CAMPO ABERTO | Gisele Loeblein

 

  • SÓ AS COOPERATIVAS AINDA ESTÃO IMUNES

    Quando as primeiras fraudes no leite vieram à tona, há um ano, a responsabilidade foi terceirizada. Era no caminho até a indústria que a adulteração ocorria, justamente no ponto em que freteiros autônomos, sem vínculo com as empresas, assumiam o controle.
    Com a prisão dos proprietários da Pavlat e da laticínios Hollmann, a indústria avança para o centro da investigação. Há suspeita de ação direta na adulteração. Claro, não se pode colocar um rótulo único para todas as empresas gaúchas – há, sim, muita gente séria trabalhando para garantir um produto seguro.
    Agora, só as cooperativas ainda mantêm status de livres de fraudes. Seguem as mesmas normas das demais indústrias. Mas talvez o diferencial esteja no processo. A começar pelo transporte: caminhoneiros, mesmo que terceirizados, são cadastrados e, em alguns casos, usam até uniforme.
    – Se for detectado um problema, todos produtores que entregaram leite para aquele caminhão perdem. Por isso, existe um mecanismo de controle recíproco. Um produtor é fiscal do outro – pondera Vergilio Perius, presidente do Sindicato e Organização das Cooperativas do Estado (Ocergs).
    Outra diferença aparece na natureza jurídica.
    – Os associados produzem para a cooperativa, são os donos do produto – acrescenta Gilberto Piccinini, presidente do conselho administrativo da Dália, marca da cooperativa Cosuel, e também presidente do recém-criado Instituto Gaúcho do Leite (IGL).
    Dos 11,8 milhões de litros de leite produzidos diariamente no Estado, cerca de 50% vêm de associados de cooperativas, segundo a Ocergs. Elas seriam então à prova de fraudes?
    Segundo Perius, oferecem menor risco. O consumidor certamente está cansado de perder a referência de qualidade a cada nova operação do Ministério Público.

  • POLÊMICA NOS FRIGORÍFICOS

    Unidos com a criação da Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), representantes das indústrias de aves e de suínos questionam o que qualificam como excesso do Ministério Público do Trabalho na fiscalização dos frigoríficos. Só neste ano, três unidades no Rio Grande do Sul foram parcialmente interditadas.
    – Acho que falta diálogo entre o MPT e as empresas – afirmou ontem, na Capital, o presidente da ABPA, Francisco Turra.
    Segundo o dirigente, as empresas querem a proteção do trabalhador, mas estariam sendo cobradas além do previsto pelas normas e antes do prazo de adaptação concedido.
    Procurador do Trabalho e coordenador do Programa Estadual de Frigoríficos do Ministério Público do Trabalho, Ricardo Garcia contesta a informação. Segundo ele, o diálogo com o setor começou em 2006. E algumas das normas cobradas têm mais de 30 anos:
    – Começamos a fiscalização em janeiro, cobrando coisas cujo prazo de adaptação havia expirado. Estamos dialogando. Mas a gente conversa, conversa e a coisa não sai do lugar.

  • Em dose dupla

    A disputa por um lugar na grande final do Freio de Ouro ganha neste final de semana duas etapas, uma dentro e outra fora de casa.
    Bagé, no Rio Grande do Sul, e Montevidéu, no Uruguai, sediam classificatórias do circuito. Aqui no Estado, as provas serão no Parque de Exposições Visconde de Ribeiro Magalhães. No país vizinho, a seletiva é realizada o Parque de Exposições do Prado (na foto acima, imagem da prova de morfologia do ano passado).
    – Tivemos de trocar a data da prova uruguaia por conta de uma etapa do processo eleitoral do país vizinho. Por isso, coincidiu de as duas classificatórias serem no mesmo final de semana – explica Mauro Ferreira, presidente da Associação Brasileira de Criadores de Cavalos Crioulos (ABCCC).

  • SAFRA RECORDE SE CONSOLIDA

    No mesmo compasso da supersafra já anunciada pela Emater, a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) divulgou ontem o oitavo levantamento do ciclo 2013/2014.
    Para a soja, prevê colheita recorde de 12,73 milhões de toneladas no Estado, apesar da queda de 4,5% na produtividade.
    – A má distribuição de chuva e as pragas justificam essa redução – afirma Glauto Melo Junior, superintendente regional da Conab.
    No total, o volume de grãos do Estado soma 30,02 milhões de toneladas – somada a intenção de plantio de trigo. Os dados divulgados refletem informações coletadas nos últimos 10 dias do mês de abril.

  • No país, a produção de grãos é estimada pela Conab em 191,24 milhões No país, a produção de grãos é estimada pela Conab em.

Fonte: Zero Hora |

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