CAMPO ABERTO | Gisele Loeblein

 

  • O SOCORRO POSSÍVEL AO PRODUTOR DE ARROZ

    Apesar dos estragos comprovados do tempo nas lavouras de arroz a produção está neste momento encolhendo 15% , só no fim do ciclo será possível ter a real dimensão dos prejuízos. É por isso que nenhuma grande resolução do governo federal quanto às reivindicações dos produtores, preocupados em manter as contas em dias, será tomada antes de fevereiro, início da colheita.
    Por ora, o comprometimento do secretário de Política Agrícola do Ministério da Agricultura, André Nassar, que conversou ontem com produtores em Uruguaiana e Santa Maria, é com a liberação de recursos para comercialização e com a garantia de dinheiro para o pré-custeio, o que não ocorreu no ano passado. A Federação das Associações de Arrozeiros do Estado (Federarroz-RS) batalhará por R$ 1 bilhão para mecanismos como o Financiamento para a Estocagem de Produtos Agropecuários Integrantes da Política Geral de Preços Mínimos. O valor a ser colocado à disposição, no entanto, não está definido.
    – A partir de fevereiro, estarão liberando esse dinheiro com o objetivo de manutenção dos preços – diz Henrique Dornelles, presidente da Federarroz-RS.
    Reunião deverá ser agendada também para o próximo mês. E o Instituto Rio Grandense do Arroz (Irga), cujo levantamento atual de perdas foi apresentado ontem, irá esperar o recuo das águas para medir estragos em algumas regiões.
    Em Santa Maria, o pedido foi por tratamento semelhante ao dado ao Nordeste, com prazo extra para quitar financiamentos.
    – Na região, de 145 mil hectares plantados, 15 mil foram perdidos – diz Francisco Schardong, da Comissão de Arroz da Federação da Agricultura do Estado (Farsul).
    Para Dornelles, o principal efeito da vinda do secretário de Política Agrícola é o moral. Ao ouvir os relatos pessoalmente, ele sinaliza que existe “um comprometimento do ministério em tentar resolver problemas registrados nas lavouras do Rio Grande do Sul”.
    Certamente, o peso do Estado, que responde por mais de 60% da produção nacional, conta. Uma quebra de safra reduz a oferta e pode elevar os preços. A fatura dos altos custos da produção já está indo parar no endereço do produtor.

  • PROVA DE PUREZA

    Equipamento importado da Alemanha comprado pelo Laboratório Nacional Agropecuário do Rio Grande do Sul (Lanagro-RS) será importante ferramenta para coibir fraudes em bebidas à base de frutas. De nome difícil, o espectômetro de massas de razão isotrópica utiliza método que permite, na prática, discriminar os componentes dos produtos, a autenticidade, como explica o fiscal federal agropecuário Paulo Gustavo Celso, responsável pelo Laboratório de Análises de Bebidas e de Vinagres:
    – Serve para realizar o controle de alimentos. É possível até dar a origem geográfica do produto.
    Atualmente, o trabalho é feito com parâmetros qualitativos e quantitativos. A nova aquisição amplia a capacidade e já é utilizada pelo Laboratório de Referência Enológica (Laren), da Secretaria da Agricultura.
    A previsão é fechar o primeiro semestre com o equipamento instalado. A aquisição vinha sendo buscada há pelo menos seis anos pelo órgão. O investimento foi de R$ 2 milhões.

  • TEST DRIVE DA EXPANSÃO

    Para manter e ampliar ainda mais o vigor do crescimento, os criadores de cavalo crioulo sabem o que é preciso fazer: levar os animais para todos os rincões do país com o objetivo de mostrar o potencial da raça, uma espécie de test drive, que ajude a conquistar ainda mais adeptos. O número de exemplares no país foi 6,4% maior em 2015, chegando a 402,34 mil, conforme dados da Associação Brasileira de Criadores de Cavalos Crioulos (ABCCC).
    E se a Região Sul segue com o maciço contingente, é o Centro-Oeste e o Norte que despontam no avanço (veja tabela).
    – São duas regiões com propriedades de áreas extensas. As fazendas de lá são grandes usuárias de cavalos de serviço – aponta José Luiz Laitano, presidente da ABCCC.
    A busca por cavalos para lida, para cabanhas e para a prática de esportes são as portas de entrada para a raça. E as oportunidades estão justamente em novos mercados e em exemplares voltados aos usuários e à prática de esportes.
    – Há uma tendência mundial das pessoas começarem a se voltar aos animais. Tem muito profissional liberal da Capital que cria cavalo para usar em cavalgadas, em esporte – completa o dirigente.
    Um dos grandes propulsores da raça são as provas, com o Freio de Ouro como o carro-chefe. Alinhada com a direção da expansão, a ABCCC estuda a possibilidade de realizar etapas da competição, no próximo ano, em Campo Grande (MS) e em Uberaba (MG). Neste ano, a Expozebu, realizada em Minas, já receberá uma prova importante de morfologia da raça crioula.

  • NO RADAR

    DEVE SAIR hoje no Diário Oficial do Estado a sanção do governador José Ivo Sartori à Lei do Leite, aprovada pela Assembleia.
    Com isso, abre-se o prazo de contagem de 90 dias para regulamentar a legislação. Só então passará a entrar em vigor.

  • O PROGRAMA DE SEGURANÇA ALIMENTAR DO MINISTÉRIO PÚBLICO E DA VIGILÂNCIA SANITÁRIA DESEMBARCA NO LITORAL. A AÇÃO EM CAPÃO DA CANOA TERÁ PARTICIPAÇÃO DO GRUPO DE ATUAÇÃO ESPECIAL DE COMBATE AO CRIME ORGANIZADO E DE PROMOTORES DA REGIÃO. IRÁ ORIENTAR OS CONSUMIDORES E AUTUARÁ ESTABELECIMENTOS COM PRODUTOS IRREGULARES.

  • Portaria publicada no Diário Oficial da União traz os novos valores estabelecidos pelo governo federal para o preço mínimo da uva industrial no ciclo 2015/2016. Será de R$0,78 o quilo. O valor vale para as regiões Sul, Sudeste e Nordeste de 1º de janeiro a 31 de dezembro deste ano.

  • Fonte: Zero Hora

    Por: Gisele Loeblein

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