CAMPO ABERTO | Gisele Loeblein

 

  • PARA GARANTIR MAIS ADESÕES AO SUSAF

    Com limites impostos pela legislação eleitoral, o Plano Safra estadual anunciado ontem em Canguçu, no sul do Estado, focou menos em novas ações e mais na continuidade das já existentes. O crédito aumentou 2,62%, ficando em R$ 2,74 bilhões.
    – As regras impedem expansão forte de programas em ano eleitoral. Então, temos dificuldade de lançar grandes novos projetos – explicou Elton Scapini, secretário de Desenvolvimento Rural.
    Das novidades, uma tenta fazer com que projeto criado para as agroindústrias ganhe força. O Sistema Unificado Estadual de Sanidade Agroindustrial Familiar, Artesanal e de Pequeno Porte (Susaf-RS) foi regulamentado em 2013. A adesão representa possibilidade de vender itens de origem animal fora do município em que foram produzidos.
    Atualmente, segundo a Secretaria da Agricultura, há 204 solicitações de inclusão. Dessas, 26 estão em fase de inicial de autoria. Oito, mais avançadas, em fase de auditoria local. Outros 168 municípios ainda não enviaram a documentação.
    Só dois dos 497 municípios gaúchos já tiveram pedido homologado – São José do Sul e Salvador do Sul.
    Três falhas foram identificadas, conforme a Secretaria da Agricultura: precariedades estruturais no Serviço de Inspeção Municipal (SIM), em recursos humanos e em processo de gestão.
    Para tentar estimular a participação, o plano safra está prevendo R$ 3 milhões para a compra de 42 kits – com itens que vão de carro a GPS – aos municípios que tenham o pedido validado.
    Desse volume, R$ 1 milhão será para treinamento. A meta é chegar a pelo menos 10 homologações até a próxima Expointer, que começa no dia 30 de agosto.
    Entidades que acompanham o andamento veem a ação como um sinal de que há disposição em melhorar o ritmo.
    – Ainda está tímido. Esperávamos mais do Susaf, em termos de desburocratização do processo – avalia Jocimar Rabaioli, assessor de Política Agrícola da Federação dos Trabalhadores na Agricultura do Estado (Fetag-RS).
    Uma proposta feita na semana passada está sendo avaliada: a de que os pré-requisitos sejam exigidos de forma gradual, com a concessão de homologação provisória.

  • MULTIPLICAÇÃO DE GOTAS

    Depois de reportagem publicada por Zero Hora, a Secretaria da Agricultura liberou novos números do Mais Água, Mais Renda.
    Segundo nota técnica, de 22 de abril até ontem, 490 projetos do programa foram analisados por uma força-tarefa, composta por oito pessoas, das quais seis engenheiros.
    Desses, 202 receberam aval (declaração de enquadramento). Outros 288 projetos, com falta de documentação, foram devolvidos, e responsáveis técnicos e bancos, avisados. Mais 45 propostas estão em análise.
    – Houve um impasse durante a definição da licença de operação do programa. Ficaram três, quatro meses sem enviar projetos. Mas esse problema está superado – diz Claudio Fioreze, secretário da Agricultura, em relação ao período em que negociava com a Fepam nova licenca de operação.
    A restrição do crédito do BNDES é outro fator apontado pelo órgão como responsável pela lentidão na liberação dos projetos. Nos casos em que há solicitação de subsídio, a análise da secretaria precisa ser ainda mais criteriosa, argumenta o secretário.

  • VALORES FECHADOS PARA O TRIGO

    A vinda à Capital do secretário de Política Agrícola do Ministério da Agricultura, Seneri Paludo, traz expectativa aos produtores de trigo. Ele vem para reunião, hoje, com representantes da Federação da Agricultura do Estado na qual serão discutidas as planilhas de custo de produção e o preço mínimo do cereal.
    Paludo diz que a metodologia usada nas tabelas será avaliada.
    – Custo e preço mínimo para este ciclo já foram definidos. Por isso não é mais possível alterar – pondera.

  • ESTÁ MARCADA para amanhã a assinatura do convênio que, na prática, permitirá ao Instituto Gaúcho do Leite (IGL) a utilização dos recursos do Fundo Estadual do Leite (Fundoleite). Com o acordo firmado, a contribuição – metade da indústria, metade do governo – começa a ser recolhida no próximo mês..

  • As exportações brasileiras do complexo soja somaram, em receita, US$15,58bi nos cinco primeiros meses deste ano, alta de 18,6% em relação ao mesmo período de 2013. Em volume, a quantia foi 23,1% maior: 30,29 milhões de toneladas..

Fonte: Zero Hora

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