CAMPO ABERTO | Gisele Loeblein

 

  • NEGOCIAÇÃO AGORA SERÁ NO TRIBUNAL

    Sem chegar a um consenso, John Deere e Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias Metalúrgicas, Mecânicas e de Material Elétrico de Horizontina vão hoje ao Tribunal Regional (TRT) do Trabalho para negociar. Em jogo, estão as 167 demissões anunciadas para a fábrica da marca no município da Região Noroeste e temporariamente suspensas por força de liminar concedida no último dia 10.
    O prazo dado pelo tribunal para que as duas partes negociassem termina hoje. Ainda ontem, em reunião na Capital, se optou pela mediação judicial. A assessora jurídica do sindicato, Lidia Woida, encaminhou uma petição, que foi deferida. A reunião de mediação ocorre às 15h, e será conduzida pela desembargadora Ana Luiza Heineck Kruse, vice-presidente do TRT da 4ª Região.
    O impasse, neste momento, está na contrapartida para os funcionários a serem dispensados. A empresa teria colocado como irreversíveis as demissões. A manutenção dos postos estaria sendo considerada apenas para trabalhadores com doenças ocupacionais – que representariam uma pequena parcela, em torno de 15 pessoas.
    – O que está em negociação é a compensação para o impacto social causado por essa demissão em massa – pondera Lidia.
    Conforme Irineu Schöninger, presidente do sindicato, os valores oferecidos estão abaixo do solicitado. Ele cita a quantia de R$ 3,8 mil estabelecida em acordo com trabalhadores da fábrica de Catalão (GO), maior do que a sugerida para o Rio Grande do Sul – que inicialmente foi de R$ 1,4 mil e estaria em R$ 2,5 mil.
    A John Deere, por meio da assessoria de imprensa, informou que só irá se manifestar após a mediação da Justiça.
    As demissões são, então, apenas uma questão de tempo. Agora é tentar chegar ao melhor denominador possível para reparar esse indesejável cenário.

  • NOVO CAPÍTULO PARA A MARFRIG

    Com capítulo importante no dia de hoje, a negociação entre a empresa Marfrig e o governo do Estado ainda deve se estender. O secretário em exercício do Desenvolvimento, Luís Fernando Farinati, da Agricultura, Claudio Fioreze, e da Fazenda, Odir Tonollier, reúnem-se hoje com representantes do frigorífico em Porto Alegre. A Fepam também participa do encontro.
    Dos 11 pedidos negociados para a manutenção das atividades do frigorífico em Alegrete, oito são tributários. Os demais referem-se à rastreabilidade, licença para confinamento e sanidade.
    Formalmente, a Secretaria da Fazenda não dá detalhes sobre as questões tributárias. Só afirma que já apresentou proposta.
    – Não é só redução de ICMS. Há outros pontos. Estão falando muito na questão do envio de gado em pé – diz Farinati, acrescentando que há temas de médio e longo prazo.
    Uma fonte da empresa afirma que o ICMS reduzido para importação não é o item mais relevante e que a reunião de hoje é importante para traçar definições. A negociação aberta pelo governo suspendeu de forma temporária a decisão da Marfrig paralisar a unidade de Alegrete, com 680 funcionários.

  • NO RADAR

    A PRODUÇÃO a partir de biomassa, e energia solar e eólica são temas que estarão em discussão no Simpósio Estadual de Agroenergia. O evento foi lançado ontem, em parceria entre Emater, Embrapa Clima Temperado, UFSM, Fepagro e Fapeg e será realizado entre 11 e 13 de novembro, em Pelotas.

  • CEVADA PARA ENCHER O COPO

    Destino de quase 100% da safra gaúcha de cevada, as maltarias da Ambev no Rio Grande do Sul começam a receber hoje o cereal colhido nas lavouras. Depois de um inverno marcado por excesso de umidade, o volume exato a ser entregue com qualidade para extração do malte ainda é desconhecido.
    – Trabalhamos com estimativa de 120 mil toneladas, já contando com eventuais perdas – afirma Dércio Luis Oppelt, agrônomo da Ambev.
    Todas as cargas de cevada que chegarão à maltaria de Passo Fundo e de Porto Alegre passarão por análise micotóxica (foto) para saber se cumprem o padrão exigido pela indústria. O cereal não aproveitado pelas cervejarias é destinado à ração animal, com valor comercial bem inferior.
    – Ainda não temos números oficiais, mas as projeções são de que pelo menos 40% do volume a ser colhido no Norte esteja comprometido pela baixa qualidade – estima Valdir Machado, técnico da Emater de Erechim.
    Hoje, a Ambev importa pelo menos 20% da cevada que abastece as maltarias no país (duas no Estado e uma no Paraná). Se a quebra da safra gaúcha se confirmar, a indústria terá de aumentar as compras do grão da Argentina e do Uruguai.
    A parceria entre a Associação
    Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carne (Abiec) e a Apex-Brasil será prolongada por mais dois anos. No período, serão investidos R$ 6,3 milhões no projeto Brazilian Beef. A renovação do convênio ocorreu durante o Salão Internacional da Alimentação (Sial), em Paris. Em 14 anos da iniciativa, já foram aplicados mais de R$ 34 milhões, com o objetivo de fortalecer a imagem da carne bovina no Exterior.
    EM UM NEGÓCIO QUE DEVE SER CONCLUÍDO NO PRIMEIRO TRIMESTRE DE 2015, A AMERICANA PLATFORM SPECIALTY PRODUCTS ANUNCIOU ACORDO PARA COMPRA DA ARYSTA LIFESCIENCE POR US$ 3,51 BILHÕES. COM OUTRAS AQUISIÇÕES (DA AGRIPHAR E CHEMTURA CROP SOLUTIONS), A IDEIA É ATUAR COMO EMPRESA DE PRODUTOS QUÍMICOS INTEGRADA.

Fonte: Zero Hora

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