CAMPO ABERTO | Gisele Loeblein

 

  • LUPA NAS CONDIÇÕES DE TRABALHO DE FRIGORÍFICOS

    Desde o início do ano, a força-tarefa coordenada pelo Ministério Público do Trabalho (MPT), com apoio do Ministério do Trabalho e de outras entidades, tem como alvo as condições de trabalho em frigoríficos gaúchos no que diz respeito à saúde dos funcionários. A referência a ser implantada vem da norma regulamentadora 36.
    Ontem, na quarta ação da série focada em unidades de abates de aves, a Agrosul Agroavícola Industrial, de São Sebastião do Caí, teve áreas interditadas. Os problemas detectados foram ergonômicos, segundo o procurador Ricardo Garcia, coordenador do programa de frigoríficos do MPT.
    – São movimentos repetitivos, uso excessivo de força e posturas inadequadas – afirma.
    Apesar de parcial, a interdição, na prática, torna inviável o funcionamento da fábrica – com média de abate de 76 mil frangos por dia – porque atingiu setores como o de descarga, onde é feito o recebimento das aves.
    Para que a liberação ocorra, é preciso que sejam feitos os ajustes solicitados. O diretor-presidente da Agrosul e também presidente da Associação Gaúcha de Avicultura, Nestor Freiberger, disse que a empresa não irá se manifestar neste momento.
    No mês passado, o presidente da Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), Francisco Turra, criticou o que chamou de excesso do Ministério Público na fiscalização – as cobranças estariam além do previsto pelas normas e antes do prazo. Informações contestadas pela MPT, que diz ter havido tempo para adaptação.
    De lá para cá, um documento oficial foi enviado ao órgão pedindo a suspensão das ações. Sem apresentar qualquer contrapartida, o setor não teve o pedido atendido. No último dia 22, o procurador teve uma reunião em Garibaldi, na qual conversou sobre os critérios usados nas inspeções.
    – Não me oponho à fiscalização e ao cumprimento da lei. Mas se uma linha da empresa é trancada, causa descompasso para o produtor, para os contratos – argumenta Turra.
    A sugestão do ex-ministro da Agricultura é de que as entidades do setor sejam acionadas diante de problemas apresentados, para atuar como mediadoras, dando prazo para a adequação, sem necessidade da interdição das unidades.

  • POUCOS PEDIDOS PELAS NOVAS REGRAS

    Mais de um mês depois da alteração das regras para licenciamento ambiental nos casos não contemplados pelo programa Mais Água, Mais Renda – açudes de até 10 hectares e áreas de até cem hectares irrigados –, a procura por parte dos produtores ainda é tímida.
    Conforme a Fepam, foram protocolados cinco pedidos de novos processos de licença prévia (LP), dos quais apenas dois para captação de água em barragem. A possibilidade foi uma das mudanças trazidas com a portaria publicada no dia 23 de abril.
    – Essa época não costuma ser a de maior solicitação para projetos de irrigação. A grande movimentação é entre agosto e setembro e de fevereiro a março – explica Dolores Pineda, assitente técnica da presidência da Fepam.

  • DE VOLTA A ESTEIO

    O circuito do Freio de Ouro volta a Esteio, que também é palco da final da competição mais importante da raça de cavalos crioulos. A classificatória da sexta região, que é itinerante, será realizada neste final de semana no Parque de Exposições Assis Brasil.
    Quarenta animais entram em pista – 18 machos e 22 fêmeas – em busca de uma vaga para a disputa do título. A cada nova seletiva, se confirma a percepção de que a briga vem esquentando.
    – A qualidade da raça segue aumentando ano a ano – afirma Mauro Ferreira, presidente da Associação Brasileira de Criadores de Cavalos Crioulos.
    A pouco mais de dois meses da Expointer, onde ocorre a decisão, a entidade também está tratando de definições do projeto da Arena do Cavalo Crioulo. A cobertura da pista, que seria a primeira obra, foi adiada para o próximo ano, porque não ficaria pronta a tempo do evento. DE VOLTA

  • HOJE É O ÚLTIMO dia para inscrição no Programa de Fortalecimento e Ampliação das Redes de Agroecologia, Extrativismo e Produção Orgânica (Ecoforte), que irá liberar R$ 25 milhões para investimentos sociais. A ação, uma parceria da Fundação Banco do Brasil com o BNDES, irá selecionar 30 projetos na primeira etapa. Informações em www.fbb.org.br.

  • ALIÁS

    O ALERTA está dado. Em 2015, as ações de fiscalização da força-tarefa do Ministério Público do Trabalho irão centrar forças nos frigoríficos do Estado de abate de bovinos.

Fonte: Zero Hora

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