CAMPO ABERTO | Gisele Loeblein

 

  • REDUÇÃO DO ICMS COM RESTRIÇÕES

    Depois de muitas contas, o governo estadual apresentou ontem a fórmula de redução da alíquota de ICMS nas vendas interestaduais do trigo gaúcho. A diminuição de 8% para 2% vale a partir da publicação de decreto no Diário Oficial do Estado, o que deve ocorrer até sexta-feira. O benefício só se aplicará em negociações com Rio de Janeiro, São Paulo e Minas Gerais.
    É nesse ponto que a medida certamente não irá agradar. O pedido feito pela Federação da Agricultura do Estado (Farsul) – e endossado por outras entidades do setor – era para todas as negociações para fora do Rio Grande do Sul.
    Juntos, os três Estados beneficiados pela redução compraram 90,8 mil toneladas do trigo gaúcho entre outubro de 2013 e 31 de maio deste ano, conforme dados da Câmara Setorial do Trigo. No mesmo período, o Paraná, que seguirá com os 8% de alíquota, comprou 856 mil toneladas do cereal.
    É verdade que o governo já havia reduzido a cobrança de 12% para 8%. Mas também é preciso lembrar que os paranaenses são nossos principais concorrentes.
    Na safra passada, o Rio Grande do Sul colheu produção recorde de 3,36 milhões de toneladas e abriu vantagem, já que no outro Estado houve quebra na colheita.
    Segundo Claudio Fioreze, secretário da Agricultura, a proposta era reduzir ao menos para 4% a alíquota para vendas ao Paraná, mas trâmites interestaduais inviabilizam a medida nesse momento.
    A taxação menor vale até 15 de agosto. A data coincide com o fim da isenção da Tarifa Externa Comum (TEC) cobrada para trazer trigo de fora do Mercosul.
    Aliás, a decisão que saiu na segunda-feira em edição extra do Diário Oficial da União, foi determinante para as tratativas de ontem entre as secretarias da Fazenda e da Agricultura. A briga pela competitividade do trigo gaúcho promete continuar. A Farsul analisa, inclusive, a possibilidade de questionar judicialmente a decisão do governo federal de isentar a TEC.

  • MAIS AMARGO NA CAPITAL

    Má notícia para os porto-alegrenses: dados do IPC-S divulgados ontem mostram que nas prateleiras dos supermercados a erva-mate ficou 3,97% mais cara.
    Os números refletem levantamento feito pelo Instituto Brasileiro de Economia (Ibre) da Fundação Getulio Vargas entre 23 de maio e 22 de junho.
    A bebida típica dos gaúchos chegou a ficar um pouco mais barata, mas começou a subir no período de 18 de abril a 15 de maio. De lá para cá, não caiu mais, explica Marcio Fernando Mendes da Silva, coordenador do escritório do Ibre em Porto Alegre.
    – Isso é um mau sinal, porque estamos em período de safra. Na entressafra, deverá subir mais – avalia Marcio.
    No acumulado do ano, o valor pago na Capital pela erva-mate aumentou 10,77%. No últimos 12 meses, 55,79%.
    Presidente do Instituto Brasileiro da Erva-Mate (Ibramate), Alfeu Strapasson estranha a alta em Porto Alegre porque afirma que, no Rio Grande do Sul, o quadro é de estabilidade de preços e até recuo.
    – Mesmo com mais oferta de matéria-prima, há outros custos a cobrir, como a embalagem, que teve reajuste, e a mão de obra – argumenta Strapasson.

  • ALIÁS

    O FATURAMENTO da Feira da Agroindústria Familiar Sabor Gaúcho chegou a cerca de R$ 100 mil, com expectativa de crescimento das vendas no final de semana. O evento realizado no armazém B1 do Cais Mauá termina no próximo domingo. Ao todo, 132 agroindústrias passarão por lá.

  • EMBALAGEM ENGAJADA

    A campanha pelo fim da violência contra a mulher chegou ao campo e, a partir de agora, estará também nas cozinhas brasileiras. O arroz orgânico produzido nos assentamentos da reforma agrária da Região Metropolitana, de São Gabriel e de Manoel Viana terá em suas embalagens o selo vermelho com os dizeres “Violência Contra a Mulher, Não”.
    Na última safra, os 12 municípios gaúchos e 16 assentamentos organizados pelo Grupo Gestor do Arroz produziram 450 mil sacas de arroz orgânico.
    O produto tem sido negociado dentro e fora do país. Recentemente, foi fechado um acordo para colocar o grão na vitrine de consumidores da Alemanha e da Itália.
    A proposta de adesão à campanha Cartão Vermelho é aliar alimentação saudável e conscientização, explica o deputado estadual Edegar Pretto (PT), coordenador da Frente Parlamentar dos Homens pelo Fim da Violência Contra a Mulher. A cerimônia de engajamento foi ontem na Feira da Agroindústria Familiar Sabor Gaúcho, na Capital.

  • A SEMANA FICOU MAIS CURTA

    Para obter a mais do que aguardada assinatura do contrato com o Sindicato das Indústrias de Máquinas e Implementos Agrícolas (Simers), a Secretaria da Agricultura precisará passar por nova sabatina com a Contadoria e Auditoria-Geral do Estado. Uma reunião, para avaliar ajustes na minuta solicitados pelo órgão, sai amanhã. A partir daí, pode-se finalizar o processo.
    O documento, que determinará novos parâmetros para o uso da área do Simers dentro do Parque de Exposições Assis Brasil, em Esteio, é esperado desde o início do ano.
    A meta da Agricultura é formalizar o contrato ainda na quinta-feira. O presidente do Simers, Claudio Bier, diz que a certeza “só mesmo com documento assinado”.

MULTIMÍDIA

 

Fonte: Zero Hora

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *