CAMPO ABERTO | Gisele Loeblein

 

  • CAMINHO LIVRE NA BR-101 PARA PRODUTOS GAÚCHOS

    Com as definições acertadas ontem entre as secretarias da Agricultura do Rio Grande do Sul e de Santa Catarina, o corredor de passagem pela BR-101 para produtos gaúchos tem data prevista para começar a funcionar: 30 de maio. A certeza depende ainda da agenda dos governadores dos dois Estados e do ministro da Agricultura, Neri Geller. Os três querem participar da cerimônia que marcará o início das atividades no posto de fiscalização de Torres.
    Até lá, 35 barreiristas, como são chamados os agentes da Companhia Integrada de Desenvolvimento Agrícola de Santa Catarina (Cidasc) que fazem a fiscalização, serão treinados para “domar” o sistema que permitirá o acesso a informações fiscais e sanitárias. Dezesseis atuarão no lado gaúcho e 19 na cidade de Garuva, divisa com Paraná.
    – A decisão está tomada – afirma Airton Spies, secretário de Agricultura e Pesca de Santa Catarina.
    Também será feita uma espécie de test-drive, com duas transportadoras gaúchas, para ver se o sistema operacional e a estrutura criados estão funcionando. A estimativa é de que essa simulação comece a partir do dia 20.
    O pedido formal para a criação do corredor foi feito pelo Fundo de Desenvolvimento e Defesa Sanitária Animal (Fundesa) ao Ministério da Agricultura em junho do ano passado.
    A autorização veio, e o acordo de cooperação técnica entre Santa Catarina e Rio Grande do Sul foi assinado em agosto. A data para a criação efetiva do corredor vinha sendo adiada. Esbarrou em impasses estruturais – que agora são dados como resolvidos.
    Como Santa Catarina é zona livre de aftosa sem vacinação, os corredores são rotas obrigatórias estabelecidas para o transporte de cargas vivas e de produtos de origem animal que precisam passar pelo Estado vizinho. A liberação no corredor da BR-101 será apenas para produtos de origem animal – não inclui cargas vivas, embora já se acene com a possibilidade de permissão para aves.
    Até então sem a opção desse caminho, o transporte tinha de ser feito pelos outros corredores sanitários. A viagem, por vezes, se tornava mais longa e chegava a custar até R$ 600 a mais por caminhão (como antecipou a coluna do dia 29 de abril).
    – Os grandes beneficiados serão as empresas gaúchas – afirma Rogério Kerber, presidente do Fundesa.

  • LUPA NAS REGRAS

    Depois do processo que levou a mudanças na licença de operação do Mais Água, Mais Renda, e da portaria que estabeleceu os trâmites para empreendimentos de irrigação individuais que não se encaixam no programa, a vez agora é da armazenagem.
    O secretário da Agricultura, Claudio Fioreze, diz que aguarda a publicação de portaria da Fepam que irá tratar dos projetos fora dos limites do RS Mais Grãos, programa voltado ao incentivo para a construção de silos com até 2 mil metros quadrados de área útil.
    – Estamos fazendo portarias em várias áreas, entre as quais está a armazenagem, para disciplinar o licenciamento ambiental – explica o presidente da Fepam, Nilvo Silva.
    A exigência será proporcional ao tamanho do empreendimento, “como ocorre em todas as atividades de licenciamento ambiental”, pontua Nilvo, que não trata o assunto como uma simplificação do processo.
    A portaria está sob análise do departamento jurídico da Fepam, e a previsão é de que saia ainda neste mês.
    Aliás, a Fepam aguarda análise da Secretaria da Fazenda sobre o concurso do órgão. O pedido feito é para que 133 vagas sejam abertas na seleção a ser realizada neste ano. LUPA NAS REGRAS

  • TODOS QUEREM O FRIGORÍFICO

    Há uma disputa saudável em torno da Cosuel – cuja produção tem a marca Dália Alimentos. Municípios do Vale do Taquari – e também de fora – tentam atrair o investimento total de R$ 70 milhões anunciado pela cooperativa para construção de um frigorífico de aves.
    Nesta semana, foi a vez de Encantado, onde fica a sede da cooperativa, mobilizar-se.
    Mais de 10 municípios já sinalizaram interesse. A unidade a ser erguida terá abatedouro, fábrica de rações e incubatório, em uma área de até 25 hectares. A meta é chegar a um abate de 100 mil aves por dia.
    – A fase é de análise das propostas. Mas não estamos fazendo leilão – diz Gilberto Piccinini, presidente do conselho administrativo da Dália.
    A definição do escolhido deve sair até junho. O início das obras está previsto para o próximo ano.

  • VINÍCOLAS: HORA DA DECISÃO

    Deve ser concluído hoje o julgamento do processo administrativo aberto pela superintendência do Ministério da Agricultura para apurar a conduta das 13 vinícolas flagradas por adulteração. Amostras analisadas detectaram natamicina, antifúngico usado para conservar o produto.
    Parte dos 13 processos já foi julgada, com condenação. A partir do resultado, as empresas serão notificadas. O chefe do serviço de inspeção vegetal da superintendência, José Fernando Werlang, explica que as vinícolas têm direito a recorrer, em segunda instância, da decisão.

  • Espera-se que seja uma medida isolada, mas o Peru decretou embargo temporário à carne bovina brasileira. A ação foi motivada pela suspeita de caso de vaca louca identificado em Mato Grosso em março.

Fonte: Zero Hora

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