CAMPO ABERTO | Gisele Loeblein

 

  • OS RUMOS DO PARQUE PARA DEPOIS DA FEIRA

    Aexpectativa e a cobrança em torno da modernização do Parque de Exposições Assis Brasil, em Esteio, são proporcionais ao tamanho do projeto apresentado.
    Há dois anos, durante a Expointer, o governo estadual apresentou uma maquete da configuração do espaço com as mudanças trazidas por meio de parcerias público-privadas, para dar vida útil ao parque durante o ano inteiro. O primeiro orçamento da revitalização chegava a R$ 400 milhões. No ano passado, com estruturas mais delineadas, os investimentos privados foram estimados em R$ 280 milhões, considerando a área onde devem ser construídos hotel, agroshopping e centro de eventos.
    Para o primeiro dia da feira neste ano, a Secretaria da Agricultura prepara balanço do que andou. E deve anunciar novas propostas, de curto, médio e longo prazos. Entram na lista o Museu da Agropecuária e projeto básico do polo educacional. Antes disso, ainda é preciso acertar detalhes sobre ações em andamento.
    Um ponto a definir é o edital da licitação que permitirá a concessão de 25 anos da área de 207, 5 mil metros quadrados que abrigará agroshopping, hotel e centro de eventos. A empresa vencedora terá um ano para erguer o dique de contenção do Arroio Esteio.
    A assessoria jurídica da Secretaria da Agricultura tem reunião marcada amanhã com a Central de Licitações do Estado para apresentar o processo, que está sendo finalizado, segundo Gildázio Brum, coordenador jurídico da pasta. A publicação do edital durante a feira é considerada improvável, mas não impossível.
    Se os contratos com a Associação Brasileira de Criadores de Cavalos Crioulos e com o Sindicato das Indústrias de Máquinas e Implementos Agrícolas estão firmados e os projetos das duas entidades definidos (Arena do Cavalo Crioulo e nova estrutura para a área de máquinas), os recursos são uma questão a ser equacionada. Segundo Claudio Fioreze, secretário da Agricultura, metade dos R$ 5 milhões a serem empenhados pelo Estado na arena está prevista no orçamento de 2014.

  • IMPERADOR EM RITMO GAUDÉRIO

    A dança do Imperador, sensação na Expodireto deste ano e viral nas redes sociais, terá uma versão exclusiva para a Expointer. Lançada pela Stara, de Não-Me-Toque, no ano passado, a música com coreografia e dançarinos foi reformulada para exaltar a imagem do gaúcho na feira agropecuária de Esteio, que conta também com público urbano.
    – Mudamos um pouco a letra e trocamos o ritmo por vanerão para a dança se aproximar mais do clima do evento – explica Gilson Trennepohl, diretor-presidente da Stara.
    A letra original da música destaca características do Imperador, pulverizador da marca com barras fixas centrais.
    O sucesso do clipe, com mais de 2 milhões de acessos no YouTube, também resultou em negócios para a empresa. Conforme o empresário, as vendas do equipamento aumentaram 120% neste ano, tornando-se o carro-chefe, em faturamento, da indústria.
    – A popularidade do vídeo ajudou a reforçar a marca. Mas a eficiência do equipamento é o mais importante – completa.

  • NO RADAR

    FISCAIS agropecuários passarão a fazer laudos técnico-periciais durante apreensões de produtos de origem animal impróprios para consumo. A definição saiu em encontro com representantes da Secretaria da Agricultura, Delegacia do Consumidor e Centros de Apoio Operacional Criminal e de Defesa do Consumidor e da Ordem Econômica do Ministério Público.

  • NOVIDADE NA VITRINE

    Tem ingrediente novo no cardápio da tradicional Vitrine da Carne, organizada dentro do Pavilhão Internacional da Expointer pelo Programa Juntos Para Competir, uma parceria de Sebrae-RS, Senar-RS e Farsul.
    Pela primeira vez, haverá demonstrações com carne zebuína.Na manhã do dia 4, às 10h30min, e na tarde do dia 5, às 16h30min, os visitantes terão a oportunidade de acompanhar a desossa de carcaças de animais com meio sangue zebu. Ou seja, de cruzas de raças zebuínas com taurinas.
    – O zebu de hoje não é mais o mesmo de antigamente. Os animais modernos são eficientes, precoces, de carne de qualidade – argumenta Nathã Carvalho, gerente-executivo da Associação dos Criadores Gaúchos de Zebu (ACGZ).
    Ao participar do circuito, o objetivo da entidade é derrubar mitos criados em torno da carne produzida com animais zebu. No Estado, existem 200 criadores ativos, incluídos aí os zebuínos de leite.
    – O que a carne de zebu tem são outras características – reforça Carvalho.
    O pedido para a participação veio no ano passado das associações nacional e gaúcha de criadores. A ideia foi bem recebida pela Farsul.
    – Independentemente da raça, estamos trabalhando com o conceito de apresentar na vitrine produtos diferenciados – afirma Carlos Sperotto, presidente da Farsul.

 

Fonte: Zero Hora

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