CAMPO ABERTO | Gisele Loeblein – ABERTA DISPUTA PELO COMANDO DA FARSUL

 
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    Está aberta a corrida para o comando de uma das principais entidades do agronegócio do Rio Grande do Sul, a Federação da Agricultura do Estado (Farsul). Duas chapas, uma da situação e outra de oposição, estão inscritas para participar da eleição, marcada para 5 de outubro, e partirão em busca da preferência dos 138 sindicatos rurais hoje habilitados a votar. Na última eleição, em 2012, a disputa teve chapa única, que conquistou 121 votos.
    O atual presidente da entidade, Carlos Sperotto, 76 anos, vai em busca do sétimo mandato à frente da instituição, sob seu comando nos últimos 18 anos.
    – Vamos conversar com o nosso produtor, ver o que fizemos de certo e de errado – afirma o experiente Sperotto, atualmente também no comando do Sebrae no Rio Grande do Sul.
    Na outra ponta está a chapa que se denomina “alternativa”, encabeçada pelo ex-presidente do Sindicato Rural de Passo Fundo João Batista da Silveira, 57 anos.
    O desafiante diz ter ao seu lado, entre integrantes de chapa e manifestações de apoio, 25 sindicatos.
    – É hora de mudar. Queremos trazer uma nova gestão. Na nossa avaliação, falta atender mais ao interesse dos sindicatos – dispara Silveira, citando questões como propostas para o trigo e cobrança de royalties da soja transgênica.
    Para o atual presidente da Farsul, a existência de uma segunda chapa faz parte do processo democráico e não reflete divisão dentro da instituição:
    – É um ato normal, um direito que assiste aos sindicatos.
    Silveira vai no mesmo tom e diz que, “embora possa haver algum estranhamento em um primeiro momento, o processo deverá ser conduzido de forma respeitosa”.

  • POLÊMICA PRÉ-FARROUPILHA

    Proposta do Movimento Tradicionalista Gaúcho (MTG) para a semana dos desfiles farroupilhas está causando polêmica. A entidade encaminhou à Secretaria da Agricultura sugestão para que os exames de mormo – doença detectada neste ano pela primeira vez no Estado – sejam por amostragem, e não individualmente nos cavalos.
    – Há preocupação em não eliminar dos desfiles pessoas que têm animal no campo e querem participar. Apresentamos alternativa, não estamos querendo impor nada – diz Manoelito Carlos Savaris, presidente do MTG.
    Custo e burocracia – o exame precisa ser feito fora, porque não há laboratório habilitado no Estado – são as razões que poderiam limitar a participação, na avaliação do movimento tradicionalista.
    A ideia, no entanto, é contestada pelo Sindicato dos Médicos Veterinários do Estado (Simvet-RS). A presidente da entidade, Angelica Zollin, afirma que existe risco na flexibilização
    – Um animal que não for submetido ao exame pode estar infectado e desenvolver a doença mais tarde – explica.
    No Estado, o primeiro caso da doença, que é infecciosa e pode ser transmitida ao homem, foi registrado em junho, em Rolante. Por determinação de normativa do Ministério da Agricultura, passou-se a exigir, então, o exame para para a movimentação dos animais.
    – A proposta está sendo analisada. Faremos um parecer técnico para o secretário. O que vale, hoje, é a avaliação de cada naimal – esclarece Rita Dulac, coordenadora do programa de sanidade de equinos da secretaria.
    O órgão recebeu a resposta de testes realizados em 28 animais de propriedades com vínculo ao local onde se confirmou o primeiro caso. Desses, três apresentaram resultado preliminar positivo e agora são submetidos a um segundo exame.

  • NO RADAR

    ESTÁ PREVISTA para amanhã a publicação do edital para a contratação emergencial de empresa para elaborar o Programa de Prevenção e Proteção Contra Incêndio do parque Assis Brasil. Se sair mesmo o edital, o pregão ocorre na segunda.

  • ESPAÇO PARA O LEITE

    O assunto não estava no roteiro oficial do Congresso Internacional do Leite, aberto ontem, em Porto Alegre (na foto, o brinde com o produto), mas os organizadores do evento decidiram aproveitar a ocasião para colocá-lo à mesa. A preocupação com os efeitos do aumento significativo das importações de lácteos pelo Brasil e pelo Rio Grande do Sul foi tema de reunião com diferentes entidades.
    – Estamos nos antecipando, para tentar evitar o quadro registrado no final de 2014, início deste ano – argumenta Ardêmio Heineck, diretor-executivo do Instituto Gaúcho do Leite.
    Os 530 milhões de litros a mais importados no primeiro semestre equivalem ao resultado de 41 dias de produção no Rio Grande do Sul. No ano passado, eram 310 milhões de litros, o que representava 24 dias. O Estado, sozinho, absorveu 28% das importações de lácteos do Brasil – em 2014, a participação era de 6,97%.
    – Vamos sensibilizar o governo para que crie barreiras à importação – diz Jeferson Smaniotto, presidente da Câmara Temática do Leite do Sistema Ocergs.

  • TRIBUTAÇÃO NO CAMINHO

    Convencer o governo a reduzir os tributos cobrados na venda de azeite de oliva dentro e fora do Estado talvez seja um dos maiores desafios do Programa Estadual de Olivicultura, o Pró-Oliva, lançado ontem. O ICMS do Rio Grande do Sul, 17%, é superior ao de outros Estados. No Rio de Janeiro, é 12%. A adequação de impostos é uma das metas do programa, mas chega no momento que o governo estuda justamente a revisão de benefícios concedidos a outros setores, na tentativa de aumentar a arrecadação.
    – Estamos negociando, ainda não há percentual definido – explica o secretário da Agricultura, Ernani Polo.

  • A ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE HEREFORD E BRAFORD TEVE ALTA DE 20% NO NÚMERO DE ANIMAIS DE ARGOLA INSCRITOS PARA A EXPOINTER, NA COMPARAÇÃO COM O ANO PASSADO.

    Fonte : Zero Hora

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