CAMPO ABERTO | Gisele Loeblein

 

  • PARA ENTENDER AS CONTAS DO TRIGO

    O percentual de 5% de reajuste do preço mínimo do trigo concedido pelo Ministério da Agricultura abaixo dos 16,38% pedidos pelo setor usou como base uma planilha de custos da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) de Brasília. Mas os valores do documento são diferentes de outros levantamentos feitos no Estado relacionados aos custos de produção do cereal.
    Para entender a origem dessas diferenças, a Federação da Agricultura do Estado (Farsul) solicitou ao secretário de Política Agrícola do ministério, Seneri Paludo, que remeta as planilhas originais dos dados coletados com empresas e produtores gaúchos.
    – Queremos a planiha do painel levantado pela Conab no Rio Grande do Sul – diz Antônio da Luz, economista da Farsul.
    O pedido foi reforçado em reunião realizada na semana passada, em Brasília, da qual também participou representante da Federação das Cooperativas Agropecuárias do Estado (Feacoagro-RS).
    A polêmica está no descompasso do custo de produção. Enquanto os dados de Brasília apontam redução, outros indicadores mostram alta. Dados do Cepea para a Farsul revelam avanço dos custos de 12% nos últimos 12 meses.
    – Há distorções entre as planilhas de preços do Estado e os valores usados – afirma Tarcisio Minetto, economista da Fecoagro.
    A entidade apresentou ontem estimativas para o custo da próxima safra (veja texto à direita).
    Paludo afirma que as planilhas solicitadas já foram entregues e não trabalha com possibilidade de erro: os valores refletiriam momentos distintos da coleta de dados.

  • OBRAS À VISTA NO PARQUE

    Agora é esperar que se concretize. O subsecretário do Parque de Exposições Assis Brasil, Adeli Sell, saiu satisfeito da reunião com o superintendente do Departamento Nacional de Infraestrutura dos Transportes (Dnit), Pedro Luzardo Gomes. Festejou a notícia de que o viaduto de ligação entre a BR-448 e a Avenida Celina Kroeff, em Esteio, deve estar pronto até a Expointer.
    Além disso, haverá um acesso secundário, de 500 metros, para fazer a conexão entre a Rodovia do Parque e o estacionamento do Sindicato das Indústrias de Máquinas e Implementos Agrícolas do Estado.
    Enquanto isso, máquinas (foto acima) trabalham na terraplenagem do local onde será erguida a estrutura de contenção emergencial do Arroio Esteio.

  • TEMPERATURA CAI, CUSTO SOBE

    Com o plantio da safra de inverno se aproximando, começam a ser projetados os gastos com a principal cultura da estação no Estado, o trigo. Nas lavouras gaúchas, o peso do custo total de produção por hectare deve crescer 13,45% na comparação entre o ciclo atual e o do ano passado, segundo a Federação das Cooperativas Agropecuárias do Rio Grande do Sul (Fecoagro-RS). O custo total por hectare é estimado em R$ 1,94 mil e o variável, R$ 1,35 mil.
    Itens como mão de obra e combustível estão entre os de maior impacto nessa alta, explica o economista Tarcisio Minetto.
    Quando a matemática chega ao item rentabilidade, o cenário fica ainda mais complicado para o agricultor. Considerando uma produtividade de 2,7 mil quilos por hectare – 45 sacas – há uma defasagem de 29,05% no custo de produção em relação ao preço mínimo do trigo.
    Ainda assim, a área cultivada com o cereal no Rio Grande do Sul deve ser 5% maior do que o 1,03 milhão de hectares da safra passada.
    – O custo fixo do produtor é quase o mesmo, plantando ou não o cereal. Além disso, a palhada deixada pelas culturas de inverno beneficia as lavouras de verão – comenta Paulo Pires, presidente da Fecoagro, sobre as razões para o avanço da cultura.

  • As exportações de carne bovina terminam o primeiro quadrimestre do ano com crescimento de mais de 10% em relação a igual período do ano passado, somando
    US$ 2,2 bi
    com avanço também de 13,6% no volume exportado, que chega a 504 mil toneladas. Os dados são da Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carne.

  • Os embarques de carne suína em abril tiveram alta de 19,74% em receita em relação a igual mês de 2013, somando
    US$ 118,66
    milhões,
    segundo dados da Associação Brasileira de Proteína Animal.

  • UMA DAS PRINCIPAIS preocupações dos produtores, a isenção da cobrança da tarifa externa comum para importar trigo de fora do Mercosul, está na pauta de reunião marcada entre representantes da indústria e a Camex para o próximo dia 22, em Brasília.

Fonte: Zero Hora

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