CAMPO ABERTO | Gisele Loeblein

 

  • NO RADAR

    A NOVA DIRETORIA da Sociedade de Agronomia do Rio Grande do Sul (Sargs) toma posse nesta quinta-feira, em cerimônia no Hotel Deville Prime, em Porto Alegre. O grupo é encabeçado pelo engenheiro agrônomo Ivo Lessa, que ficará no comando da entidade no período de 2016 a 2018.

  • TEMPO FECHADO

    Será preciso esperar as próximas duas semanas – e observar o comportamento do tempo neste período – para se ter uma ideia mais precisa da situação da soja no Estado. Esse é o tempo para o estabelecimento das lavouras – o plantio está praticamente concluído, segundo boletim mais recente da Emater, com trabalho a ser feito ainda nas áreas mais úmidas, de várzea.
    – Tem muita coisa para corrigir nas lavouras que estão aí – opina Décio Teixeira, presidente da Associação dos Produtores de Soja do Estado (Aprosoja-RS).
    O excesso de chuva e de umidade teve impacto no momento da semeadura e segue influenciando o desenvolvimento da cultura. Há dificuldade de controle de ferrugem asiática. A doença, causada por um fungo, pode ser controlada, desde que seja feito o manejo correto. Isso inclui a aplicação de fungicidas, também dificultada pelo mau tempo.
    Dados do consórcio antiferrugem mostram que, em dezembro de 2015, foram registrados 25 casos no Estado – ante cinco em 2014.
    – O clima ideal é uma chuva por semana, com períodos de sol – lembra Teixeira.
    A má notícia é que o mau tempo seguirá marcando presença. A previsão da Somar é de retorno da chuva a partir de quarta-feira, com a chegada de nova frente fria.

  • PARA AVALIAR EM 2016

    A lei do leite passou, mas outros projetos de lei que tramitam na Assembleia e na Câmara dos Deputados, com impacto para o agronegócio, ficaram para análise ao longo deste ano. Veja alguns deles:
    PROJETO DE LEI 214: a proposta do Executivo gaúcho prevê redução da apropriação do crédito presumido. Atualmente é de 100%. Pela proposta, passa a ser de, no máximo, 70%. Foi encaminhada em regime de urgência, depois derrubado. O objetivo do governo com a medida é ampliar a arrecadação em R$ 300 milhões por ano entre 2016 e 2018. Indústrias de carne e de leite, no entanto, afirmam que o Rio Grande do Sul perderia competitividade no cenário nacional diante da guerra fiscal entre Estados brasileiros. Está na Comissão de Constituição e Justiça.
    PROJETO DE LEI 31: de autoria do deputado estadual Elton Weber (PSB), prevê que terras de agricultores familiares (com até quatro módulos fiscais) e de pecuaristas (com até 300 hectares) não sejam alvo de demarcação. E que as demarcações, quando ocorrerem em áreas de uso da agricultura, sejam de forma descontínua. O texto passou pela Comissão de Constituição e Justiça e está atualmente na Comissão de Cidadania e Direitos Humanos da Assembleia Legislativa, à espera da votação do parecer de Marcel van Hattem (PP). É o último passo antes de ir à votação em plenário.
    MUDANÇA NA FALÊNCIA: a crise que fez empresas de latícinios fecharem as portas no Rio Grande do Sul foi o principal incentivo para a elaboração de três projetos de deputados gaúchos que têm por objetivo tirar o produtor do fim da fila de recebimento em caso de falência. A alteração da atual legislação que trata sobre o tema foi proposta por Elvino Bohn Gass (PT), Jerônimo Goergen (PP) e Heitor Schuch (PP). Os dois últimos foram incoporados a projeto anterior, de 2009. Sem essa mudança, agricultores com valores por receber de indústrias não estão no topo da lista em caso de encerramento das atividades.

  • TEM PECUÁRIA NA LINHA

    A Associação Brasileira de Criadores de Hereford e Braford (ABHB) quer ficar, literalmente, ao alcance da mão dos produtores. Para isso, acaba de lançar um aplicativo para smartphones com informações da entidade.
    O app pode ser baixado pelo endereço bit.ly/AplicativoABHB ou no Google Play.
    O principal objetivo da nova ferramenta, segundo a entidade, é melhorar e tornar mais rápida a comunicação com associados e pessoas interessadas nas duas raças. Na plataforma, estão disponíveis informações sobre o programa de carne certificada, o Pampa Plus, a prova de avaliação a campo e o projeto Brazilian HB, desenvolvido em parceria com a Apex-Brasil e que tem como foco os mercados externos.

  • ÁREA QUE PERTENCIA À FUNDAÇÃO ESTADUAL DE PESQUISA AGROPECUÁRIA (FEPAGRO), EM TUPANCIRETÃ, ACABA DE SER CEDIDA AO MUNICÍPIO. NOS 210,48 HECTARES FUNCIONAVA UM CENTRO DE PESQUISA QUE, CONFORME A DIREÇÃO DA ENTIDADE, NÃO ESTAVA MAIS SENDO UTILIZADO PARA ESSE FIM. A CESSÃO DE USO É VÁLIDA POR DOIS ANOS, MAS A IDEIA É TORNÁ-LA PERMANENTE, DENTRO DO PROCESSO DE RESTRUTURAÇÃO E ENXUGAMENTO DA FUNDAÇÃO.

    Fonte: Zero Hora

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