CAMPO ABERTO | Gisele Loeblein

 

  • Coperativa sabia o que levava para casa

    As ligações interceptadas pelo Ministério Público Estadual durante as investigações da Leite Compen$ado revelam que a paranaense Agro-industrial Cooperativa, a Confepar, sabia que estava abrindo suas portas para receber produto de má qualidade. Caso se confirme, será complicada a defesa da cooperativa, com peso importante no mercado do Paraná.
    As ressalvas com relação às intenções da marca fizeram, inclusive, com que um projeto de instalação de agroindústria da Confepar em Panambi fosse barrado, no mês passado, no Fundopem-RS. A unidade em questão processaria leite concentrado, que seria depois enviado ao Paraná.
    Presidente do Sistema Ocergs/Sescoop, Vergilio Perius disse que foi um dos primeiros a manifestar posição contrária à proposta.
    As cooperativas gaúchas, ainda uma referência de qualidade na produção e imunes às ações do MPE até o momento, não acreditam que terão a confiança abalada diante do episódio.
    – Nosso produtor, que fornece o leite, é associado. Nossos transportadores são cadastrados – explica Perius.
    Outro ponto de segurança é o fato de as cooperativas gaúchas não fornecerem, para fora do Estado, leite na forma in natura, apenas produtos já industrializados.
    Presidente do conselho administrativo da Dália, marca da Cosuel, e do Instituto Gaúcho do Leite, Gilberto Piccinini, concorda. E completa:
    – O problema foi a Confepar não ter matéria-prima suficiente. Ao buscar leite de fora, se perde o controle do processo.

  • Preparado para A BATALHA

    A disputa judicial travada em torno de produtos à base do princípio ativo paraquat ganhou novo capítulo. A Fepam entrou ontem com recursos no Tribunal de Justiça do Estado contra duas liminares concedidas em maio em ação movida pela Helm do Brasil Mercantil Ltda.
    Uma liminar impede a colocação no rótulo da mensagem de que o uso do produto não é autorizado no Estado. A outra autoriza o cadastro junto ao órgão dos dois herbicidas da marca à base desse ingrediente. E, portanto, a liberação para venda. A polêmica em relação ao paraquat tem relação com o grau de toxicidade atribuído ao produto. O principal argumento da Fepam para o recurso é a periculosidade.
    – Visamos a proteger a saúde e a coletividade. Existem estudos que comprovam o potencial altamente tóxico do ingrediente – explica Cristiane Bandeira, coordenadora jurídica da Fepam.

  • Rivalidade entra em campo

    A rivalidade entre homens e mulheres vai entrar em campo na Copa do Mundo para icentivar o consumo de carne. Patrocinadora oficial do evento, a Marfrig criou um vídeo especial, que será exibido nos estádios antes, no intervalo e no final de todas as partidas do Mundial. O material também está em página especial – com versão feminina e masculina para pratos com diferentes carnes.
    A estratégia pode ser um reforço importante para virar o jogo, já que no primeiro trimestre deste ano a empresa teve prejuízo líquido de R$ 96,4 milhões.
    O período foi marcado por queda de volumes vendidos e valorização do preço de carne bovina – efeito da falta de chuva entre novembro de 2013 e março de 2014, que levou à redução da oferta de gado para abate.

  • ALIÁS

    DEPOIS DA SEXTA fase da Leite Compen$ado, o Ministério Público Estadual não deve realizar novas operações. Embora as investigações continuem, a meta agora é firmar acordos com as indústrias para ações efetivas de controle do produto.

  • As exportações de carne bovina brasileira tiveram alta de 18% em maio, na comparação com igual mês do ano anterior, somando
    US$ 615,3 milhões
    segundo dados da Associação Brasileira de Indústrias Exportadoras de Carne. Em volume, o crescimento foi de 10,2%, com 131,3 mil toneladas.

  • O conselho deliberativo do Fundoleite aprovou convênio entre o Estado e o Instituto Gaúcho do Leite. O acordo permitirá utilizar recursos do fundo. Falta só a assinatura, prevista agora para amanhã.

Fonte: Zero Hora