos da Embrapa e de empresas que produzem as mudas de oliveiras tem se dedicado a elaborar texto com sugestões que posteriormente serão levadas ao Ministério da Agricultura.
    – Precisamos ter normas, para não prejudicar um mercado em expansão – opina Airton Lange, presidente da Comissão de Sementes e Mudas do RS.
    Ele estima que, encaminhadas as propostas, a regulamentação sairia dentro de um ano.
    O governo estadual lançou um programa para ampliar a área da cultura. Conforme Paulo Lipp João, presidente da Câmara Setorial da Olivicultura, até o final de 2015, deverão ser 1,7 mil hectares:
    – Só não será mais porque não há mudas suficientes.
    Os desafios da produção serão discutidos nos próximos dias 25 e 26, em Bagé, no Encontro Estadual de Olivicultura. Potencial para crescer há: mais de 99% do azeite consumido no Brasil é importado.

  • COMUNICAÇÃO AINDA DIFÍCIL NO MEIO RURAL

    Não é só em quilômetros que o Interior se distancia da Capital. Quanto mais se avança em direção ao meio rural, pior a qualidade do sinal de serviços de comunicação móvel. Quem vive nessas localidades, conhece de perto o drama que é conseguir fazer uma ligação. Aliás, às vezes, não é preciso nem ir muito longe para encontrar dificuldades.
    Produtores frequentemente relatam táticas adotadas para conseguir completar uma ligação quando estão “para fora”. Como, por exemplo, subir na cerca ou ir até a parte mais alta.
    Toda vez que o assunto é colocado em pauta, como foi ontem, em audiência pública na Assembleia, as histórias de problemas se multiplicam. O deputado Elton Weber (PSB), que propôs o debate, solicitou a criação de uma subcomissão para tratar do assunto.
    O presidente da Comissão de Agricultura, deputado Adolfo Brito (PP), tem toda razão quando afirma que o futuro da produção e a permanência do jovem no campo serão determinados pelo “maior acesso às telecomunicações, bem como energia elétrica de qualidade”.
    – A qualidade da tecnologia que chega lá na ponta é muito precária. O próprio fornecimento de energia é um problema que vem antes – complementa a promotora Caroline Vaz, coordenadora do Centro de Apoio Operacional de Defesa do Consumidor e da Ordem Econômica do Ministério Público Estadual.
    Em 2013, o serviço de telefonia foi alvo de 19 CPIs instaladas no país, incluindo o Rio Grande do Sul. Na ocasião, foi assinado um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) com as empresas, que termina em dezembro deste ano. Conforme Caroline, a cada seis meses, os signatários se reúnem para prestar contas. As exigências, mais genéricas, eram para implementação e melhoria dos serviços móveis.
    O investimento pedido, para que se tenha sinal, segundo o MP, será cumprido. Há ainda a resolução da Aneel, para instalação de telefonia fixa e internet de até 1 megabyte.
    A questão qualidade é um outro assunto. E esse debate, pelo visto, ainda não tem prazo para acabar.

  • COLHEITA CADA VEZ PIOR

    Se aproximando do final, a colheita de trigo chegou nesta semana a 80% no Estado. E quanto mais avança, mais evidente é o tamanho dos estragos causados pelo tempo. Conforme dados da Emater, na região de Erechim, a produção real tem sido apenas a metade da que era esperada para o ciclo.
    Além da quantidade reduzida, a qualidade ruim traz perspectivas pouco animadoras na hora da venda. Entre as entidades ligadas a produtores e cooperativas, a percepção é de que a produção deste ano pode ficar ainda menor do que a de 2014, quando o volume encolheu 50% em relação a 2013.
    O excesso de chuva também atrapalhou o ritmo da principal cultura de verão, a soja. A área semeada é de 20%, 17 pontos percentuais abaixo da média dos últimos anos neste períodos.

  • A FRENTE PARLAMENTAR EM DEFESA DA ALIMENTAÇÃO SAUDÁVEL PROMOVE AMANHÃ AULA PÚBLICA DE ASSUNTO QUE SEMPRE SUSCITA CALOROSOS DEBATES: OS EFEITOS DO USO DE AGROTÓXICOS À SAÚDE E AO AMBIENTE. O EVENTO COMEÇA ÀS 10H, NO MONUMENTO DO EXPEDICIONÁRIO, NA REDENÇÃO.

  • NO RADAR

    NOVAS suspeitas de mormo são investigadas. Para hoje é esperado resultado de exame complementar que pode confirmar o diagnóstico em nove equinos de uma mesma propriedade. Neste ano, o Rio Grande do Sul identificou a doença em 17 animais.

  • DISCURSOS DIFERENTES

    Embora a ministra da Agricultura, Kátia Abreu, rechace a existência de dificuldades na liberação de crédito, os produtores seguem reclamando do problema. O deputado Luis Carlos Heinze (PP) voltou a acionar a pasta, além dos ministérios da Fazenda e do Desenvolvimento Agrário:
    – Todos os meses batemos nisso.
    Heinze usa números para sustentar os argumentos. No Rio Grande do Sul, a maior diferença está em investimento. De janeiro a outubro, foram 49 mil operações, ante 78 mil em igual período de 2014. Os valores somaram R$ 3,7 bilhões ante R$ 5,05 bilhões. Em recente entrevista, Kátia afirmou que houve alta de 30% na tomada de financiamentos.
    A ilusão de ótica pode vir da diferença de recorte: a ministra usa dados de julho a setembro deste ano, o deputado de janeiro a outubro.

  • Fonte : Zero Hora

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