CAMPO ABERTO | Gisele Loeblein

 

  • PARQUES DO INTERIOR À ESPERA DA MODERNIZAÇÃO

    No início do ano, a notícia de que parques do interior do Estado seriam contemplados com R$ 37,5 milhões para modernizar suas estruturas empolgou.
    A divisão dos recursos previstos para o Programa Estadual de Valorização da Pecuária Gaúcha e de Qualificação de Parques e Feiras Agropecuárias no Estado tem como base o tamanho do rebanho de bovinos e de ovinos.
    Para municípios com os 20 maiores rebanhos, R$ 500 mil, cada. Para os parques de tamanho intermediário, R$ 250 mil, e para os pequenos, R$ 150 mil. Todos com contrapartida de 20%.
    O decreto que implementou o programa foi publicado em janeiro. De lá para cá, 132 pedidos de adesão – de municípios e de sindicatos rurais – chegaram à Secretaria da Agricultura.
    Desses, 69 estão em estágio “adiantado” de documentação, segundo o coordenador-geral das Câmaras Setoriais, Edegar Franco. Na prática, significa que foram entregues negativas e projetos técnicos. Um engenheiro foi contratado pela secretaria para fazer a análise desse material.
    Agora, o compasso é de espera: a documentação precisa, segundo o órgão, ter aval da Contadoria e Auditoria Geral do Estado (Cage).
    Municípios como Bagé, Dom Pedrito, Lavras do Sul e Pinheiro Machado estão na lista dos que entregaram projetos técnicos e aguardam com ansiedade o sinal verde para tocar as mudanças planejadas para seus espaços.
    O problema é que, se não forem fechados até o próximo dia 6 de julho, os convênios para a liberação dos recursos terão de esperar as restrições do período eleitoral passar.

  • RETOMADA EM FRIGORÍFICO

    O frigorífico de aves Agrosul Agroavícola Industrial, de São Sebastião do Caí, conseguiu liberar seções da unidade que haviam sido interditadas em ação do Ministério Público do Trabalho (MPT) na última quinta-feira. Ainda no sábado, houve nova fiscalização.
    Conforme o MPT, três setores foram liberados depois de ajustes feitos. É o caso da duplicação do número de funcionários na setor de embalagem de frango. Também foi dado prazo de 30 dias para a troca do equipamento.
    Duas máquinas na sala de manutenção seguem interditadas.
    Segundo o procurador Ricardo Garcia, coordenador do Programa Estadual de Frigoríficos, as propostas da empresa indicam que “é possível diminuir os riscos mais graves e assim obter prazo para a solução definitiva do problema e de forma negociada”.
    – As empresas estão fazendo a lição de casa. O que se busca é espaço para fazer adaptações sem interdição – diz José Eduardo dos Santos, diretor-executivo da Associação Gaúcha de Avicultura.

  • ALIÁS

    POR AQUI, a discussão sobre o uso do benzoato de emamectina perdeu força por causa das temperaturas de inverno, que inibem a ocorrência da praga. Mas em Mato Grosso, decisão judicial voltou a autorizar o ingrediente no combate à lagarta Helicoverpa armigera. O uso temporário é permitido em Estados com emergência fitossanitária.

  • Sob o olhar das câmeras

    A proposta de federalização ainda está na mesa. Mas enquanto não se concretiza, a Companhia Estadual de Silos e Armazéns (Cesa) toca projetos para dar maior competitividade às estruturas em operação.
    Em Rio Grande, a ideia é preencher os pré-requisitos necessários para transformar a unidade, que recebe arroz industrializado, em área alfandegada, ou seja, em que pode haver trânsito de mercadorias destinadas à importação e exportação.
    Uma parte das exigências é implantar um sistema de monitoramento por câmeras. Licitação para a compra do equipamento foi aberta, mas não teve empresas interessadas. O investimento era estimado em R$ 350 mil.
    Novo processo será aberto, desta vez para contratar empresa para o serviço de videomonitoramento, explica Márcio Pilger, presidente da Cesa:
    – A meta é finalizar o novo processo dentro de 60 dias. E a transformação em unidade alfandegada até setembro.
    Para isso, depois de atendidas as exigências, dependerá de vistoria e homologação da Receita Federal.
    Outra modificação é a instalação do tombador, que dá mais agilidade no recebimento dos grãos ao substituir a retirada manual pela mecânica.
    Anunciada em novembro do ano passado, com investimento de R$ 600 mil, a obra tinha previsão de estar pronta em cem dias, a contar do início dos trabalhos, em janeiro. Deve levar mais um mês para ser entregue.

  • A FEPAM foi ontem oficialmente comunicada da decisão da 21ª Câmara Cível que libera a venda de produtos à base de paraquat em ação movida pela Syngenta. O órgão e o Ministério Público Estadual apresentarão recurso.
    Em outra ação, da Helm Mercantil, a Fepam já havia recorrido da decisão que concedeu liminar para a venda de dois itens da marca com o princípio ativo.

Fonte: Zero Hora

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