CAMPO ABERTO | Gisele Loeblein

 

  • No rumo da próxima safra de verão

    Principal corredor de escoamento da soja do noroeste gaúcho até o porto de Rio Grande, a BR-392 tem registrado movimento no sentido contrário. Caminhões carregados com calcário “sobem” em direção às lavouras gaúchas, já em preparação para a próxima safra de verão.
    Usado para fazer a correção da acidez do solo, o calcário é um recurso que ainda tem muito espaço para crescer. A necessidade do Estado é estimada entre 12 milhões e 13 milhões de toneladas por ano.
    Em 2013, as vendas da indústria chegaram a históricas 3,2 milhões de toneladas, conforme o Sindicato da Indústria de Calcário do Rio Grande do Sul (Sindicalc). Neste ano, até maio, já se bateu todos os recordes de venda, afirma Oscar Alberto Raabe, presidente do Sindicalc e da Associação Brasileira dos Produtores de Calcário Agrícola. Só nos cinco primeiros meses, foram 1,3 milhão de toneladas. A projeção é fechar 2014 com até 3,8 milhões de toneladas.
    – Maio costuma ser um dos meses mais fortes de vendas para o setor – explica Raabe.
    Diferentemente do adubo, o calcário precisa ser aplicado com antecedência – de 45 a 90 dias antes do plantio. Por isso, o período de compra se prolonga de abril a setembro. O Rio Grande do Sul tem 14 indústrias, nove das quais no município de Caçapava do Sul.
    Depois de duas safras cheias, a mais recente recorde, o produtor gaúcho está com condições de ampliar os investimentos em tecnologias que ajudem a garantir maior rendimento das lavouras. O crédito colocado à disposição é outro estímulo aos produtores de todos os tamanhos.
    O Programa Estadual de Correção da Acidez do Solo, voltado às propriedades familiares, também tenta disseminar a importância da prática para a produtividade. Em dois anos, 150 municípios aderiram à iniciativa, somando 15 mil agricultores, área de 60 mil hectares e 225 mil toneladas de calcário. Até o fim do ano, a meta é chegar a 200 municípios, 20 mil produtores, 90 mil hectares e 300 mil toneladas de calcário.
    O caminho percorrido até a próxima safra é fundamental para que o Estado tenha novamente uma colheita farta.

  • CAMINHOS QUE LEVAM À EXPOINTER

    Entre o projetado e o possível, a Expointer deste ano deve abrir suas portas ao público dentro de 60 dias com outra alternativa de chegada ao Parque de Exposições Assis Brasil, em Esteio.
    Embora o viaduto de acesso da BR-448, a Rodovia do Parque, não deva ficar pronto para esta edição, a alça junto à Avenida Cezar Antonio Bettanin, que fica ao lado da entrada principal do parque, permitirá que se chegue ao local pela nova estrada.
    – Será possível o acesso pelos fundos, dando vazão a 80% dos veículos – afirma Adeli Sell, subsecretário do parque.
    Com isso, a BR-116 deixa de ser o único caminho para quem deseja visitar a exposição, o que pode aliviar os congestionamentos nos dias de feira. No ano passado, a principal exposição agropecuária do Estado recebeu um público de 384,52 mil pessoas.
    Termina hoje o prazo para produtores familiares e assentados manifestarem interesse na renegociação das dívidas do Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf). Podem fazer a solicitação agricultores com dívidas de até R$ 10 mil.

  • DOIS INDESEJÁVEIS DÍGITOS

    O cenário não é nada animador. Com a divulgação dos dados de maio, consolida-se a estimativa de queda no faturamento das indústrias de máquinas e equipamentos no país em 2014.
    Mario Bernardini, diretor de competitividade da Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos (Abimaq), projeta que a diminuição deve ser na casa de “dois dígitos”:
    – É mais de 10% e menos de 99%, mas não vou ser tão pessimista. Espero algo ao redor de 11% a 12% de queda neste ano.
    Só no mês de maio, o faturamento bruto real do setor foi de R$ 5,97 bilhões, recuo de 22,7% na comparação com igual período de 2013. No acumulado do ano, o faturamento bruto caiu 13,4%, para R$ 28,58 bilhões.
    – No Rio Grande do Sul, a redução deve ser um pouco menor, porque o setor de máquinas e implementos agrícolas, com peso maior, teve queda menos acentuada – avalia Hernane Cauduro, vice-presidente regional da Abimaq.
    A manutenção da desoneração da folha de pagamento e a renovação do Programa de Sustentação do Investimento (PSI) são consideradas fundamentais no curto prazo para a recuperação do setor.

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Fonte: Zero Hora |

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