CAMPO ABERTO | Gisele Loeblein

 

  • FERRAMENTA À MÃO DO CONSUMIDOR

    Em tempos de fraudes e problemas de qualidade detectados em alimentos, uma proposta que começa a ganhar forma amanhã promete facilitar a vida do consumidor. Empresas ou fornecedores condenados em processos administrativos por fornecer produtos impróprios para o consumo farão parte de uma lista que será divulgada no site do Procon-RS.
    – O grupo que vem discutindo o tema entendeu que havia necessidade de dar transparência ao resultado da fiscalização que é feita – explica a promotora Caroline Vaz, coordenadora do Centro de Apoio Operacional de Defesa do Consumidor e da Ordem Econômica do Ministério Público Estadual (MPE).
    É um dos efeitos positivos das operações Leite Compen$ado, já que o grupo em questão passou a se reunir periodicamente para debater problemas encontrados do leite à erva-mate.
    A ideia é atualizar mensalmente a divulgação, com o MPE ficando responsável por reunir as informações. Haverá um link no site remetendo à relação dos nomes e dados referentes à empresa.
    Vale lembrar que, na lista, entrarão somente empresas já condenadas, quando forem esgotadas todas as possibilidade de recurso. A tramitação de processos administrativos dura entre seis meses e um ano.
    O termo de cooperação será assinado amanhã, em meio à programação do seminário sobre segurança alimentar, por MP, Ministério da Agricultura, e secretarias da Agricultura, da Saúde e da Justiça, Procon, Conselho Estadual de Segurança Alimentar e Fórum Latino- Americano de Defesa do Consumidor.
    A promotora acredita que a implementação do recurso ocorra ainda neste ano. Em dezembro, haverá, inclusive, uma campanha publicitária.
    – Queremos que o consumidor possa fazer a escolha de forma legítima – reforça Caroline.
    Ter acesso a informação é, sem dúvida, uma importante ferramenta. Se a iniciativa de fato vingar, vai se transformar em uma aliada na hora das compras. O efeito pedagógico deverá ser sentido também por quem produz alimentos. Essa é uma lista da qual as empresas não irão querer fazer parte.

  • AINDA POR AQUI

    Amostras analisadas pelo laboratório de Manejo Integrado de Pragas da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM) confirmaram a presença da Helicoverpa armigera em lavouras da Região Central na atual safra. O material foi coletado em armadilhas em Nova Palma e Restinga Seca (em culturas de aveia e azevém).
    Depois de estragos significativos em outras regiões do país, a temida lagarta causou apreensão no verão do ano passado, quando surgiu como indesejada novidade em território gaúcho.
    Passado o susto inicial, a ação da praga foi considerada sob controle por autoridades.
    – É uma lagarta agressiva, mas pode ser controlada – afirma Jerson Guedes, pesquisador da UFSM.
    Diferentemente do ano passado, quando o foco era a identificação, agora o trabalho principal será monitorar danos, explica Vinícius Grasselli, chefe da divisão de Defesa Vegetal da Secretaria da Agricultura.

  • NO RADAR

    A Federarroz promete entrar até amanhã com ação na Justiça pedindo a suspensão de multas a produtores de arroz e a revisão da exigência referente a áreas de preservação permanente e de reserva legal. O argumento é de que, com o cadastro ambiental rural em andamento, há um prazo em aberto para a regularização.

  • FORA DO BARALHO

    Em encontro ontem entre representantes da Federação da Agricultura do Estado (Farsul) e Marfrig, colocou-se um ponto final na polêmica sobre eventuais restrições à venda de gado em pé para outros Estados.
    O tema foi levantado nas negociações abertas com o governo para a manutenção, a pleno vapor, das atividades da empresa no Estado. A garantia dada foi de que o assunto não está mais sendo discutido.
    Presidente da Farsul, Carlos Sperotto diz que a entidade apresentará, em breve, programas complementares a serem coordenados pelo Senar-RS, para ampliar a oferta de animais.

  • DO LEITOR

    O produtor Sergio de Escobar, de Maçambará, escreveu sobre venda de gado em pé.
    “A venda do gado em pé é feita para fora do Estado em razão, simplesmente, do preço pago. Não dá para resolver na caneta o problema de mercado deles. Querem que o produtor não venda para fora? Paguem o preço do mercado e não o que oferecem visando aumentar lucros sem competição, chantageando o Estado com essas atitudes vergonhosas.”

  • O tribunal de Justiça do Estado julga hoje à tarde recurso na ação movida pela Fetag-RS e sindicatos rurais contra a Monsanto. Está em avaliação o pedido para esclarecimentos de pontos da decisão em segunda instância, favorável à multinacional.
    Ajustes feitos para incluir vagas para sociólogo e arquiteto adiaram a publicação do edital do concurso da Fepam. a projeção é de que o documento saia até a próxima semana.

Fonte: Zero Hora

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