CAMPO ABERTO | Gisele Loeblein

 

  • HORA DE SE PREPARAR PARA COBRANÇA DO FUNDOLEITE

    Com o sinal verde da Casa Civil, a assinatura de convênio entre Instituto Gaúcho do Leite (IGL) e Secretaria da Agricultura é uma questão de tempo pode sair ainda nesta semana.
    Na prática, o acordo permitirá que se inicie o recolhimento da contribuição que irá abastecer o Fundo Estadual do Leite (Fundoleite). Indústria e governo vão dividir a conta meio a meio. O valor – R$ 0,0004 por litro – permitirá que cerca de R$ 2,6 milhões sejam arrecadados anualmente.
    – A cobrança começa no mês de assinatura do convênio. Sendo em junho, em julho já se teria o recolhimento referênte ao mês anterior – explica o diretor-executivo do IGL, Ardêmio Heineck.
    Alvo de polêmica durante o debate do projeto de lei, o fundo público – que inicialmente previa contribuição também do produtor – será utilizado para ações, a serem definidas pelo IGL e aprovadas pelo conselho gestor do Fundoleite, para fortalecer o setor e a imagem do leite gaúcho.
    Em reunião da câmara técnica do IGL, aliás, foram definidas 12 sugestões para garantir a qualidade do leite e derivados – algumas apresentadas na audiência pública da Assembleia. Na lista, iniciativas como o cumprimento da instrução normativa 62 – federal – e das portarias 89 e 90 – estaduais.
    – Qual o custo para a cadeia de leite de ficar adiando a cobrança de regras que já deveriam estar sendo observadas? – questiona Gilberto Piccinini, presidente do IGL.
    A se considerar a atual situação, em que novas operações a serem executadas pelo Ministério Público Estadual prometem desvendar outras fraudes, é preciso ter pressa na hora de dar resposta ao consumidor. Antes que o estrago provocado seja irreversível.

  • NOTA MANUAL PARA OS PEQUENOS

    Depois de se sentar à mesa com a Secretaria da Fazenda para negociar a exigência de notas fiscais eletrônicas para vendas do grão dentro do Estado, produtores de arroz estão um pouco mais tranquilos. A medida, que entrou em vigor neste mês, preocupava Federarroz, Farsul e Fetag porque há muitos locais em que há dificuldade de acesso à internet no Interior, conforme publicado na coluna Campo Aberto do último dia 27.
    Em reunião, ficou acertado que microprodutores (com até quatro módulos fiscais e renda anual de cerca de R$ 225 mil) poderão continuar usando o talão de notas manual – desde que enquadrados nesta categoria.
    A definição está em decreto encaminhado ontem para assinatura do governador e cuja publicação deve sair entre hoje e amanhã.
    Para os médio produtores, o acordo é de que, nos casos de dificuldade de acesso à tecnologia, poderá haver um regime especial individual, explica o subsecretário-adjunto da Receita Estadual, Joni Adolfo Müller.
    O desempenho singular do setor de máquinas em 2013, com recorde de 83,07 mil unidades vendidas, criou um patamar difícil de ser superado. Não por acaso, os resultados mensais mostram queda na comparação de 2014 com o ano anterior. Na quinta-feira, a Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores divulga números de maio, mas dados extraoficiais indicam redução de 17%.
    Com esse cenário, fabricantes traçam estratégias com foco de crescimento em participação. A AGCO quer ampliar a fatia no mercado de colheitadeiras – hoje de cerca de 10%.
    – Nossa meta é dobrar a participação – afirma Ernani Leonel Oliveira, gerente regional de vendas AGCO América do Sul.
    Sobre a revitalização do Moderfrota, linha de financiamento para compra de máquinas, Oliveira entende que a grande vantagem é o compasso com o ano safra. Isso deve evitar que, a cada virada de ano, os negócios fiquem parados por conta de ajustes em taxas de juros, como ocorria com o PSI.
    EFEITO 2013
    NO CAMINHO

  • PARA MELHORAR A CONTA DO TRIGO

    É esperada para hoje resposta ao pedido feito ontem pelo presidente da Federação da Agricultura do Estado (Farsul), Carlos Sperotto, para redução do ICMS do trigo nas vendas interestaduais, de 8% para 2%. A ideia é tornar o produto gaúcho – ainda existem cerca de 800 mil toneladas das safra passada a serem vendidos – mais competitivo no mercado nacional.
    Na safra de 2013, o Estado foi o maior produtor nacional de trigo, com 3,35 milhões de toneladas.
    Há negociações também com o governo federal. Reunião com Seneri Paludo, secretário de Política Agrícola do Ministério da Agricultura, que seria hoje, foi transferida para a próxima terça-feira. No centro do debate estará o preço mínimo do trigo.
    DADOS apresentados ontem, no primeiro dia da 29ª edição do seminário Cooplantio, mostram que boas práticas são fundamentais para o bom rendimento das lavouras. Produtores de arroz e de soja que planejaram de forma eficaz o plantio tiveram alta de 33% e 46% na produtividade na safra passada.

Fonte: Zero Hora

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *