CAMPO ABERTO | Gisele Loeblein

 

  • ARROZ VAI PARA O TERCEIRO ROUND

    Ainda em busca de revisão do preço mínimo do arroz para a safra 2015-2016, representantes de entidades e políticos encheram uma sala do Ministério da Agricultura, em Brasília, para reunião com a titular da pasta, Kátia Abreu. Saíram de lá de mãos meio cheias, meio vazias. Por ora, o preço segue em R$ 29,67 a saca de 50 quilos.
    Grupo de trabalho, no entanto, se reunirá – a data ainda não foi definida – para tratar o tema de forma mais detalhada.
    – A ministra não ratificou o preço e disse que há espaço para diálogo. Acredito muito mais na próxima reunião – afirma Henrique Dornelles, presidente da Federarroz-RS.
    As tabelas dos custos de produção – calculados pela Companhia Nacional do Abastecimento (Conab) e que servem de referência para definição do preço mínimo – são alvo de questionamentos por parte da Federarroz. Os valores apresentados foram debatidos anteriormente em audiência pública, com a presença da ministra, em Porto Alegre. A tentativa de levar a uma revisão vai agora para um terceiro tempo.
    – Precisamos definir isso, para dar segurança ao produtor. Os aumentos de custos estão comprometendo a renda, a atividade – completa Dornelles.
    O secretário estadual da Agricultura, Ernani Polo, afirma que Kátia se comprometeu, ainda, a tratar pessoalmente da prorrogação dos financiamentos de custeio da safra passada – já autorizada, mas que estaria custando a sair na prática.
    Com tanta gente para falar, houve pouco espaço, ontem, para detalhamento de outra proposta, a de desoneração tributária da produção. Mas esse é um passo mais adiante. Primeiro, é preciso bater o martelo sobre o preço mínimo do arroz.

  • DEBAIXO DÁGUA

    A 45 dias do início da Expointer, a chuva que castigou Esteio chegou com força no parque Assis Brasil. O local onde são realizadas as provas do cavalo crioulo ficou submerso (no detalhe, como é a pista seca). A água também avançou sobre a área das empresas de máquinas agrícolas.
    A contenção erguida no ano passado para conter a água do Arroio Esteio deve ganhar reforço na altura, segundo Claudio Bier, presidente do Sindicato das Indústrias de Máquinas e Implementos Agrícolas do Estado (Simers):
    – Não fosse a contenção, estaríamos com água até o outro lado do parque. É um aviso para que a gente se prepare.
    A entidade ainda finaliza a obra de ampliação do número de bombas para o escoamento de água. A situação também deixa em alerta a Associação de Criadores de Cavalos Crioulos (ABCCC).
    – Nos preocupa muito pelo nível de investimento que está se fazendo dentro do parque – afirma César Hax, vice-presidente administrativo financeiro da entidade, que tem projeto da construção de arena no local.
    Em 2013, o alagamento na Expointer alterou local e data da morfologia, Freio Jovem e do Proprietário.
    Mesmo com o cancelamento de reunião, ontem, na Secretaria de Obras, o subsecretário do parque, Sérgio Foscarini, garante que o local estará “com tudo pronto” para a exposição.
    O dique definitivo só deve começar a ser construído depois da feira. A obra é uma das contrapartidas a serem executadas pela Bolognesi, empresa que se habilitou para explorar área do parque. O contrato ainda não foi assinado.
    Em tempo: a competição do cavalo árabe, agendada para o final de semana, obviamente, teve de ser adiada.

  • ATENDIMENTO PERSONALIZADO

    A sala criada para que técnicos da Fepam possam atender pessoalmente as demandas de licenciamento ambiental represadas chega ao primeiro mês de funcionamento com 214 atendimentos. Para algumas áreas, como a mineração, estão faltando dias – todos os setores têm ao menos um dia por semana disponível para atendimento.
    Responsável por 40% das demandas do órgão, vinculado à Secretaria Estadual de Ambiente, a divisão agrossilvopastoril está com horários vagos. Para a secretária Ana Pellini, isso pode ser reflexo do atendimento feito nas regionais, “que são bem voltadas ao setor”.
    A meta é reduzir o estoque de mais de 10 mil processos para 3 mil e diminuir para 180 dias o prazo médio de licenciamento. Ana participa do atendimento “cara a cara” (foto abaixo).
    – É uma maneira de acompanhar tudo que está acontecendo – avalia.

  • O SETOR DE PROTEÍNA ANIMAL ESPERA E PROJETA UM SEGUNDO SEMESTRE MELHOR DO QUE O PRIMEIRO. AS VENDAS DE CARNE BOVINA CAÍRAM 14% EM VOLUME E 18% EM RECEITA. NO CASO DO FRANGO, AS EXPORTAÇÕES CRESCERAM 2% EM QUANTIDADE, MAS O FATURAMENTO CAIU 9,4%. NA CARNE SUÍNA, RECUO DE 5,3% E 21,8%, RESPECTIVAMENTE.

  • No radar

    NA BUSCA por evolução de status sanitário, o Estado poderá contar com ajuda extra. Foram prometidos R$ 4,5 milhões, via convênio, pelo Ministério da Agricultura para serem aplicados na área de defesa agropecuária.

  • TECNOLOGIADE CASA

    Um produto desenvolvido em São Leopoldo é a porta de entrada da SAP Labs Latin America no agronegócio. Especializada em softwares para gestão de empresas, a multinacional desenvolveu o agricultural contract management (ACM), para controle de compra e venda de commodities.
    – Nosso objetivo é atender grandes players nacionais e internacionais – observa Roberto Kuplich, gerente de desenvolvimento da SAP.
    O produto será oficialmente apresentado hoje, mas tem 17 clientes globais. No Brasil são quatro já usando a ferramenta.

Fonte: Zero Hora

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *