CAMPO ABERTO | Gisele Loeblein

 

  • Contrato à mão, hora de novas definições

    Com o contrato de permissão de uso do Sindicato das Indústrias de Máquinas e Implementos Agrícolas do Estado (Simers) finalmente assinado, consolida-se mais uma etapa do projeto de modernização do Parque Assis Brasil, em Esteio.
    – Para a nossa entidade, é um dia histórico. Esse era um anseio antigo – afirmou Claudio Bier, presidente do Simers, sobre a ampliação do prazo de uso para um período de 25 anos.
    Até então, a renovoção precisava ser feita anualmente, o que inibia maiores investimentos no espaço destinado às máquinas. Com a segurança jurídica trazida pelo documento, isso promete mudar.
    Como antecipado ontem pela coluna, para utilizar o local o Simers pagará R$ 42 por metro quadrado – esse é o valor definido pelo Comissão Executiva da Expointer para este ano. A entidade poderá descontar 15% para fazer investimentos e manutenção.
    A área total utilizável somará, futuramente, 124,54 mil metros quadrados – ainda há espaços a serem incorporados, em prazo determinado pelo documento de um ano. Para 2014, o valor a ser desembolsado pelo Simers é estimado em torno de R$ 2 milhões. O cálculo leva em consideração o espaço colocado à disposição das empresas do setor para locação na Expointer. Em 2013, foram alugados 52 mil metros quadrados.
    Mas a formalização do contrato nem de longe significa que não há mais trabalho por fazer. Pelo contrário. A praticamente dois meses do início da Expointer, em 30 de agosto, cada dia é decisivo.
    Conforme o subsecretário do parque, Adeli Sell, hoje deve ocorrer fiscalização da Secretaria de Obras na área onde está sendo erguido o novo pavilhão da agricultura familiar. O objetivo é verificar se a execução está de acordo com o cronograma. O compromisso da empresa contratada seria colocar a pavimentação e o telhado ainda a tempo da feira.
    Outro ponto importante é o encaminhamento das 29 licitações necessárias para a contratação de serviços para o evento, da bilheteria aos banheiros. Dez já estão concluídas. A das bilheterias está com edital aprovado e deve estar na rua na próxima semana.

  • Excesso de capivaras?

    Polêmica à vista no campo e na Assembleia. O deputado estadual Pedro Westphalen (PP) apresentou proposta para criar um programa de controle da população de capivaras no Estado. O projeto de lei 135 está na Comissão de Constituição de Justiça à espera de parecer.
    O descontrole da população de animais estaria causando prejuízos a produtores, com grande impacto ambiental e financeiro. O foco do programa é o manejo controlado.
    As capivaras são espécies silvestres. Segundo Paulo Wagner, chefe do núcleo de fauna do Ibama no Estado, existem problemas pontuais com relação às capivaras, “geralmente em locais onde houve ação prévia do homem”.
    – Já existem normas para casos excepcionais, quando a alta concentração de animais gera riscos à saúde humana ou à economia – acrescenta Wagner.
    A capivara não pode ser comparada ao javali selvagem. A espécie invasora avançou de tal forma sobre áreas de produção que levou à elaboração de normativa que prevê, entre as formas de controle, o abate. A ação é condicionada a uma série de requisitos.

  • Com a marca da saudade

    A classificatória do Freio de Ouro chega neste final de semana a Araranguá (SC). Ao todo, 34 animais disputarão vaga na grande final da prova organizada pela Associação Brasileira de Criadores de Cavalos Crioulos (ABCCC).
    – Os catarinenses estão completamente integrados ao circuito, têm conseguido prêmios importantes – diz Mauro Ferreira, presidente da ABCCC.
    Entidade e competidores vão para a seletiva ainda de luto pela morte de Luiz Antônio Martins Bastos. Um dos principais incentivadores da raça e de família tradicional na pecuária, Bastos participou ativamente da diretoria da ABCCC durante muitos anos.

  • Atrasado indesejado

    A chuva intensa e o excesso de umidade nas últimas semanas atrasaram o plantio de trigo no Rio Grande do Sul, especialmente nas regiões Norte e Nordeste. Conforme dados divulgados ontem pela Emater, o percentual da área semeada chega a 61% – quase 10 pontos percentuais abaixo da média histórica do período.
    Muitos produtores têm preferido trabalhar, mesmo em condições desfavoráveis, a perder a janela preferencial para o plantio.
    O clima poderá reduzir a estimativa de safra recorde para o país, de 7,8 milhões de toneladas de trigo neste ano.
    Do Centro para o Sul e na Fronteira Oeste do Rio Grande do Sul, conforme a Emater, o plantio segue praticamente normal, chegando a alcançar em alguns casos 80% da área estimada.

  • ALIÁS

    O ESPAÇO antes destinado aos suínos que não participam mais da feira dentro do parque Assis Brasil terá novo uso. A partir da Expointer deste ano, passa a ser área institucional para divulgação dos municípios.

  • A JUSTIÇA gaúcha manteve ontem liminar que autoriza a venda de produtos da Helm do Brasil Mercantil à base do princípio ativo paraquat. A Fepam havia entrado com um recurso contra a liminar.

Fonte: Zero Hora

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