CAMPO ABERTO | Gisele Loeblein CHUVA SOBRE CHUVA

 

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    O tamanho exato dos estragos causados pelo tempo na produção gaúcha só será conhecido depois que a chuva der trégua. Neste momento, equipes da Emater têm dificuldade até de chegar nas localidades afetadas para fazer um levantamento dos prejuízos. O mau tempo também impediu que o sistema criado para a comunicação de perdas por parte dos escritórios regionais fosse acessado ontem. Entre as culturas afetadas estão trigo, arroz, frutas, folhosas e tabaco (leia ao lado).
    – Os pedidos de Proagro devem aumentar bastante – avalia Lino Moura, diretor técnico da Emater, em relação às solicitações de seguro feitas à entidade para o trigo, que chegavam a 1.862 há duas semanas.
    Prejudicado pela geada de setembro, o trigo deverá ter colheita reduzida em volume e qualidade.
    Nas lavouras de arroz, o plantio está atrasado. Ainda há tempo para recuperação e a possibilidade de replantio – isso, claro, quando o tempo colaborar. O diretor técnico da Emater estima que a retomada do trabalho só possa ocorrer dentro de 10 dias.
    Na Ceasa de Porto Alegre, antes mesmo dos temporais do últimos dias, a oferta de alface havia sido reduzida à metade, ainda reflexo do mau tempo registrado há duas semanas, e o preço estava 115% mais caro.
    – O produtor havia tido problemas com as chuvas registradas entre 20 de setembro e 1º de outubro. Alguns chegaram a perder 100%. Agora, esperava-se a recuperação. Mas a maioria está com as lavouras debaixo d’água – explica Ailton dos Santos Machado, que é diretor técnico e operacional da Ceasa.
    Também produtor de folhosas em Águas Claras, em Viamão, ele teve quebra de 70% na propriedade. Assim como a Emater, Machado estima que ainda serão necessários dias – pelo menos de dois a três – para que se tenha avaliação precisa dos danos causados pelos temporais de agora.

  • A CAMINHO DO MATOPIBA

    Presente em 11 Estados, o Sicredi irá desembarcar no Matopiba no primeiro semestre de 2016. Com a incorporação da Unicredi Norte/Nordeste, anunciada em agosto, a instituição financeira chegará na nova fronteira agrícola brasileira com cem pontos de atendimento em 10 Estados, incluindo Maranhão, Tocantins, Piauí (foto acima) e Bahia.
    – As agências Unicredi terão bandeira Sicredi no próximo ano. Estaremos prontos para atender a nossos associados nesses Estados – adiantou o presidente do Sicredi, Edson Nassar, em encontro com jornalistas na Capital, parte da programação do Dia Internacional de Cooperativismo de Crédito.
    Conforme Nassar, além das unidades já instaladas da Unicredi, o banco deverá abrir de cinco a 10 novas agências em cada um dos Estados que formam o Matopiba.
    – Era o pedaço que faltava para atuarmos no Brasil inteiro – completou.
    Terceiro maior operador de crédito agrícola no país, o Sicredi fechou o primeiro semestre com sobra líquida (lucro) de R$ 703 milhões, aumento de 11,1% em relação aos primeiros seis meses do ano passado. O agronegócio representou 25% das operações de crédito do banco, atingindo R$ 11,6 bilhões no período, o que representa aumento de 17,2%.

  • Sem respingar em outros lugares

    Responsável pela emissão da licença ambiental para a construção do dique no parque Assis Brasil, em Esteio (foto ao lado), a Secretaria do Meio Ambiente solicitou à Bolognesi levantamento topográfico do local. A empresa fechou contrato de concessão para a exploração de área de 23,7 hectares onde serão construídos hotel e centro comercial. Como contrapartida, precisa erguer, dentro de um ano, o dique definitivo para conter as águas do Arroio Esteio.
    – Vamos ver alternativas que sejam boas para o parque e para a região. Não adianta deixar o Assis Brasil seco e alagar tudo na volta – pondera a secretária Ana Pellini.
    Conforme Ana, agora cabe à Bolognesi apresentar os dados e propostas para que o processo possa andar.
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    No radar
    O deputado Gabriel Souza (PMDB) tenta mediar acordo para os dois projetos de lei do leite – um na Assembleia e outro em análise na Casa Civil. Na segunda, reúne-se com representantes do setor e, depois, da Secretaria da Agricultura.

  • A régua subiu ainda mais

    A cada novo lance, a temporada de remates da primavera do Estado produz resultados expressivos. As cabanhas Reculuta e São Bento, de Santana do Livramento, empurraram para cima a média. Os 19 touros braford vendidos tiveram média de R$ 21,48 mil, valor até então recorde, puxado pela venda de exemplar por R$ 33,75 mil. Os 18 touros polled hereford negociados tiveram média de R$ 17,4 mil, com cota de 50% de um animal negociada por R$ 33 mil. O faturamento ficou em R$ 721,41 mil.
    – Foi um remataço – avalia Jarbas Knorr, presidente do Sindiler.

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    A chuva intensa impediu a realização da solenidade para assinatura do pacto mundial pela política alimentar urbana em Porto Alegre, que estava marcada para ontem. Uma nova data ainda deverá ser definida.
    Colaborou Joana Colussi

  • Fonte : Zero Hora

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